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Nesta terça-feira (27/10), a Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer, da Gastronomia, da Hospitalidade e dos Eventos da Câmara Municipal de São Paulo promoveu uma reunião com o tema “Trabalhadores do Turismo Paulistano: O Cenário dos Hotéis, Bares e Restaurantes.”
O encontro foi realizado no Leques Brasil Hotel-Escola, empreendimento que alia hotelaria à formação profissional, concebido e mantido pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo). Fundado há mais de 90 anos, o Sinthoresp defende os direitos dos profissionais dos setores de hospitalidade e alimentação fora do lar na capital paulista e em dezenas de municípios da Grande São Paulo.
Emprego e faturamento
De acordo com a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo), o cenário atual dos trabalhadores do setor é marcado por crescimento na geração de empregos, mas também por desafios contínuos voltados à valorização da categoria, à regularização das jornadas de trabalho e à capacitação profissional.
O volume de postos formais no turismo paulista atingiu a marca de 987 mil empregos diretos. Os serviços de alimentação (bares e restaurantes) registraram um crescimento de 3,1% nos últimos 12 meses. Se somadas as vagas informais, temporárias e extras, estima-se que o ecossistema total ultrapassa 1,4 milhão de trabalhadores no Estado.
O setor também desponta como um dos maiores geradores de receitas na economia local, com projeções de faturamento na área de alojamento e alimentação fora do lar, alcançando R$ 211 bilhões em 2026 puxados por feriados e pelo fluxo constante de visitantes.
Escala de trabalho em debate
A reunião foi conduzida pelo vereador Gilberto Nascimento (PL), presidente da comissão. Entre os convidados, o vice-presidente do Sinthoresp, Rubens Fernandes da Silva, destacou o potencial turístico do país e a importância de atrair visitantes nacionais e internacionais, além de ampliar a realização de eventos.
“O turismo é essencial para nós. Nós estamos falando, na ordem de quase um milhão de trabalhadores de turismo no município de São Paulo. E nós, que representamos os trabalhadores, entendemos que temos que buscar maior acolhimento de turismo. Nós temos que desenvolver eventos aqui, nós temos que atrair o turismo, tanto nacional quanto internacional. Nós temos capacidade, temos uma mão de obra qualificada para prestar exatamente esse tipo de trabalho.”
Já o diretor do Sinthoresp, Paulo Augusto Pereira, abordou os desafios para atrair e manter profissionais no setor, destacando fatores como a remuneração e a jornada de trabalho. “São vários fatores, entre eles a faixa de salário, a escala de trabalho que, finalmente, a gente conseguiu transpor e reduzir a escala de 6×1 por 5×2 e eu acredito que vai melhorar muito o interesse da população em migrar para o nosso setor como antes e retomarmos o trabalhador para o nosso segmento.”
Cinthia Gama Lacerda, responsável pelo setor de relacionamento com convidados do Leques Brasil Hotel-Escola, chamou a atenção para os desafios relacionados à jornada de trabalho. “Já estamos estudando desde o começo do ano a questão da escala 5×2, conhecemos as dores, já estamos trazendo as soluções, e entendemos que agora já estamos em vias de implantação.”
Além disso, ela apontou para as necessidades de zeladoria no entorno do empreendimento, localizado no bairro da Liberdade e ressaltou a importância de ampliar as ações de requalificação urbana para além da área central do bairro.
“A Liberdade tem sido um dos destinos turísticos principais da cidade de São Paulo e a nossa preocupação como meio de hospedagem é hoje fazer um pouco mais de parte de um projeto de requalificação das vias que está em andamento na região da Liberdade, mas que contempla um pouco mais o miolo do bairro. Talvez não foi verificada a qualidade e as necessidades do entorno que dá esse suporte para esse miolo.”
Ao final do encontro, o vereador Gilberto Nascimento avaliou positivamente a realização da reunião no hotel-escola e ressaltou a importância de ouvir os trabalhadores do setor e discutir os impactos das mudanças nas jornadas de trabalho.
“Acho que foi muito bom a gente trazer a reunião para esse local, ouvir também essa parte dos trabalhadores, o que eles representam, os impactos. A gente falou muito aqui da nova escala, então todo esse impacto que vai dar, quão importante, o quanto a gente como Câmara Municipal precisa pensar em várias outras áreas para a gente poder receber essa nova forma de relação de trabalho.”
Confira a reunião de trabalho, na íntegra, neste link.
















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