O resultado das urnas mal foi conhecido e o facão já começou a passar pelos corredores das prefeituras do Grande ABC.
Um dia depois do primeiro turno das eleições, Santo André, São Caetano e Ribeirão Pires deram início a uma série de mudanças no primeiro, segundo e terceiro escalões. Oficialmente, os prefeitos tratam as movimentações como “ajustes administrativos”. Nos bastidores, porém, o cenário é outro: a eleição serviu como divisor de águas para alianças políticas, lealdades e, principalmente, para identificar quem ficou de que lado.
Cerca de cem comissionados, incluindo secretários, perderam os cargos ou entraram na mira das administrações. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o envolvimento de integrantes do primeiro escalão nas campanhas de aliados ou adversários dos prefeitos teria pesado diretamente nas decisões.
Em Ribeirão Pires, o prefeito Guto Volpi (PL) confirmou que haverá mudanças nos três primeiros escalões do governo. A secretária de Educação é nome certo.
Santo André e São Caetano também passaram o facão
Em Santo André, o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania) exonerou 77 comissionados, incluindo a secretária da Pessoa com Deficiência. Segundo o Diário, todos os nomes cortados eram ligados ao ex-prefeito Paulo Serra (PSDB), eleito deputado federal, em um movimento que ocorre em meio ao distanciamento político entre os dois.
Em São Caetano, Tite Campanella (Republicanos) também promoveu cortes em nomes ligados ao ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), com quem rompeu politicamente.
O resultado eleitoral teria sido determinante para acelerar a movimentação. Os candidatos apoiados pelo Paço, Orlando Morando (MDB) e Carla Morando (PSD), tiveram menos de 10% dos votos válidos no município. Enquanto isso, Thiago Auricchio (PL), filho do ex-prefeito, recebeu 18.225 votos na cidade e conseguiu a reeleição.

















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