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Crônica: Aprendendo com o tempo

Por Gustavo Oliveira

O tempo sempre teve um significado importante para mim. Gosto de passar o dia refletindo sobre a vida. Algumas coisas tem que ser deixadas no passado, mas outras possuem tanto valor que é impossível deixar cair no esquecimento. Quando eu era criança, adorava correr no quintal da casa dos meus avós. Frequentemente eu caia no chão e minha a vó vinha me levantar.

A comida dela era maravilhosa, melhor que a da minha mãe,algo que nunca contei para ela. Na hora de dormir as histórias da minha avó me acalmavam, amava escuta-las. Pela manhã, ela preparava um chocolate quente para mim e eu ficava sentando no sofá assistindo desenhos animados. A costura dela era fascinante, meus brinquedos recebiam roupas costuradas especificamente para eles. Tinha camisas havaianas e bermudas de surfistas.

Meu avô tinha uma biblioteca sensacional, ele gostava de ler livros de ficção cientifica. Ele que me ensinou a ler e a escrever, eu adorava ler os livros de terror. Passar o tempo na casados meus avós era uma experiência incrível. Comecei a criar as minhas próprias histórias e o meu avô lia todas elas.

Ele gostava de baralho, então, sempre que eu passava o final de semana na casa dele, aprendia algum jogo novo de cartas.Meus avós, só não tinham facilidade para mexer com a tecnologia. Eu ensinei a minha avó a mandar mensagens e agora ela não para de me mandar bom dia. E o meu avô agora que aprendeu a usar o computador, começou a jogar xadrez nele, seu passatempo favorito.

Bem, eu sempre aproveitei todo o momento que eu tinha na casa dos meus avós. Aprendi cedo que o tempo passa rápido e que ele nunca voltaria. A vida tem que ser uma experiência incrível.Ela não é nada mais que um aprendizado. Todos os instantes tem que ser bem aproveitados, pois eles são únicos. Esteja ao lado de pessoas que te amem e quete querem por perto.

Nunca deixe ninguém roubar o seu precioso tempo, ele é o nosso ouro mais valioso. A maior lição que tive com meus avós foi que o passado pode ser o nosso melhor professor, que o futuro poderá ser promissor, se o presente for bem construído. Sempre temos o que aprender com os mais velhos e sempre haverá algo de novo para ensinar para eles. A vida é um aprendizado constante.

Gustavo Oliveira

Crônica: Mamãe querida

Por Gustavo Oliveira 

Quando se fala em mãe, associamos a aquela mulher que nos deu a luz. Bem, não é apenas isso, toda mãe faz muito mais do que nos dar a nossa vida. Tenho boas lembranças da minha mãe na minha infância. Eu e meu irmão, Rafael, sempre fomos crianças que se metiam em confusões. Ah! Como ela brigava comigo e com Rafael. Uma vez nós tivemos a brilhante ideia de jogar terra no apartamento da vizinha. Logo, ela reclamou do caso, e claro, apanhamos muito. Ainda hoje, sinto dor só de lembrar essa história.


O que eu mais gostava de fazer com a minha mãe na infância era compras. Adorava brincar com os carrinhos de supermercado, me sentia um piloto de fórmula 1, sempre fiquei responsável por ele. Tenho boas lembranças dessa época. Gostava quando íamos fazer compras no centro da cidade, no final delas, nós alugávamos alguns filmes, comprávamos a nossa marmita, e terminávamos assistindo algum filme.


Minha mãe gostava de ouvir músicas românticas, que só eu e ela gostávamos. Ela tentava me ensinar a cozinhar, não era uma tarefa muito fácil, mas nos divertíamos bastante. Desde criança gostei de escrever letras de músicas e compor no violão. Eu mostrava todas elas para a minha mãe, que escutava sempre que podia. Tinha vergonha de falar sobre meus sentimentos. Com o tempo passei a conversar com ela sobre as minhas primeiras paixonites da escola. Que renderam boas conversas.


Minha mãe não é apenas a mulher que me colocou no mundo. Ela é a minha melhor amiga, irmã e que eu sei que posso contar com a ajuda dela sempre que precisar. Em todos esses anos, eu agradeço por tudo que fez por mim. O amor materno é incomparável, a amizade dela é inigualável. Com ela aprendi não só bons modos, mas o respeito com as mulheres. A valorizar as pessoas que te amam. Respeite a sua mãe e aprenda com os conselhos dela. A todas as mães, um grande abraço. Feliz dia das mães.

Gustavo Oliveira

Crônica: De onde nasce a nossa cultura?


Gustavo Oliveira


Às vezes eu me pergunto o que é cultura? Minha mãe, Cláudia Torres, me disse que é aquilo de melhor que cada povo de uma região diferente carrega entre eles. O meu pai, Antônio Vasconcelos, disse que a cultura nasce com os costumes e as experiências que adquirimos de povoados antigos. Meus pais vieram de ambientes distintos. Minha mãe teve uma vida boa. Ela gosta de músicas clássicas como Beethoven e Mozart. Meu pai por outro lado, só conheceu uma única palavra na vida, trabalho. Ele nasceu em uma cidade pobre e trabalhava desde criança na oficina de carros do meu avô.


Eu adoro os meus pais, aprendi muito com eles. Minha mãe me ensinou a ler e a escrever. Meu pai me ensinava sobre como trocar o óleo do carro e a reconhecer quando o motor esta falhando. Comecei a trabalhar cedo na oficina, eu amava aquilo. Eu passava muito tempo com ele, e eu já sabia andar de carro com 10 anos, confesso que naquela idade era melhor que andar de bicicleta. Meus pais me ensinaram sobre o respeito e a educação.


Vejo pessoas reclamando da vida, querendo ter nascido em outro país. Eu nunca pensei em ser de outra nação. Não me imagino ser muito certinho como os japoneses. Claro, eu adoraria conhecer outros países, mas sei que isso não me faria ser uma pessoa melhor. Talvez, me encontraria em circunstâncias melhores, porém, poderia acabar não aprendendo a dirigir um carro. Mas, não acredito que boas condições torne uma pessoa melhor.


Bem, eu não me apresentei para vocês. Meu nome é Pedro Torres Vasconcelos. Acho que no fim de tudo, eu aprendi o que é cultura. São os bons modos que temos e adquirimos com a nossa família e o lugar em que vivemos. É o respeito as nossas origens. Sem ter vergonha de ser aquilo que somos. Cultura é o que de melhor há em nós e aquilo que compartilhamos com outros povos. Negar isso é rejeitar a si mesmo. O que fará a diferença é a essência de amor e compaixão que levamos conosco.