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No Grande ABC, o segundo turno registrou uma abstenção recorde de 31,23%.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), três em cada dez eleitores habilitados a votar nas três cidades do Grande ABC onde ocorreu o segundo turno (São Bernardo, Diadema e Mauá) deixaram de votar. Dos 1,301 milhão de cidadãos desses municípios, 406,6 mil deixaram de votar, o que representa 31,23% do total. No primeiro turno, a média de votos atingiu 25,6%.

A abstenção no segundo turno das eleições deste ano é a mais elevada desde o estágio final das eleições de 2000 (observe o gráfico abaixo), superando até mesmo a do segundo turno decisivo de 2020, ocorrido durante o pico da pandemia de Covid-19. No referido ano, a falta foi de 28,72%.

Em São Bernardo, a quantidade de ausentes (207.712) ultrapassou até mesmo a votação do prefeito eleito, Marcelo Lima (Podemos, 205.831). Os votos nulos e brancos totalizaram 66.051, indicando que 42,57% dos votantes não escolheram nenhum dos dois candidatos no segundo turno na cidade – um indicador comumente referido como ‘não voto’.

Em Mauá, o número de ausentes (97.318) ultrapassou o resultado da votação do segundo colocado, Atila Jacomussi (União Brasil, 86.817). No entanto, ao incluir os votos nulos e brancos (32.187), o número de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos atingiu 129.515 (40,7% do total), um número bastante superior aos 102.115 obtidos por Marcelo Oliveira (PT)

Um cenário parecido aconteceu em Diadema. Taka Yamauchi (MDB, 116.003) e José de Filippi Júnior (PT, 104.556) conquistaram mais votos do que as abstenções (101.592) no segundo turno. No entanto, ao incluir os votos nulos e brancos (18.222), o ‘não voto’ atingiu 119.814, representando 35,2%.

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