Akira Auriani, prefeito de Rio Grande da Serra (PSB), começou seu mandato com a tarefa de saldar as dívidas deixadas pela administração de Penha Fumagalli (PSD), avaliadas em R$ 65 milhões, montante que representa 38,2% do orçamento municipal para este ano, estimado em R$ 170 milhões. O administrador do Paço do Rio Grande do Sul classificou a situação como “crítica” e enfatizou as medidas urgentes de sua administração como essenciais para reestruturar a cidade.
“Encontramos a cidade atualmente com uma dívida da Prefeitura de quase R$ 65 milhões, enquanto a previsão de arrecadação é de até R$ 170 milhões.” “Há um montante considerável do orçamento comprometido com dívidas”, declarou o prefeito.
Akira descreveu os primeiros passos de sua gestão, como a redução de cargos comissionados e a análise de contratos. As ações integram um plano de ações de 100 dias, o programa Recomeça Rio Grande, com o objetivo de equilibrar as finanças e satisfazer as necessidades mais urgentes da comunidade. “Estamos avaliando os procedimentos da Prefeitura, reduzindo custos e colocando em prática medidas fundamentais, como a limpeza urbana e a manutenção das unidades de saúde, que foram negligenciadas.”
A crise econômica exigiu decisões complicadas, como a demissão de 60 dos 110 cargos comissionados, resultando numa economia mensal de R$ 600 mil. Ademais, as gratificações dos funcionários foram reexaminadas. “Estamos dando prioridade a cortes para que possamos operar com um orçamento mínimo até conseguirmos angariar novos recursos”, esclareceu.















