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De forma inédita, PSDB-SP destina 50% do Fundo Eleitoral a candidaturas femininas

 
Ao receber R$ 3 milhões para distribuir entre as proporcionais, Executiva Estadual paulista decidiu direcionar metade dos recursos às mulheres – fato incomum na história do partido
 
A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo decidiu reservar 50% dos recursos recebidos pelo Fundo Eleitoral para o pleito deste ano a candidaturas femininas. A lei eleitoral obriga a destinação de 30% às mulheres. Ao todo, o Diretório paulista recebeu R$ 3 milhões para distribuir entre os 139 postulantes à chapa proporcional (estadual e federal).
De acordo com o órgão, o volume destinado via Fundo é pequeno em relação à expectativa inicial do partido para os tucanos de São Paulo. Segundo o presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, a divisão por parte da Nacional entre as unidades da federação foi impactada pelo número de candidaturas majoritárias lançadas pela legenda pelo País. Atualmente, a sigla conta com oito disputas a governador e uma corrida eleitoral ao Senado Federal.
Mesmo diante da redução dos recursos, o PSDB bandeirante optou por reservar metade do montante às mulheres. Para Serra, que é candidato a deputado federal no pleito deste ano, a decisão reforça importante diretriz política do partido e que acompanha a representação feminina da legenda na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A bancada da sigla na Casa é 100% feminina:
“Recebemos um Fundo Eleitoral muito menor do que o inicialmente era previsto para São Paulo, mas fizemos uma escolha clara: metade de todo o recurso do partido está sendo destinada às candidaturas femininas. É uma decisão que tem peso importante, principalmente porque, hoje, temos uma bancada 100% feminina na Assembleia Legislativa”, argumenta o tucano, que também é vice-presidente nacional do PSDB e vice-presidente da Federação PSDB-Cidadania no Estado de São Paulo.
Para Serra, ainda que o valor total de recursos disponíveis (R$ 3 milhões) seja limitado, a divisão representa sinalização concreta da prioridade dada pelo partido à ampliação da adesão das mulheres na Política paulista:
“Mais que cumprir uma regra, o PSDB demonstra, de forma concreta, que acredita e investe na participação feminina na Política. Queremos ampliar espaços, fortalecer candidaturas competitivas e aumentar a presença das mulheres nos Parlamentos”, conclui.
 
Candidaturas por São Paulo
Concorrem na chapa proporcional do PSDB paulista nas eleições de outubro 139 candidatos. Deste número, 63 a deputado federal, sendo 20 postulantes femininas. Já na disputa por uma cadeira na Alesp tem 76 tucanos. Deste total, 26 são mulheres.
A expectativa do PSDB de São Paulo é eleger de três a quatro deputados federais, e de quatro a seis deputados estaduais no pleito de 2026.

Toffoli suspende candidaturas de chapa de Renan Santos à Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu as candidaturas de Renan Santos (Missão) à Presidência e de Aroldo Medina à vice-Presidência. A decisão tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31) suspende atos de campanha na internet, repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.

“É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo”Renan Santos em contato com a Jovem Pan

A medida desta segunda-feira acontece dois dias depois de o magistrado retirar de pauta do processo de registro de candidatura do candidato do Missão.

“Em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina (vice do candidato do Missão) informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, diz um trecho da decisão de sábado de Toffoli.

Fran Silva lança campanha para deputado estadual com apoio político e dez dobradas

São Bernardo do Campo, 27 de agosto de 2026 — O empresário e político Fran Silva lançou oficialmente sua campanha para deputado estadual, em evento realizado em São Bernardo do Campo, que reuniu cerca de 3 mil apoiadores.

Filiado ao Podemos, Fran Silva apresentou uma estratégia eleitoral baseada na formação de dez dobradas para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A expectativa da campanha é superar a marca de aproximadamente 65 mil votos.

O lançamento também evidenciou a articulação política construída em torno da candidatura. Segundo o Diário do Grande ABC, o grupo conta com o apoio de seis vereadores de São Bernardo do Campo, além de integrantes do governo municipal.

Entre as principais propostas apresentadas durante o lançamento está a criação de um Hospital Oncológico Infantil em São Bernardo do Campo, apontada como uma das principais bandeiras da candidatura.

Com o lançamento, Fran Silva inicia oficialmente sua mobilização eleitoral e busca ampliar sua presença política no Grande ABC e em outras regiões do Estado de São Paulo.

Deputado do PL sugere que candidatura de Marçal foi viabilizada para que Lula vença em 1º turno

Inelegível e impossibilitado de participar de debates e de usar fundo eleitoral, coach concorre à Presidência sob júdice, podendo ter os votos, posteriormente, invalidados; para Tenente Coimbra, Marçal entrou na disputa para tirar votos da Direita, atrapalhar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ajudar a reeleger governo petista
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) fez um alerta aos eleitores da Direita sobre a candidatura do coach Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar sugere que a entrada de Marçal na disputa, mesmo inelegível e concorrendo sob júdice, pode ter como objetivo tirar votos dos candidatos ao Palácio do Planalto que se opõem ao atual governo, especialmente de Flávio Bolsonaro (PL), e criar condições para uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda em primeiro turno.
De acordo com o liberal, que está em segundo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a conta é simples: se a candidatura de Marçal não for homologada (ainda está em apreciação por parte da Justiça Eleitoral), mesmo com o nome na urna e podendo ser uma opção ao eleitor, sobretudo o de Direita e anti-petista, no final, seus votos serão anulados:
“Se o (Pablo) Marçal tiver 10% ou 15% das intenções de voto do eleitorado, como apontam algumas pesquisas, ele tira votos da Direita, principalmente os do Flávio (Bolsonaro), que, hoje, é o maior opositor do atual governo na corrida eleitoral à Presidência. Só que como Marçal está inelegível, é possível que os votos, lá na frente, não sejam contabilizados. Ou seja, sua entrada na corrida eleitoral só serviria para ajudar o Lula (presidente Luiz Inácio Lula da Silva) a ganhar no primeiro turno. Não podemos errar nesta eleição. Marçal é distração, golpe”, alerta.
Em seu pronunciamento, o parlamentar liberal questiona as circunstâncias que permitiram Marçal voltar à disputa. O coach estava filiado ao União Brasil, mas conseguiu decisão judicial que possibilitou seu retorno ao PRTB e o registro de sua candidatura à Presidência.
“Ele (Pablo Marçal) está inelegível até 2032 e, mesmo assim, conseguiu concorrer sub júdice. Quem teria força para conseguir esse tipo de ação na Justiça a favor dele? É preciso que o eleitor entenda o que está acontecendo e o risco que isso representa”, alerta Coimbra, que é candidato à reeleição e aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Segundo o advogado Arthur Rollo, doutor e mestre em Direito, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e especialista em Direito Eleitoral, não há viabilidade jurídica para a candidatura à Presidência de Marçal, uma vez que ele está inelegível em mais de um processo.
Para disputar efetivamente a eleição em 2026, o coach precisaria obter efeito suspensivo das decisões, o que, para Rollo, é improvável. Desta forma, a tendência é que o pedido de registro seja rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Rollo cita como precedente o caso do próprio Lula, no pleito de 2018, quando o Tribunal indeferiu seu registro e determinou a retirada de seu nome da urna. Ainda na avaliação do especialista, considerando os prazos para publicação do pedido, impugnação e defesa, a situação do coach pode ser definida pelo TSE em cerca de 20 dias, ou seja, antes mesmo do primeiro turno:
Para Coimbra, independentemente de quando haverá definição judicial final sobre a situação de Marçal, a presença do coach na campanha na qualidade de candidato à Presidência da República provoca divisão e confusão entre os eleitores conservadores:
“Só tem uma pessoa que consegue tirar esse desgoverno, vencer o PT e a Esquerda. E essa pessoa é o Flávio (Bolsonaro). Não podemos colocar o futuro do Brasil em risco”, conclui.

TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro.

Confira abaixo o tempo de cada candidato:

  • Coligação Brasil Pronto para Mais – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

  • PL – Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

  • PSD – Ronaldo Caiado:  2 minutos e 2 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

  • Avante – Augusto Cury: 35 segundos  diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio.

Inserções

O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.

A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio.

Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados.

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Eleições 2026

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Cristã, campeã de votos e com medida protetiva: quem é Malu Fernandes, candidata a deputada por SP

Mestre em Gestão e Políticas Públicas e uma das vereadoras mais jovens do estado de São Paulo, Maria Luiza Fernandes, a Malu Fernandes (PL), chega aos 26 anos à disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alesp) carregando na bagagem dois mandatos, a maior votação da história de Mogi das Cruzes-SP e uma experiência pessoal que ajudou a reforçar uma de suas principais bandeiras: o combate à violência contra a mulher. Em plena campanha eleitoral, a parlamentar tem medida protetiva vigente contra o ex-companheiro.
Com acenos fortes ao público evangélico, Malu foi reeleita em 2024 com 5.089 votos, tornando-se a vereadora mais votada da história da Câmara Municipal mogiana e campeã de votos entre os parlamentares eleitos no Alto Tietê para o mandato 2024/2028. Nas eleições de 2026, ela não apresenta ao eleitor apenas a experiência na Vereança, mas, também, itinerário curricular e preparo.
Graduada em Administração Pública e mestre em Gestão e Políticas Públicas, ambos títulos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Malu preside a Comissão Permanente de Educação do Poder Legislativo de Mogi, é vice-presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo e coordena o PL Jovem da Região Metropolitana paulista.
Ao longo dos dois mandatos e a conquista de mais de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, a vereadora buscou concentrar sua atuação em projetos ligados à Educação, à formação de jovens, ao Empreendedorismo e às políticas públicas para mulheres – os quais ela pretende implementar em todo o estado, caso seja eleita deputada no pleito de outubro.
É na defesa das mulheres que a vida pessoal e a atuação política de Malu se encontram. A liberal disputa a eleição deste ano sob uma medida protetiva expedida em maio contra o ex-namorado.
O caso teve novos desdobramentos no mês passado, quando a Justiça determinou seu encaminhamento à Polícia Judiciária para investigação de possíveis crimes contra a honra de Malu, violência psicológica e descumprimento de cautelares.
Até então, o agressor respondia por violência política de gênero, já que fez, segundo a defesa de Malu, um sem-número de ameaças em prejuízo ao seu mandado como vereadora. Os advogados da jovem apontam, ainda, reincidência, uma vez que as investidas também buscaram atingir a pré-candidatura da liberal à Alesp:
“Não escolhi transformar uma situação pessoal em bandeira política. Mas quando você passa por isso e percebe que muitas mulheres vivem situações semelhantes em silêncio, entende que ocupar um mandato também significa usar a própria voz para abrir caminho para quem não consegue ser ouvido”, afirma.
O público feminino, aliás, sempre foi levado em consideração por Malu, em sua atuação parlamentar em Mogi das Cruzes. A vereadora é coautora da Lei de Distribuição de Absorventes, defende o funcionamento da Delegacia da Mulher durante 24 horas e apresentou propostas voltadas à autonomia financeira de vítimas de violência doméstica.
A liberal ainda é autora de lei que garante doulas nas unidades de saúde e de propostas relacionadas à implantação gratuita de contraceptivo de longa duração e à oferta de Fisioterapia Pélvica na rede pública:
“Minha fé me ensinou a não desistir diante das dificuldades e a entender a Política como instrumento para servir. Quero levar para a Alesp aquilo que construímos em Mogi (das Cruzes) e no Alto Tietê: oportunidade para os jovens, incentivo para quem empreende e uma rede de proteção que não deixe nenhuma mulher sozinha quando ela mais precisar”, conclui Mal

Deputada do PL pede inclusão no SUS de remédio que reduz retorno do câncer de mama

Rosana Valle oficiou Ministério da Saúde para que ribociclibe seja oferecido pela rede pública para mulheres com alto risco de recorrência da doença e pacientes em fase inicial de tratamento

Na contramão de parecer preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) pediu ao Ministério da Saúde a incorporação do ribociclibe ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de mulheres com câncer de mama inicial (linfonodo positivo). O colegiado defende o acesso do fármaco na rede pública apenas para pacientes com maior risco de recorrência.
A liberal oficializou sua solicitação na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, no último dia da consulta pública 61/2026 da Conitec – aberta justamente para discutir o oferecimento gratuito do medicamento de alto custo. Em primeira avaliação, a incorporação do ribociclibe para mais um público – recidiva, além de tumor em fase inicial – foi afastada, o que, segundo Rosana, é um erro.
Conhecido pelo nome comercial de Kisqali e já com registro no Brasil, o ribociclibe é recomendado para o tratamento do câncer de mama avançado, metastático ou precoce com alto risco de recorrência, do tipo receptor hormonal positivo (RH+) e HER2 negativo. Sua composição bloqueia as proteínas CDK4/6 que participam do processo de multiplicação das células cancerígenas. Associado à terapia hormonal, o remédio reduz o risco de o câncer voltar.
A consulta pública recebeu contribuições da sociedade antes da decisão final da Conitec. Neste cenário, a deputada do PL requereu que o Ministério da Saúde inclua o ribociclibe no SUS como uma nova alternativa de terapia às mulheres que estão em fase inicial no combate ao tumor de mama, sem substituir os tratamentos já disponíveis, permitindo, assim, que os médicos definam a opção mais adequada para cada paciente:
“No Brasil, tratamento moderno é privilégio de quem pode pagar. Isso precisa mudar. Uma mulher que já enfrentou o câncer não pode continuar convivendo com o medo de a doença voltar, sem ter acesso às alternativas que a Medicina já oferece. Ao mesmo tempo, não se pode sonegar o acesso a um novo remédio, comprovadamente eficaz, para quem está em início de cuidados médicos. Se existe uma opção, ela precisa ser analisada pelo SUS com rigor, mas, também, com urgência”, alerta Rosana, que cumpre segundo mandato no Congresso Nacional e é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.
No Brasil, o ribociclibe tem preço entre R$ 6.380 a R$ 28.758, por embalagem, dependendo da quantidade de comprimidos na caixa (21, 42 ou 63 unidades de 200 mg) e dos tributos estaduais. Como a dose diária usual exige uso contínuo, o custo mensal total da terapia costuma ultrapassar amplamente os R$ 15 mil.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78,6 mil novos casos de tumor de mama por ano entre 2026 e 2028. Diante destes números, a incorporação do ribociclibe no SUS também pode ter impacto positivo nas contas públicas. Estudo apresentado à Conitec estima uma economia de até R$ 49,4 milhões à rede pública de saúde em cinco anos.

Deputados do PSOL pedem ao TSE impugnação da candidatura de Pablo Marçal à Presidência

A deputada estadual Paula Nunes dos Santos, conhecida como Paula da Bancada Feminista, e o deputado estadual Guilherme Cortez, ambos do PSOL, ingressaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) contra o registro de Pablo Marçal (PRTB) para a Presidência da República nas eleições de 2026.

A ação também questiona a possibilidade de registro da chapa formada por Marçal e Leonardo Avalanche, candidato a vice-presidente. O pedido foi apresentado dentro do prazo legal, que se encerra nesta quinta-feira (20).

O principal argumento apresentado pelos parlamentares é que Marçal estaria atualmente inelegível em razão de uma condenação da Justiça Eleitoral relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.

Segundo a petição, Marçal foi alvo de diferentes Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs). Em uma delas, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, em dezembro de 2025, a condenação por uso indevido dos meios de comunicação social e a aplicação de oito anos de inelegibilidade. A decisão foi posteriormente mantida após a rejeição, em 5 de agosto de 2026, dos embargos de declaração apresentados pela defesa.

A condenação está relacionada, entre outros pontos, à estratégia conhecida como “Cortes do Marçal”, que envolvia a produção e disseminação de vídeos por terceiros nas redes sociais. De acordo com a decisão citada na ação, a realização de concursos com premiação para estimular a produção de conteúdo eleitoral configurou uso indevido dos meios de comunicação social. O TRE-SP, contudo, afastou as condenações por abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos, mantendo a inelegibilidade.

Os autores da impugnação sustentam que, no momento em que Marçal apresentou seu registro para disputar a Presidência, a decisão colegiada do TRE-SP permanecia válida. A petição afirma que, diante disso, deveria ser aplicado o artigo 15 da Lei Complementar nº 64/1990, que prevê o indeferimento do registro quando há decisão de órgão colegiado declarando a inelegibilidade.

A ação também cita como precedente o julgamento do registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2018. Os autores argumentam que o TSE, naquele caso, analisou a situação jurídica existente no momento do julgamento e indeferiu o registro enquanto permanecia vigente a causa de inelegibilidade.

Pedido de liminar

Além da impugnação, Paula e Guilherme pedem uma decisão liminar para impedir cautelarmente o deferimento do registro de Marçal até que o TSE julgue definitivamente a ação.

Os parlamentares também solicitam que o processo tramite de forma prioritária, devido ao avanço do calendário eleitoral.

No pedido principal, os autores requerem que a candidatura permaneça sob análise da Justiça Eleitoral e que o registro de Pablo Marçal seja indeferido diante da inelegibilidade apontada na ação.

Professora Isabel Rodrigues lança candidatura com a proposta de levar a voz da escola para Alesp

Professora defende maior presença feminina na política e quer transformar a experiência de quem vive a educação pública em atuação parlamentar

 

Há uma velha fotografia da política brasileira que ainda insiste em sobreviver: homens falando, homens decidindo, homens ocupando a maior parte dos lugares onde se decide o destino de todos. A fotografia, felizmente, já não é a mesma. Mas ainda está longe de ser outra. É nesse intervalo entre o que existe e o que precisa mudar que a professora Isabel Rodrigues coloca seu nome na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

O lançamento da candidatura acontece neste sábado (22), em Santo André. E o endereço escolhido não é propriamente uma casualidade. A sede histórica do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, espaço ligado à organização e às lutas dos trabalhadores, será o ponto de partida de uma candidatura que pretende levar para o Parlamento uma experiência construída em outro território de disputas: a escola pública.

 

Professora, doutora em Educação pela USP e coordenadora pedagógica, Isabel conhece a educação não por relatório, estatística ou discurso de ocasião, mas pelo cotidiano. É na escola que construiu sua trajetória e é dela que pretende partir para a política. Estudantes, professores, famílias e comunidades escolares fazem parte dessa experiência que agora ela quer transformar em atuação parlamentar.

 

“A política precisa ter mais mulheres, mais professoras e mais pessoas que conheçam a realidade da escola ocupando os espaços de decisão. Quero levar para a Assembleia a voz de quem está todos os dias dentro da escola, ouvindo estudantes, professores e famílias e enfrentando os desafios concretos da educação pública”, afirma Isabel.

 

A presença feminina na política, para a professora, não deve ser tratada apenas como uma questão de contabilidade eleitoral. Mais mulheres significa também colocar outras experiências diante dos problemas públicos, ampliar perspectivas e trazer para o debate temas que muitas vezes permanecem à margem das prioridades políticas.

 

É nesse campo que Isabel pretende atuar. Entre as bandeiras anunciadas estão a valorização da educação pública, os direitos das mulheres, a inclusão de estudantes atípicos e políticas voltadas à juventude. Em comum, a tentativa de aproximar a formulação das políticas públicas daquilo que acontece longe dos gabinetes e perto da vida real.

 

“Quero que a Assembleia tenha uma voz que conheça a escola por dentro. Uma voz capaz de transformar aquilo que vemos e vivemos todos os dias em propostas, políticas públicas e defesa de direitos. É por isso que estou colocando meu nome à disposição”, diz.

 

O encontro começa às 16h30 e pretende reunir mulheres, educadores, estudantes, trabalhadores e jovens. Mais do que marcar oficialmente o início da caminhada eleitoral, o lançamento será apresentado como um convite para que diferentes histórias e experiências façam parte da construção da candidatura.

 

No sábado, portanto, uma professora sai da escola para entrar na política. Não como quem abandona a sala de aula, mas como quem pretende levar para outro lugar aquilo que aprendeu dentro dela. A eleição ainda está adiante. A caminhada, essa, começa agora.

 

SERVIÇO

 

Lançamento da candidatura da Professora Isabel Rodrigues

Data: 22 de agosto (sábado)

Horário: 16h30

Local: Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Endereço: Rua Gertrudes de Lima, 202 – Centro, Santo André

Alex Manente dá início à campanha e aparece em primeiro lugar em pesquisa no ABC

No mesmo fim de semana em que Alex Manente (Cidadania-SP) deu a largada simbólica em sua campanha à reeleição durante uma corrida em Mauá, uma pesquisa de intenção de voto divulgada neste domingo (16) aponta o deputado federal na liderança da disputa pela Câmara dos Deputados na região.

O levantamento realizado pelo Instituto Vox Brasil ouviu presencialmente 2 mil eleitores em seus domicílios, nas sete cidades do ABCDMRR, entre os dias 11 e 14 de agosto. Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de nomes, Alex Manente aparece em primeiro lugar, com 7,3% das intenções de voto. O ex-prefeito de Santo André Paulo Serra aparece na sequência, com 5,6%. Ao todo, 15 nomes foram citados pelos eleitores para deputado federal.

Os números dão contexto ao início da caminhada eleitoral de Manente. Neste domingo, o deputado escolheu a Corrida Lauroenche RUN, realizada em Mauá, para marcar o início oficial da campanha à reeleição. Com o número 23 no peito e fazendo referência ao número eleitoral 2323, Manente participou da prova ao lado de apoiadores, interagiu com o público e agradeceu a pessoas que, segundo ele, contribuíram para sua trajetória política.

Durante o evento, o parlamentar associou a largada da corrida ao começo da jornada eleitoral e destacou disposição para seguir representando a população. A escolha de uma atividade esportiva também reforçou uma mensagem de proximidade com o público e de disposição para enfrentar o período eleitoral, em uma estratégia que conecta a imagem de esforço, presença nas ruas e contato direto com os moradores do ABC.

A pesquisa e o episódio em Mauá, portanto, colocam Manente em dois movimentos simultâneos neste início de campanha: de um lado, o desempenho eleitoral indicado pelo levantamento, que o posiciona na liderança entre os nomes lembrados espontaneamente para deputado federal no ABC; de outro, o início público de uma nova jornada pela reeleição, marcado por um evento popular e pela presença do parlamentar junto a apoiadores.

O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE sob o número 05511/2026 para governador, senador, deputado estadual e deputado federal. Segundo o ABC Repórter, o estudo foi realizado com recursos próprios do Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda.

Assim, a largada da campanha ocorre em um cenário de atenção política para o deputado no ABC: enquanto Manente inicia oficialmente sua caminhada rumo à reeleição, os primeiros números divulgados sobre a corrida para deputado federal colocam seu nome à frente entre os eleitores que já manifestam espontaneamente sua preferência.