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Em São Bernardo, uma lei exige que a Sabesp instale um eliminador de ar no cavalete.

A partir de fevereiro de 2026, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) será obrigada a instalar eliminadores de ar no cavalete de água, antes do hidrômetro. Conforme a lei municipal sancionada pelo prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), e publicada no Diário Oficial na sexta-feira (31), os clientes da empresa poderão acoplar o dispositivo à instalação hidráulica sem nenhum custo, sempre que solicitarem.

De acordo com a legislação, o equipamento deve cumprir as normas estabelecidas no item 9.4 da Portaria n.º 246 do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) e estar devidamente patenteado.

Além disso, a lei exige que a Sabesp instale um eliminador de ar em todas as novas conexões de água feitas após sua promulgação.

Julinho Fuzari (Cidadania), vereador de São Bernardo e líder do governo, afirma que, com o dispositivo, as contas de água e esgoto podem ser reduzidas em “25% do valor cobrado ao cliente ao cessar a passagem do ar no encanamento”, projeta.

De acordo com o cidadanista, a lei de São Bernardo, aprovada por unanimidade na Câmara no dia 8 de outubro, é pioneira no país. “Muitos vereadores de outras cidades paulistas ou até de outros Estados têm procurado entender a legislação de São Bernardo para replicar em seus territórios”, afirma.

Na Câmara de Santo André, há um projeto semelhante de autoria do vereador Edilson Santos (PRD). Na matéria divulgada pelo Diário no dia 24, a Sabesp informou que os dispositivos de medição empregados pela Companhia são homologados e autorizados pelo Inmetro, em conformidade com as normas atuais do País.

A empresa não se pronunciou após ser contatada novamente.

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