Com o objetivo de fortalecer a educação integral, a Prefeitura de São Paulo firmou um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI). A iniciativa tem como ponto principal oferecer aos professores da rede oportunidades de formação e vivência internacional, além de desenvolver ações conjuntas de colaboração na área da educação, por meio de articulação institucional e intercâmbio de experiências e boas práticas globais.
“Nosso foco é permitir que os professores tenham uma experiência internacional, para que possam multiplicar essa cultura e suas experiências com os nossos estudantes. Ao mesmo tempo, vamos receber educadores de outras nações que possam enriquecer a vida dos alunos paulistanos. Queremos envolver os consulados presentes em nossa cidade para que eles apoiem essa ideia e nos auxiliem no projeto”, disse Angela Gandra, secretária municipal de Relações Internacionais.
O objetivo da parceria é desenvolver ações conjuntas de cooperação internacional voltadas ao intercâmbio de experiências, à captação de parcerias e à realização de projetos e programas com instituições e organismos estrangeiros, contribuindo para o fortalecimento da Rede Municipal. A iniciativa também busca promover ações que apoiem o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“E como disse Tolstói: só é a global que encanta a sua aldeia. Então é uma grande oportunidade para todos os nossos profissionais. Que fazem parte dessa cidade educadora, essa oportunidade tanto de desenvolvimento profissional, quanto no fortalecimento da nossa educação integral”, enfatizou a Secretária Executiva Pedagógica, Maria Sílvia Bacila.
Pelo acordo, caberá à SMRI articular parcerias internacionais, apoiar a captação de recursos e divulgar as boas práticas da SME, além de assessorar a Secretaria em ações e eventos de caráter internacional. Já a SME será responsável por identificar demandas educacionais para cooperação, promover a participação de educadores em programas de formação e incentivar o intercâmbio de experiências entre redes de ensino.
“Nosso foco é ampliar as ações de Educação Integral por meio de parcerias internacionais e boas práticas que possam fazer a diferença para nossos educadores e estudantes. A educação de qualidade é construída coletivamente, e essa parceria reforça esse princípio”, afirmou Samuel Ralize, secretário adjunto de Educação.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 2ª e definitiva votação, na Sessão Plenária desta quarta-feira (29/10), a proposta de revisão da PGV (Planta Genérica de Valores) da capital paulista. A alteração consta no PL (Projeto de Lei) 1130/2025, do Executivo. A matéria, que também muda a legislação tributária da cidade, teve 30 votos favoráveis e 19 contrários. Sete emendas ao texto também foram aprovadas. O texto segue para a redação final antes de ser encaminhado à sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O foco do projeto é adequar a base de cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) à realidade do mercado imobiliário municipal. De acordo com a Prefeitura, o objetivo é reduzir “defasagens cadastrais, corrigindo distorções territoriais e aumentando a equidade entre contribuintes”. A proposta também aprimora “critérios técnicos e transparência metodológica, permitindo previsibilidade e estabilidade ao planejamento fiscal do município”.
Em relação à legislação tributária, a proposta concede isenção de IPTU até dezembro de 2030 a imóveis residenciais localizados em ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) 1, ZEIS 2 e ZEIS 4. Uma das emendas aprovadas nesta quarta inclui as ZEIS 3 e 5 na lista de áreas cujos empreendimentos serão beneficiados e isentos do imposto. Segundo o cálculo da Prefeitura, com o dispositivo, o número de moradias isentas de IPTU nas ZEIS passará de 285 mil para 313 mil.
O benefício será válido a partir da entrada em vigor da lei. A justificativa do projeto ressalta que “esses números demonstram que, embora haja renúncia fiscal, esta se mostra proporcional ao alcance social e à correção de distorções históricas no tratamento tributário de imóveis situados em áreas destinadas à habitação de interesse social”.
Além disso, o PL atende à Lei nº 15.044, de 03 de dezembro de 2009. A norma estabelece que o Poder Executivo municipal deve encaminhar até 15 de outubro do primeiro ano do respectivo mandato um Projeto de Lei com a atualização dos valores unitários do metro quadrado de construção e de terreno na cidade de São Paulo.
Outra emenda aprovada pelo Plenário limita em 10% o aumento de IPTU para imóveis comerciais na capital paulista. Atualmente, a legislação tributária municipal trava o reajuste do IPTU em até 10% para edificações residenciais e 15% para não residenciais. No 1º turno de votação, um dispositivo aprovado diminuiu de 15% para 12% o limite para imóveis não residenciais. Já nesta quinta, na 2ª e definitiva fase de discussão, uma nova emenda reduziu de 12% para 10%.
Discussão
Vereadores da base defenderam o projeto. Líder do governo na Câmara, o vereador Fabio Riva (MDB) lembrou, por exemplo, que a revisão da Planta Genérica de Valores é uma obrigação legal. “Quando você fala em atualização da planta, você fala em seguir uma lei que foi aprovada também por essa Câmara Municipal. O chefe do Executivo, no primeiro ano do mandato, encaminha esta atualização para trazer o equilíbrio da tributação através do IPTU de acordo com vários fatores”.
Riva ainda exaltou a emenda que limita em 10% o reajuste do IPTU para imóveis não residenciais. “Estamos igualando a trava, tanto para o comercial como para o residencial, em 10%, porque nós entendemos que o comércio também gera emprego, renda e contribui para a cidade”.
1º vice-presidente da Casa, o vereador João Jorge (MDB) reforçou a obrigação legal do município de revisar a PGV. “O prefeito Ricardo Nunes cumpriu o dispositivo legal, obrigado por lei, constitucional, de que a cada quatro anos, no primeiro ano de mandato, deve mandar para a Câmara um projeto de revisão geral da Planta Genérica de Valores”.
As travas legais no reajuste do IPTU também foram citadas por João Jorge. “Vamos imaginar que um imóvel perdeu 30% de valor. Sabe qual vai ser a redução dele? 30% de IPTU. Mas vamos pensar o contrário: aquele imóvel que teve uma valorização de 30% no IPTU. Sabe qual será o aumento dele? 10%. Nós não estamos colocando a trava para baixo”.
Já o vereador Sargento Nantes (PP) fez uma apresentação abordando os mecanismos de proteção e justiça social previstos na revisão da Planta Genérica de Valores. Ele citou o aumento da faixa do valor venal dos imóveis como critério de análise de isenção e descontos no IPTU.
“Quero dizer que hoje não está sendo votado só o aumento, está sendo votada a isenção, está sendo votada a redução, está sendo votada a manutenção de desconto”, frisou Nantes. “Redução do teto estabelecido anteriormente e quem tem isenção de desconto vai continuar com esses benefícios”.
A bancada do PT votou contra o projeto. Diversos parlamentares da sigla subiram à tribuna para discursar sobre os critérios utilizados na atualização da PGV. Eles sugeriram alterações e melhorias ao texto, como a implementação de ferramentas tributárias que impeçam a população mais carente de sofrer com aumento excessivo do IPTU dos imóveis, além de mecanismos de aumento progressivo para os mais ricos.
Líder do partido na Câmara, a vereadora Luna Zarattini (PT) sintetizou o posicionamento do partido. “Nós, da bancada do Partido dos Trabalhadores, somos contra o aumento de imposto para a periferia, como no caso do IPTU. E somos contra não termos mecanismos de progressividade, mecanismos que garantam justiça social”.
Também contrária, a bancada do PSOL voltou a apontar os impactos negativos da proposta. Cálculos do partido apontam que 49% dos contribuintes (aproximadamente 2 milhões) terão aumento de IPTU entre 20% e 40%; 16% (670 mil), mais de 40%; e 20% (1,2 milhão) serão reajustados em 20%. Por outro lado, apenas 0,24% (9,6 mil contribuintes) serão beneficiados com redução do IPTU.
Para o líder do partido na Casa, vereador Professor Toninho Vespoli (PSOL), os números reforçam a necessidade da revisão da Planta Genérica de Valores levar em consideração as condições socioeconômicas dos contribuintes. “Acho que deveríamos ter a condição de colocar um aumento bem substancial [de aumento de impostos] para os ricos e super ricos, e livrar um pouco a periferia e a classe média”.
A vereadora Marina Bragante (REDE) foi outra parlamentar a discursar e votar contra o Projeto de Lei. Ela destacou que atualizar a Planta Genérica de Valores em toda a cidade “significa que, quem antes era isento, agora vai passar a pagar [IPTU]”.
De acordo com Marina, isso vai impactar principalmente as regiões periféricas. “A média de aumento na cidade é de 20%, é verdade, mas em regiões como Pirituba, Capão Redondo e José Bonifácio, ou seja, não estou falando da zona rica da cidade, o reajuste passa de 35%. A periferia, então, também está pagando a conta”.
Homenagem
Por unanimidade e em votação simbólica, os vereadores também aprovaram em 1º turno o PL 1324/2025, do Executivo. O projeto reconhece a obra do escritor e cartunista Mauricio de Sousa como patrimônio cultural imaterial do município de São Paulo.
O objetivo, segundo a justificativa da proposta, é reconhecer a relevância cultural da obra de Mauricio de Sousa, especialmente o universo artístico e literário da Turma da Mônica, considerada “ícone da cultura brasileira com forte vínculo histórico com a capital paulista, onde se desenvolveu e ganhou projeção nacional e internacional”.
“Ao longo de sua extensa trajetória artística, a criação do autor se tornou elemento representativo da memória cultural da população, influenciando gerações e difundindo valores educativos, sociais e inclusivos. A Mauricio de Sousa Produções, sediada na cidade de São Paulo desde 1960, contribui de forma permanente para o desenvolvimento cultural e econômico do município”, completou o documento.
Após a aprovação, o vereador Fabio Riva agradeceu “os vereadores e vereadoras pela aprovação deste projeto reconhecendo a obra do nosso querido cartunista Mauricio de Sousa. Obrigado a todos”.
Mais cedo, também durante a Sessão Plenária desta quarta-feira, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a criação da CPI que irá investigar denúncias relacionadas ao Jockey Club de São Paulo. Este será o 6° colegiado em andamento na Casa. A data e o horário de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito ainda serão definidos.
Próxima sessão
A próxima Sessão Plenária está convocada para terça-feira (4/11), às 15h. A Câmara Municipal de São Paulo transmite a sessão, ao vivo, por meio do Portal da Câmara no link Plenário 1º de Maio, do canal Câmara São Paulo no YouTube e do canal 8.3 da TV aberta digital (TV Câmara São Paulo).
A íntegra da Sessão Plenária desta quarta-feira pode ser conferida no video abaixo:
Na tarde desta sexta-feira (31), um acidente sério no trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo, resultou na morte de uma pessoa. O acidente, que envolveu dois caminhões, foi registrado por volta das 12h35 no km 60 da pista interna.
Segundo a concessionária SPMar, responsável pelo trecho, os veículos se chocaram e ficaram nas faixas 2 e 3 da rodovia. Uma das vítimas ficou presa às ferragens, e o Corpo de Bombeiros foi chamado para realizar o resgate. Um médico no local confirmou o falecimento às 13h30.
As equipes continuam trabalhando na remoção dos caminhões e no atendimento à ocorrência, considerada de alta criticidade. Durante o atendimento e a perícia, o tráfego na área ficou prejudicado.
Chovia na área no momento do acidente, o que pode ter sido um fator para a colisão. A Polícia Rodoviária e a perícia técnica investigarão a causa.
Com salários que vão de R$ 1.600,00 a R$ 4.800,00, a Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Trabalho, Renda e Empreendedorismo, disponibiliza na próxima semana 578 vagas de emprego em 83 funções distintas, como ajudante de obras, ajudante de produção, analista contábil, analista de marketing, analista de qualidade, auxiliar de limpeza, costureira industrial, estoquista, operador de caixa, operador de máquina, promotor de vendas, torneiro CNC, entre outras.
Para PCDs (Pessoas com Deficiência), há 23 vagas exclusivas para operador de empilhadeira, operador de televendas e vigilante.
Os interessados devem se dirigir à Casa do Trabalhador, localizada na rua Jundiaí, 63, no bairro da Matriz, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, portando RG, CPF e Carteira Profissional. É recomendável trazer um currículo, mas não é imprescindível.
Informações adicionais estão disponíveis no Painel de Vagas no site da Prefeitura (maua.sp.gov.br) ou através do Canal de Vagas no WhatsApp, acessível pelo link https://tinyurl.com/vagas-cptr-sine.
Nesta sexta-feira (31), a Comissão Especial da Câmara de São Bernardo, que investiga intoxicações por bebidas adulteradas com metanol, ouviu representantes das cooperativas Reluz e Cooperluz, responsáveis pela coleta e triagem de recicláveis na cidade. Os vereadores convidaram os cooperados para explicar o processo de coleta e destinação das garrafas de vidro na coleta seletiva.
Em depoimento, Claudemir Sebastião da Silva, presidente da Cooperativa Reluz, esclareceu que as cooperativas não vendem garrafas inteiras e que, na maioria das vezes, o material coletado na coleta seletiva já chega quebrado. “O caminhão é do tipo compactador. O vidro já chega quebrado à cooperativa. Não vendemos garrafas inteiras. “Quem vende é o ferro-velho, pois os catadores de rua obtêm diretamente de bares e adegas”, declarou Claudemir.
Ele também ressaltou que o valor de revenda do vidro é bastante baixo, tornando o material pouco lucrativo para os cooperados. “Uma caçamba com capacidade para até 18 toneladas custa aproximadamente entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.” A mão de obra do cooperado não é paga pelo vidro. “Reciclamos muito mais por compromisso com a cidade do que por lucro”, acrescentou.
Viviane Conceição de Souza, diretora-tesoureira da Cooperluz, enfatizou que as cooperativas não realizam negociações com atravessadores ou compradores informais.
“Desde que compreendemos o processo de reciclagem, aprendemos que vender garrafa inteira é contribuir para algo errado. “Somente negociamos com empresas legalizadas e todo o material é acompanhado de nota fiscal”, afirmou.
Além disso, os representantes das cooperativas disseram que a coleta seletiva oficial da cidade é realizada por caminhões compactadores contratados pela administração municipal, o que impossibilita a reutilização de garrafas. Uma parte do material é enviada às cooperativas por esse sistema, enquanto outra é coletada em grandes locais, como casas de shows, onde o vidro é triturado imediatamente.
Quando questionados pelos vereadores sobre políticas públicas, os cooperados argumentaram que aumentar os incentivos e fortalecer as cooperativas ajudaria a diminuir a presença de catadores informais e sucateiros, identificados como possíveis meios de desvio das garrafas utilizadas em bebidas adulteradas.
Outra proposta a ser apresentada ao Executivo sugere a formação de uma força-tarefa composta pela Guarda Civil Municipal (GCM), Vigilância Sanitária e fiscais da Secretaria de Obras para inspecionar ferros-velhos suspeitos de revender garrafas.”Se não é possível vender, é necessário tomar medidas. E, caso possam, que essa autorização seja reavaliada”, acrescentou o vereador.
Julinho considerou a reunião produtiva e declarou que a comissão continuará trabalhando para assegurar a segurança da população. “Foi um trabalho de grande relevância, com medidas voltadas para restabelecer a ordem e garantir a segurança da população, permitindo que as pessoas possam frequentar bares e restaurantes com tranquilidade e prestigiando os comerciantes que atuam dentro da legalidade”, finalizou.
O Câmara na Rua, projeto de participação política e transparência da Câmara Municipal de São Paulo, pode ser visitado neste sábado (01/11) a partir das 9h no CEU Paraisópolis. Na primeira hora os moradores têm acesso a uma feira interativa que mostra o que são vários setores do Legislativo paulistano e como funcionam processos, como a aprovação dos Projetos de Lei nas comissões e no plenário. Já a partir das 10h, qualquer cidadão pode falar sobre as demandas da região para os vereadores na tribuna popular.
Esta é a penúltima edição do Câmara na Rua em 2025, que já percorreu todas as regiões de São Paulo. Na edição passada, no CEU Guarapiranga, a população clamou por mais segurança e vagas de educação inclusiva.
“Continuamos levando a Câmara para perto dos cidadãos. Esperamos que a população participe e nos mostre os pontos mais sensíveis para que os vereadores possam se debruçar sobre estas demandas”, diz o presidente da Câmara, vereador Ricardo Teixeira (União Brasil).
SERVIÇO
Câmara na Rua
CEU Paraisópolis
Data: 01/11 – sábado
Local: Rua Doutor Jose Augusto de Souza e Silva, S/N – Jardim Parque Morumbi
Horário: A partir das 9h00
Evento gratuito
Símbolo do automobilismo e palco de momentos históricos da Fórmula 1, o Autódromo de Interlagos vive uma nova era. Com investimento de cerca de R$ 500 milhões, a Prefeitura de São Paulo conclui um amplo plano de obras que modernizam a infraestrutura, ampliam a segurança e elevam a experiência do público, consolidando o espaço como um dos mais completos do planeta, em que une esporte e cultura, e que vai receber mais uma edição do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 de 7 a 9 de novembro.
“Nos últimos anos, São Paulo recuperou o orgulho de ter um autódromo à altura da sua história”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes durante a apresentação à imprensa das novas estruturas nesta quinta-feira (30). “Interlagos deixou de ser um equipamento deficitário para se tornar um espaço moderno, sustentável e com resultados positivos para a cidade — tanto financeiros quanto de imagem. Cada real investido aqui volta em emprego, renda e oportunidades.”
O prefeito ressaltou que o investimento foi feito em melhorias estruturais, como instalação de redes de esgoto e água, acessibilidade, iluminação e segurança, além de reformas em áreas utilizadas pelas equipes e pelo público. “Hoje o autódromo é uma referência de gestão e eficiência, e voltou a ser protagonista nos grandes eventos internacionais”, completou.
Mais do que um circuito, Interlagos se transformou em um símbolo da modernização de São Paulo — cidade que recupera seus equipamentos públicos com foco na sustentabilidade e na valorização do espaço urbano.
Graças a essas intervenções, o Autódromo de Interlagos, que já foi apontado como um espaço ocioso e com alto custo de manutenção, tornou-se um equipamento superavitário, com resultados financeiros positivos e movimentação intensa de eventos ao longo do ano. “Temos atividades praticamente todos os dias, e a demanda é tanta que faltam datas no calendário”, destacou Nunes.
Somente o GP São Paulo deve gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e movimentar R$ 2 bilhões na economia paulistana. “O GP São Paulo é uma vitrine do Brasil para o mundo”, afirmou Allan Adler, CEO do GP São Paulo. “Temos transmissão para mais de 170 países, e isso projeta a imagem de uma cidade organizada, vibrante e acolhedora. O impacto vai muito além da corrida — é turístico, cultural e econômico.”
Estrutura do GP 2025
O GP São Paulo 2025 contará com ampliação de arquibancadas e melhoria nos acessos para aumentar a capacidade e o conforto do público. “Estamos trabalhando para que a experiência do torcedor seja ainda melhor, com mais fluidez na entrada e saída e reforço total na segurança e na mobilidade”, disse o prefeito.
A Prefeitura de São Paulo e a organização do GP reforçaram as medidas de segurança para esta edição, com 135 câmeras de monitoramento no entorno e 56 dentro do autódromo, além de ações de acolhimento e combate ao assédio em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
Adler destacou ainda o impacto do evento para projetar a cidade, em especial com o aumento expressivo da presença de mulheres e jovens entre os espectadores. “Em 2013, apenas 8% do público era feminino; hoje, já são 37%. Isso mostra que o automobilismo está se tornando mais diverso e conectado com as novas gerações.”
Principais melhorias
As melhorias estruturais incluem a construção do novo Hospitality Center, com 22 mil m² e capacidade para até 6 mil pessoas, além de um novo prédio administrativo e acesso subterrâneo. Também foram modernizadas a pista, o pit lane e os dispositivos de segurança, adequando o circuito aos mais altos padrões da FIA. Novas arquibancadas com acessibilidade, sistemas de drenagem e esgoto integrados à Sabesp e galerias técnicas subterrâneas garantem conforto e eficiência logística para eventos de grande porte.
Outras frentes contemplam a requalificação da pista de arrancada, implantação de túneis para veículos pesados e contenção ambiental com muro de gabião junto à Área de Proteção Ambiental (APP).
A pista de arrancada também está em requalificação, com serviços de pavimentação, iluminação e adequação do talude, orçados em R$ 38,9 milhões e conclusão prevista para maio de 2026. Em julho, foram finalizadas as melhorias para o Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC), que incluíram revisão completa dos dispositivos de segurança da pista, barreiras de pneus, defensas metálicas, alambrados e pintura antiderrapante nas áreas de escape. O investimento foi de R$ 9 milhões.
Estão em execução as obras para novas arquibancadas nos setores A, D e OTC, com prazo de 12 meses e investimento de R$ 80,6 milhões. Também já começaram os serviços de manutenção da pista e do pit lane (R$ 30,5 milhões), enquanto a readequação das coberturas dos setores M, Pit Stop e B (R$ 8,9 milhões) está em andamento. Outro projeto previsto é o muro de gabião, destinado à contenção e implantação de pista de serviços na margem da Área de Proteção Ambiental (APP), com valor estimado em R$ 22,1 milhões.
Palco global do automobilismo e de grandes shows
Em 2024, o GP São Paulo de Fórmula 1 atraiu público recorde de 290 mil pessoas e gerou R$ 1,96 bilhão em impacto econômico. Além das corridas, o autódromo recebeu as 6 Horas de São Paulo (FIA WEC) e megafestivais como The Town e Lollapalooza. Somente o The Town 2025 movimentou mais de R$ 2,2 bilhões e criou 25 mil empregos diretos e indiretos.
O espaço oferece 53 mil m² de áreas locáveis, arquibancadas fixas e estacionamento para 2 mil veículos, além de infraestrutura modular para montagem de arenas, camarins e arenas técnicas — o que permite que Interlagos se mantenha ativo durante todo o ano, fomentando emprego, turismo e renda.
Novos públicos
Idade média do público caiu de 44 anos para 35 anos
Faixa etária até 29 anos cresceu de 27% para 33% do público
Presença feminina aumentou de 20% (2021) para 37% (2024)
Índice de satisfação geral: 9,2 (escala 0–10)
Impacto econômico GP São Paulo 2024: R$ 1,96 bilhão (aumento de 14,3% sobre 2023)
Impacto econômico 2023: R$ 1,64 bilhão
Público total GP 2024 (3 dias): 291.717 pessoas
Projeção de impacto econômico para 2025: R$ 2 bilhões
Curiosidades Mudanças de traçado
A pista original de Interlagos tinha 7.960 metros de extensão. Em 1979, após reformas, passou para 7.873 metros. No fim da década de 1980, adequações exigidas pela Fórmula 1 reduziram o traçado para 4.325 metros, aumentando a segurança e o dinamismo das provas. Desde os anos 2000, após novos ajustes, o circuito oficial tem 4.309 metros de extensão — um dos mais desafiadores e elogiados do calendário mundial.
Kartódromo Ayrton Senna – O berço do automobilismo
Com 12 curvas e 1.150 metros de extensão, o Kartódromo de Interlagos foi inaugurado em 1970 e reformado em 2015. Berço de grandes pilotos, como Ayrton Senna, o espaço foi rebatizado em 1996 em homenagem ao tricampeão mundial e segue ativo como local de treino e formação de novos talentos.
Pista de arrancada
O “Retão”, trecho do antigo circuito, abriga hoje uma pista de arrancada com 500 metros de extensão, equipada com guard rails, sinalização e estrutura de segurança. Além de receber competições oficiais, o espaço tem papel importante na redução dos perigosos “rachas de rua”, oferecendo uma alternativa segura e regulamentada para os praticantes do esporte.
Margot Bina Rotstein, sobrevivente da Noite dos Cristais — ataque promovido pelo regime nazista contra os judeus na Alemanha e na Áustria nos dias 9 e 10 de novembro de 1938 —, compareceu ontem ao Colégio Xingu, em Santo André, como parte de um fórum sobre o Holocausto. Naturalizada brasileira, Margot é de origem alemã.
Margot, aos 93 anos, recorda vividamente o ataque que ocorreu durante o auge da perseguição e genocídio de cerca de seis milhões de judeus europeus pelo regime nazista. Margot tinha apenas 6 anos quando os nazistas iniciaram uma violenta operação coordenada contra sinagogas, residências e estabelecimentos comerciais judaicos, que foram demolidos e saqueados. O nome “Noite dos Cristais Quebrados” originou-se da imensa quantidade de fragmentos de vidro que cobriu as ruas após a devastação.
“É uma narrativa bastante triste, mas precisa ser contada para que nunca mais se repita. Havia um receio, mas ninguém tinha consciência da realidade e do terrorismo que se seguiria. Meu pai precisou se esconder, e eu tinha que levar recados da minha mãe para ele e vice-versa. Foi algo extremamente horrível. É inacreditável o que as pessoas fizeram. Havia cacos de vidro espalhados por toda parte. “Minha mãe mandou eu não olhar para o lado e, de fato, fui em frente e não olhei para ninguém”, relata.
Margot declara que não esteve em campo de concentração, pois ela, seu pai e sua mãe conseguiram escapar para a França e, posteriormente, para a América do Sul, onde possuíam vistos para Paraguai, Bolívia e Brasil. No entanto, a maioria dos parentes da nova brasileira não teve a mesma sorte.
Embora reviva o medo e a angústia de abandonar seus entes queridos e tudo o que possuía — sua família fugiu para a França apenas com a roupa do corpo —, Margot reconhece que compartilhar esse episódio doloroso é uma maneira de enfatizar a importância de combater o racismo, a intolerância e promover mais empatia entre os povos.
No dia 11 de novembro (terça-feira), a partir das 8h, o Assaí Atacadista inaugurará sua nova loja no bairro Jardim Utinga, em Santo André. Situada na Avenida João Pessoa, número 500, a unidade tem como objetivo aumentar a presença da rede no Grande ABC.
Com a abertura da nova unidade, o Assaí contará com seis lojas em Santo André e um total de 13 na região. O local foi concebido para combinar praticidade, qualidade e economia, contando com áreas de hortifrúti, açougue com atendimento personalizado, empório de frios com fatiamento na hora, padaria e cafeteria com produtos frescos, além de uma adega de vinhos e serviço de televendas direcionado ao público corporativo.
Optou-se pelo bairro de Utinga devido à sua localização estratégica, perto dos bairros Santa Terezinha e Capuava, com fácil acesso à Avenida dos Estados e à Linha 10-Turquesa da CPTM. O novo empreendimento deve criar mais de 500 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia local e reforçando o comércio na região leste de Santo André.
“Estamos muito contentes em inaugurar a nova loja em Utinga e oferecer os preços baixos do Assaí a mais famílias e empresários da área. “Essa inauguração representa nossa continuidade na expansão pelo Grande ABC, proporcionando uma experiência completa e criando oportunidades de emprego”, declarou José Novaes, diretor regional do Assaí Atacadista.
A Prefeitura de São Caetano lançou o Smart Sanca Saúde, uma plataforma digital que acompanha em tempo real todos os 41 dispositivos da rede municipal, abrangendo cinco hospitais, 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 22 unidades de atendimentos especializados.
Os painéis de indicadores estão disponíveis no Gabinete do Prefeito, localizado no bairro Cerâmica, e na Secretaria de Saúde, situada no bairro Santa Paula. O sistema fornece dados relativos ao tempo de espera para atendimento, origem, sexo, faixa etária e gênero dos pacientes, bem como tipos de diagnóstico e casos de superlotação.
De acordo com o prefeito Tite Campanella (PL), a ferramenta é fundamental para o planejamento urbano. “O Smart Sanca Saúde, além de nos proporcionar um gerenciamento mais eficiente da complexa rotina do sistema de saúde, nos oferece uma base de dados essencial para que possamos planejar o futuro de forma mais assertiva, atendendo às demandas e necessidades da população”, enfatizou.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Adriana Berringer, o painel já apresenta resultados práticos no cotidiano. “O sistema de monitoramento nos fornece informações sobre o desempenho do Fast Track no Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin. Existem outras atualizações em andamento. Trata-se de um processo de melhoria contínua, que auxilia na tomada de decisões mais precisas”, explicou.
O projeto, concebido pela secretária, converte dados brutos em inteligência estratégica, proporcionando uma visão abrangente e dinâmica do município. De acordo com a Prefeitura, a medida elimina processos manuais e assegura dados consistentes e atualizados, o que possibilita respostas ágeis a situações críticas e um planejamento mais eficiente de recursos e atendimentos.
O sistema, criado em colaboração entre a Secretaria de Saúde, o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Desenvolvimento e a T.I. da Fundação do ABC, estrutura dados em três eixos fundamentais: demanda e acesso, qualidade do atendimento e eficiência operacional.
Nesta fase inicial, o painel já oferece dados sobre a ocupação de leitos, diagnósticos mais comuns, número de atendimentos por especialidade e eficácia do Fast Track nas unidades de urgência e emergência.