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Câmara de SP aprova em segundo turno atualização da planta genérica de valores

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (29/10) o projeto que atualiza a PGV (planta genérica de valores), utilizada como base de cálculo para o IPTU.

O PL 1130/2025, de autoria do Executivo, recebeu 30 votos SIM e 19 NÃO.

Uma emenda da Liderança de Governo também foi aprovada, reduzindo de 12% para 10% a trava de reajuste para imóveis comerciais. Foi mais um avanço no texto, já que em primeiro turno a trava havia sido reduzida de 15% para 12%.

Com a nova alteração, tanto a trava para imóveis residenciais quanto comerciais fica igualada em 10%.

Outra emenda aprovada também incluiu as Zeis 3 e 5 na lista de áreas cujos imóveis serão isentos. Antes, no texto original, a isenção incluía apenas as Zeis 1, 2 e 4. Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) são áreas da cidade localizadas majoritariamente nas periferias. Com essa ampliação, o número de imóveis isentos de IPTU dentro das áreas de Zeis passará de 285 mil para 313 mil, segundo cálculos da Prefeitura.

O texto segue agora para a redação final para posterior envio à sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Câmara Municipal prestigia homenagem ao prefeito Ricardo Nunes na Alesp

Representando a Câmara Municipal de São Paulo, o vereador João Jorge (MDB) – 1° vice-presidente da Casa – acompanhou a Sessão Solene de entrega do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). A cerimônia foi realizada nesta sexta-feira (24/10), na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). A homenagem, prestada pela deputada estadual Carla Morando (PSDB), é entregue a pessoas ou instituições que contribuíram significativamente para o desenvolvimento social, cultural e econômico da capital paulista.

Veja mais na reportagem de Murilo Rincon para a Rede Câmara SP:

Câmara de SP aprova criação da Academia de Ensino e Pesquisa em Segurança Urbana

seis CPIs simultâneas. A seis CPIs simultâneas. A exceção vale somente para as sessões legislativas de 2025 e 2026.

A justificativa do projeto aponta que o aumento do número de CPIs tem o objetivo de ampliar a capacidade de fiscalização do Legislativo paulistano, uma vez que, atualmente, há 22 requerimentos protocolados para a criação e a instalação de novos colegiados de investigação na Casa.

Discursos

Na tribuna da Câmara, a vereadora Pastora Sandra Alves (UNIÃO) discursou sobre a importância da campanha Outubro Rosa. Já o vereador Silvão Leite (UNIÃO) tratou das recentes denúncias contra o Jockey Club de São Paulo. O vereador Senival Moura (PT) falou sobre a Escola do Parlamento da Câmara. Além disso, a pedido da vereadora Amanda Vetorazzo (UNIÃO), foi respeitado um minuto de silêncio pela morte de Antônia Ione Rodrigues da Silva.

Vereadores

O Plenário da Câmara ainda aprovou quatro propostas de autoria dos vereadores. As matérias aprovadas em 1º votação continuarão em tramitação, enquanto as aprovadas em 2º turno ou votação única vão para sanção/promulgação.

– PL 109/2025, da vereadora Rute Costa (PL) (1ª votação)

Dispõe ao Poder Público sobre a autorização e garantia de manifestação religiosa voluntária pelos alunos nas instituições de ensino públicas e privadas na Cidade de São Paulo.

– PDL 62/2025, da vereadora Zoe Martínez (PL) (votação única)

Dispõe sobre a outorga de Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão ao Sr. Silmar Fernandes e dá outras providências.

– PL 250/2022, da vereadora Sandra Santana (MDB), Marcelo Messias (MDB) (1ª votação)

Declara o circo, patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo.

– PL 810/2024, dos vereadores Dra. Sandra Tadeu (PL), Marina Bragante (REDE), Silvinho Leite (UNIÃO) (2ª votação)

Institui a obrigatoriedade da realização anual do exame de mamografia em mulheres a partir dos quarenta anos e dá outras providências.

Próxima sessão

A próxima Sessão Plenária está convocada para quinta-feira (23/10), às 15h. A Câmara Municipal de São Paulo transmite a sessão, ao vivo, por meio do Portal da Câmara no link Plenário 1º de Maio, do canal Câmara São Paulo no YouTube e do canal 8.3 da TV aberta digital (TV Câmara São Paulo).

A íntegra da Sessão Plenária desta terça-feira pode ser conferida no vídeo abaixo: vale somente para as sessões legislativas de 2025 e 2026.A justificativa do projeto aponta que o aumento do número de CPIs tem o objetivo de ampliar a capacidade de fiscalização do Legislativo paulistano, uma vez que, atualmente, há 22 requerimentos protocolados para a criação e a instalação de novos colegiados de investigação na Casa.Discursos Na tribuna da Câmara, a vereadora Pastora Sandra Alves (UNIÃO) discursou sobre a importância da campanha Outubro Rosa. Já o vereador Silvão Leite (UNIÃO) tratou das recentes denúncias contra o Jockey Club de São Paulo. O vereador Senival Moura (PT) falou sobre a Escola do Parlamento da Câmara. Além disso, a pedido da vereadora Amanda Vetorazzo (UNIÃO), foi respeitado um minuto de silêncio pela morte de Antônia Ione Rodrigues da Silva.VereadoresO Plenário da Câmara ainda aprovou quatro propostas de autoria dos vereadores. As matérias aprovadas em 1º votação continuarão em tramitação, enquanto as aprovadas em 2º turno ou votação única vão para sanção/promulgação. – PL 109/2025, da vereadora Rute Costa (PL) (1ª votação)Dispõe ao Poder Público sobre a autorização e garantia de manifestação religiosa voluntária pelos alunos nas instituições de ensino públicas e privadas na Cidade de São Paulo.– PDL 62/2025, da vereadora Zoe Martínez (PL) (votação única) Dispõe sobre a outorga de Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão ao Sr. Silmar Fernandes e dá outras providências.– PL 250/2022, da vereadora Sandra Santana (MDB), Marcelo Messias (MDB) (1ª votação)Declara o circo, patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo.– PL 810/2024, dos vereadores Dra. Sandra Tadeu (PL), Marina Bragante (REDE), Silvinho Leite (UNIÃO) (2ª votação)Institui a obrigatoriedade da realização anual do exame de mamografia em mulheres a partir dos quarenta anos e dá outras providências.Próxima sessãoA próxima Sessão Plenária está convocada para quinta-feira (23/10), às 15h. A Câmara Municipal de São Paulo transmite a sessão, ao vivo, por meio do Portal da Câmara no link Plenário 1º de Maio, do canal Câmara São Paulo no YouTube e do canal 8.3 da TV aberta digital (TV Câmara São Paulo).A íntegra da Sessão Plenária desta terça-feira pode ser conferida no vídeo abaixo:

Integrantes de Subcomissão recebem representantes das categorias de entregadores e motofretistas

A Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta, vinculada à Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara Municipal de São Paulo, se reuniu nesta quarta-feira (22/10) com representantes da categoria de entregadores e motofretistas. 

O primeiro a ser ouvido foi Junior Freitas, fundador da Anea (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos). O coletivo conta com 25 lideranças de entregadores de diversos Estados do Brasil. Ele disse que falta diálogo do prefeito Ricardo Nunes com a classe trabalhadora. Freitas pediu a regulamentação do serviço para garantir segurança e prevenção. 

Já Diego Araújo, coordenador estadual do Movimento “Trabalhadores Sem Direito”, cobrou a profissionalização das pessoas que trabalham com o transporte por motocicletas. De acordo com ele, a população de baixa renda é a mais prejudicada com a não regulamentação da atividade. “A proibição desse modal só afeta as periferias da nossa cidade, onde está a maioria das solicitações”.

Edgar Francisco da Silva, representante da AMABR (Associação dos Motofretistas Autônomos), conhecido como Gringo Motoka, contribuiu com o debate. Para ele, a educação no trânsito tem de ser implementada nas escolas, para que haja conscientização desde cedo. “Como estamos preparando essas pessoas para andar de moto? É preciso capacitação. Moto é um produto de risco”.

Gringo Motoka também fez observações aos aplicativos de transportes. “Esses aplicativos agem que nem caça níqueis. No começo você ganha dinheiro, mas depois ele vai tirando tudo o que você tem”.

Desde o início de 2025, a Prefeitura de São Paulo e as plataformas de aplicativos travam uma disputa judicial sobre a permissão do serviço na cidade. Enquanto as empresas recorrem a uma lei federal, que autoriza a atividade no país, o governo municipal editou um Decreto contra o transporte de passageiro por moto. Segundo o Executivo, a decisão foi adotada a fim de preservar a vida dos usuários. 

No último dia 22 de setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu de forma cautelar a legislação que proíbe o transporte por motocicletas na cidade de São Paulo. A liminar foi concedida atendendo a uma ação proposta pela Confederação Nacional de Serviços.

Vereadores

Presidente da Subcomissão, a vereadora Renata Falzoni (PSB) ressaltou que a reunião foi proveitosa, porque todos apresentaram demandas e responsabilidades. “O quanto as empresas de aplicativos se beneficiam dos bônus e não arcam com os ônus que estão relacionados à precarização do trabalho e à alta incidência de sinistros que prejudicam o financiamento da saúde pública. E também pelos sinistros nas ruas ser uma coisa muito promovida por vender pressa e colher e entregar ansiedade e acidentes muito custosos para a população”.

Já o vereador Paulo Frange (MDB) afirmou que a grande preocupação é o tamanho do risco que os trabalhadores se submetem. “O volume de pacientes que chegam às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) tem impactado toda a rede de saúde em uma cascata”. 

vereador Gilberto Nascimento (PL) questionou os valores dos equipamentos usados pelos motociclistas durante a atividade. O parlamentar também perguntou se os trabalhadores têm seguro de vida contra acidentes. Gilberto Nascimento ainda pediu explicação sobre a forma de condução dos profissionais quando estão transportando passageiros na garupa, já que, muitas vezes, são pressionados pela agilidade no serviço. 

“Minha preocupação é como fazer essa diferenciação? Por que se não definirmos antes aqui na Câmara Municipal, criando uma regra para poder apresentar para o prefeito e trazer as empresas para conversar também, vamos pegar essa pessoa que já está acostumada a fazer aquele trecho em tal velocidade mas se esquecendo, às vezes, que está com uma pessoa de 80 kg na garupa”, falou Gilberto Nascimento.

vereadora Pastora Sandra Alves (UNIÃO) também participou da discussão. Assista à íntegra da reunião no vídeo abaixo:

CPI do Metanol: reunião de instalação define composição de grupo que vai investigar comercialização de bebidas adulteradas

A Câmara Municipal de São Paulo instalou, nesta terça-feira (21/10), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Metanol para apurar a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas. O pedido da vereadora Zoe Martinez (PL), protocolado em 2 de outubro, foi apreciado e aprovado pelo Plenário da Casa seis dias depois.

Zoe Martínez vai conduzir os trabalhos desta que é a quinta Comissão Parlamentar de Inquérito atualmente em funcionamento na Câmara de Vereadores. Ela disse à Rede Câmara SP que a venda de bebidas alcoólicas falsificadas preocupa em todo o Brasil por conta do aumento dos casos de contaminação e que isso precisa ser investigado em São Paulo.

“Vivemos um momento tão preocupante, então vamos conduzir as reuniões chamando autoridades para uma conversa, convocar comerciantes, pois queremos trazer transparência para as pessoas e ajudar nas investigações. O objetivo é chegar aos criminosos e assassinos que adulteram as bebidas alcoólicas e colocam nas ruas sem se importar com a saúde e a vida humana, colocando o lucro acima da vida.”

Ela completou ainda durante a entrevista ser importante o Legislativo paulistano contribuir com a investigação. “Temos que fazer justiça, não basta pedir para as autoridades agirem, precisamos fazer nosso papel pelos que estão hospitalizados e vieram a óbito.”

Logo no início das atividades os parlamentares decidiram que as reuniões serão às terças-feiras, das 13h às 15h, apenas de forma presencial. Na sequência foi definida a vice-presidente – a vereadora Ely Teruel (MDB) – escolhida com cinco votos. “Esse tema vem nos colocando como prioridade não só fazer fiscalização e diligência, mas buscar o melhor caminho para que a população não sofra mais perdas”, comentou.

A relatoria ficou a cargo da vereadora Sandra Santana (MDB), eleita por unanimidade. “Além do enfrentamento com o Estado e com o município, teremos um enfrentamento ainda maior, a origem do problema, daqueles que estão adulterando, falsificando bebidas. Quem faz isso não pode ser chamado de boa pessoa. O nosso enfrentamento maior vem daí”, declarou.

Requerimentos

Ao final do primeiro encontro, os vereadores ainda aprovaram sete requerimentos. Dois deles de autoria da presidente da CPI do Metanol, Zoe Martinez, convidando os secretários Orlando Morando (Secretário Municipal de Segurança Urbana) e Guilherme Derrite (Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo) para participarem e contribuírem com a investigação. A parlamentar ainda solicitou o chamamento da coordenadora da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo) e da autoridade sanitária do CVS (Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo).

Outros documentos foram aprovados pedindo informações às Secretarias Municipal e Estadual da Saúde. A CPI do Metanol é composta pelos parlamentares: Zoe Martinez (PL) – presidente, Ely Teruel (MDB) – vice-presidente, Sandra Santana (MDB) – relatora, Adrilles Jorge (UNIÃO)Celso Giannazi (PSOL)Hélio Rodrigues (PT) e Sargento Nantes (PP). Confira a instalação das atividades aqui.

CPI do Metanol

Esta Comissão Parlamentar de Inquérito é destinada a apurar a comercialização de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e estabelecimentos congêneres no município de São Paulo, com a finalidade de investigar a procedência e a qualidade das bebidas que, supostamente, estariam sendo adulteradas com metanol e álcool etílico.

Moradores da zona norte apresentam demandas em audiência sobre o Orçamento 2026 e o PPA

Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo realizou neste sábado (18/10), no CEU Paz, zona norte, a 1ª Audiência Pública regional para tratar do orçamento da capital paulista para o ano que vem. Foram debatidos os Projetos de Lei do Executivo – PL (Projeto de Lei) 1169/2025, referente a LOA (Lei Orçamentária Anual) estimada em R$ 135,4 bilhões, e o PL 1168/2025, referente ao PPA (Plano Plurianual) para o quadriênio 2026-2029.

Fazem parte da zona norte as Subprefeituras de Casa Verde / Limão/ Cachoeirinha; Freguesia do Ó / Brasilândia; Jaçanã / Tremembé; Perus / Anhanguera; Pirituba / Jaraguá; Santana / Tucuruvi e Vila Maria / Vila Guilherme. Dados do censo do IBGE de 2022 apontam que, somadas, estas Subprefeituras representam uma população de mais de 2,21 milhões de habitantes.

O Poder Executivo foi representado na audiência por Vicente Calvo, secretário-adjunto municipal de Planejamento e Eficiência; Fabio Polillo, subprefeito de Jaçanã / Tremembé; Paulo de Oliveira Pereira, coordenador de Administração e Finanças da Subprefeitura de Perus/Anhanguera; Fabio Luis Barbosa, chefe de gabinete da Subprefeitura Pirituba / Jaraguá; Camila Dias Pedreira, subprefeita em exercício de Subprefeitura Santana / Tucuruvi; Paulo César Ferreira de Oliveira, chefe de gabinete da Subprefeitura Vila Maria / Vila Guilherme; Michel Teodorio da Silva, subprefeito em exercício de Casa Verde / Cachoeirinha e Ana Paula Calvo Faria, subprefeita da Freguesia/Brasilândia.

O primeiro a falar foi o secretário-adjunto Vicente Calvo, que fez uma breve apresentação com números e referências das subprefeituras da região na LOA do próximo ano e do PPA, além de demandas que foram apresentadas pela população durante as audiências realizadas pela Prefeitura no Orçamento Cidadão. Entre as despesas por funções para a região estão: educação (R$ 30,5 bilhões), saúde (R$ 25,5 bilhões); urbanismo (R$ 16,8 bilhões) e transporte (R$ 9,94 bilhões).

No orçamento municipal, a função identifica a área de atuação governamental a que se destina a despesa, servindo como uma forma de organizar e comparar os gastos públicos por política pública.

“A gente está alocando R$ 10 milhões para cada Subprefeitura, que podem ser utilizados para iniciativas de zeladoria nas próprias Subprefeituras, mas que também podem ser utilizados pelas secretarias”, pontuou o secretário.

A íntegra da apresentação pode ser conferida aqui.

Participação popular

Abrindo a fase de escuta, os munícipes apresentaram demandas de diversas áreas. João Santo, por exemplo, pediu por uma obra no distrito do Mandaqui para eliminar enchentes na região. “A gente briga por isso há muito tempo e agora a gente faz uma articulação com a população para ver se inclui essa obra no projeto do orçamento”.

Quintino José Viana, do Movimento Ousadia Popular, reivindicou uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Brasilândia. “São 37 mil famílias aqui. Quando tem enchente, o povo fica preso nos bairros e não tem acesso à saúde”.

Maura Cristina pediu uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para a região do Damasceno, na relatoria do orçamento. “A gente está preocupado com a nossa saúde. Vamos prestar atenção no Vista Alegre, que está abandonado.”

Rodrigo Olegário, líder comunitário e produtor cultural, apresentou um vídeo mostrando as enchentes na região da Brasilândia e pediu por mais espaços de cultura.

Rinaldo Félix Costa, líder comunitário de Santana, pediu atenção a obra na avenida Imirim que tem atrapalhado o trânsito da região. “Inventaram uma ilha no meio da pista que não tem como desviar. Os motoristas de ônibus gastam três horas e meia para chegar no Jaraguá. Além disso, a obra está matando o comércio”.

Vereadores

vereadora Sandra Santana (MDB), ressaltou que os problemas são muitos, mas que aos poucos as politicas públicas estão acontecendo. “A gente vem num legado de problemas de 70 anos na Brasilândia, região que cresceu de forma desordenada, mas nenhum prefeito veio tanto a essa região com o atual prefeito.”

Responsável pela condução da audiência e presidente da Comissão de Finanças, o vereador Jair Tatto (PT), acredita que a previsão do orçamento para 2026 está subestimada. “Na minha humilde opinião, vocês estão subestimando o orçamento. A inflação está caindo, o PIB está subindo. A execução esse ano vai ser muito maior do que foi aprovado pela Câmara no ano passado.”

vereador Silvinho Leite (UNIÃO), relator do PPA, ressaltou a importância da população entender o que está sendo discutido para poder participar com sugestões. “Nós vamos procurar fazer o nosso melhor para atender, de preferência, as áreas periféricas que sofrem a cada chuva, a cada desmoronamento, a cada incêndio.”

vereador Marcelo Messias (MDB), relator da LOA, afirmou que o orçamento da cidade passa pelas demandas de zeladoria. “Estamos saindo de um orçamento R$ 1,8 bilhão na zeladoria das Subprefeituras para R$ 2,13 bilhões, um aumento de R$ 300 milhões para a zeladoria da cidade”.

Hotsite do Orçamento 2026

Além da participação presencial, a população pode apresentar suas demandas por meio do hotsite do Orçamento 2026. A página reúne informações e as últimas notícias sobre a peça orçamentária do ano que vem.

A Audiência Pública deste sábado pode ser conferida na íntegra neste link.

Projeto que trata da Planta Genérica de Valores passa pela 2ª Audiência Pública na Câmara

Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo realizou na tarde desta quarta-feira (15/10) a segunda Audiência Pública para debater o PL (Projeto de Lei) 1130/2025. De autoria do Executivo, a matéria atualiza a PGV (Planta Genérica de Valores) e a legislação tributária da cidade. 

A Planta Genérica de Valores é utilizada como base para calcular o valor venal dos imóveis urbanos da capital paulista. A ferramenta define, por exemplo, a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) da cidade de acordo com a valorização ou desvalorização imobiliária de cada região. O projeto passou pelo 1º turno de discussão pelo Plenário na última quarta-feira (8/10).  

O texto da proposta limita o reajuste anual do IPTU em 10% para imóveis residenciais, e em 15% para os comerciais. No entanto, no dia da primeira votação, os vereadores aprovaram uma emenda reduzindo o percentual dos não residenciais de 15% para 12%. O projeto prevê que a partir do próximo ano, os empreendimentos avaliados em até R$ 150 mil terão isenção total do imposto. Atualmente, o teto é de R$ 120 mil.

Ainda segundo o PL, os contribuintes que possuem apenas um imóvel serão isentos quando o valor venal for menor que R$ 260 mil. Hoje, esse benefício vale apenas para os avaliados em R$ 230 mil. O texto da matéria também explica que haverá redução no valor do imposto quando o valor venal for na faixa entre R$ 260 mil e R$ 390 mil. As unidades residenciais populares terão isenção garantida de IPTU até o ano de 2030.

Representantes da Prefeitura

O debate contou com a participação do subsecretário da Receita Municipal, Thiago Rubio Salvioni, e do diretor do Decad (Departamento de Cadastros), Thiago Demétrio Souza.

Salvioni destacou que a atualização dos valores venais é necessária para manter o equilíbrio das contas públicas e a aderência da base de cálculo à realidade do mercado imobiliário. “São vários cuidados que temos buscado trazer como esclarecimentos para a população e também para os vereadores, para que consigamos evoluir com essa proposta que, do ponto de vista da responsabilidade fiscal, é extremamente relevante para o município manter os seus impostos atualizados de acordo com as melhores práticas”.

Durante a apresentação das informações, o subsecretário afirmou que “70% dos imóveis tiveram valorização de até 20%” em relação ao seu valor venal. “A Planta Genérica de Valores tem uma metodologia matemática e estatística gigantesca. Então, para que consigamos aprimorar e ter uma boa calibração dos valores de imóveis, precisamos dessas metodologias para dar a segurança de que nós estamos fazendo um bom trabalho”.

Participação popular

Funcionário público e morador da Vila Mariana, zona sul, Giuseppe Cam criticou a proposta. De acordo com ele, a população tem sido expulsa dos próprios lares por conta da especulação imobiliária. “Eu vi várias pessoas do bairro mudarem por conta do IPTU alto, por conta dessa ultravalorização”.

Para Giuseppe, a Prefeitura deveria cobrar o valor do IPTU mais alto dos investidores que possuem vários imóveis na cidade. “Aquele cara que possui mais de dez imóveis, mais de 20, mais de 100 imóveis, deveria pagar um IPTU maior por todos esses imóveis que ele tem, já que não contribui em nada para a sociedade e apenas especula, aluga e cobra o que ele quer”.

José Amilton, morador da região da Paulista, centro da cidade, reclamou do horário da realização da Audiência Pública. Já Jackson Naim, morador de Perus/Anhanguera, noroeste da capital, criticou a linguagem técnica usada pelo subsecretário durante a apresentação da divisão do mapa de valores. 

“Quem está na periferia não entende nada do que está sendo falado aqui. Não adianta vocês falarem de Zeis [Zonas Especiais de Interesse Social] 1, Zeis 2, Zepam [Zona Especial de Proteção Ambiental], em siglas, se a gente que compra o terreno não tem instrução nenhuma”, ressaltou Jackson.

Vereadores

Integrante da Comissão de Política Urbana, a vereadora Marina Bragante (REDE) fez uma série de apontamentos no texto. Ela cobrou mais informações. “Não consegui achar no projeto a informação de quantos imóveis estão enquadrados em cada categoria de tipo, padrão e zona urbana. Também não encontrei a informação se a quantidade de imóveis isentos e beneficiados pelo desconto vai aumentar ou diminuir em razão da atualização. Além disso, gostaria de saber quantos contribuintes terão aumento no valor do imposto”.

A discussão foi conduzida pelo presidente do colegiado, o vereador Rubinho Nunes (UNIÃO). Também participaram do debate os vereadores Isac Félix (PL)Marina Bragante (REDE) – integrantes da comissão – e o vereador Gilberto Nascimento (PL).

A Audiência Pública da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente pode ser conferida na íntegra clicando aqui.

Obrigatoriedade da realização da mamografia no SUS a partir dos 40 anos é tema de Audiência Pública

A obrigatoriedade da realização anual do exame de mamografia em mulheres a partir de 40 anos nos equipamentos municipais de saúde foi discutida em Audiência Pública realizada pela Comissão de Finanças de Orçamento nesta segunda-feira (13/10). O assunto é o foco do PL (Projeto de Lei) 810/2024 – autoria da vereadora Dra. Sandra Tadeu (PL) e coautoria dos parlamentares Marina Bragante (REDE) e Silvinho Leite (UNIÃO), já aprovado em primeira discussão pelo Plenário.

De acordo com a autora da matéria, o PL busca garantir a universalização do acesso, assegurando que todas as mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde possam ser monitoradas periodicamente, independentemente de sua localização ou condição socioeconômica.

“A mamografia é um exame fundamental para detectar sinais de câncer de mama em estágios iniciais, quando as chances de tratamento e cura são significativamente maiores. A idade de 40 anos é um marco importante, pois estudos demonstram que o risco de câncer de mama aumenta com a idade e o exame preventivo regular torna-se essencial para reduzir a mortalidade associada à doença”, justificou a parlamentar.

Governo federal

O governo federal passou a garantir o acesso à mamografia no SUS (Sistema Único de Saúde) a mulheres entre 40 e 49 anos. A faixa etária concentra 23% dos casos de câncer de mama e a detecção precoce aumenta as chances de cura. O anúncio, feito em setembro deste ano, é voltado à melhoria do diagnóstico e assistência, com início do atendimento móvel em 22 Estados pelo programa Agora Tem Especialistas e a oferta de medicamentos mais modernos.

Debate 

A Audiência Pública contou apenas com a participação de uma representante da SMS (Secretaria Municipal da Saúde). Sem trazer dados concretos sobre o atendimento de mulheres que realizam mamografia na rede pública em São Paulo, Lígia Santos Mascarenhas afirmou que o projeto é um importante instrumento para reduzir o número de casos.

“Já estamos avaliando a redução da idade para a realização dos exames. Nós entendemos que o diagnóstico em idade e fases mais precoces melhoraria a sobrevida da pessoa tanto quanto a qualidade de vida, pois são procedimentos menos invasivos, além dos gastos públicos excessivos diante de estágios mais avançados da doença.”

Segundo a coordenadora da área técnica de saúde da mulher da SMS, é feito um rastreamento de pacientes, não só aquelas que tiveram um diagnóstico positivo para o câncer. “O que se tem de protocolo de saúde aqui na secretaria é um acompanhamento da população-alvo. Já mulheres com queixas, independentemente da idade, são encaminhadas à mamografia visando a prevenção.”

A vereadora Sandra Tadeu expôs ser necessário debater a viabilidade financeira do PL com a Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo paulistano ao entender que antecipar a idade mínima para a obrigatoriedade do exame reduz gastos no futuro. “Se o perigo é detectado com antecipação, temos um gasto a menos conforme a idade avança. As mulheres continuam sofrendo e encontram dificuldades para realizar o exame. Existem vários entraves, principalmente, quando se refere à cura. Temos que ter saúde preventiva, pois há várias falhas no sistema. Precisamos levar oportunidade às mulheres para chegarem no SUS e serem atendidas.”

Dia das Crianças na Câmara de SP: sábado tem inauguração de parquinho e Turma da Mônica

O próximo sábado (dia 11), véspera do Dia das Crianças, será recheado de atividades infantis gratuitas na Câmara Municipal de São Paulo. Será uma edição especial do Câmara Aberta, projeto que abre as portas do Parlamento paulistano aos finais de semana.

A Câmara vai inaugurar, às 11h, o parquinho infantil instalado no Pátio Papa Francisco, no térreo. O espaço permanente de recreação foi montado no local em atendimento a uma demanda feita no primeiro semestre por estudantes que integram o Conselho Mirim, formado por alunos da rede municipal de ensino.

“É um local de diversão, mas que também tem um simbolismo por trazer as crianças para dentro do Parlamento e mostrar para elas que vale à pena reivindicar. O parquinho nasceu de um pedido das próprias crianças”, afirma o presidente da Câmara, vereador Ricardo Teixeira (União).

As atividades no sábado também terão a presença da Mônica e do Cebolinha, integrantes da Turma da Mônica, numa parceria entre a Câmara, a SPCine e o Instituto Mauricio de Sousa.

As crianças ainda poderão se divertir na tirolesa montada pelo Corpo de Bombeiros, interagir com os animais do canil da Polícia Militar e aproveitar a distribuição de pipoca e algodão doce.

Sobre o Câmara Aberta

As ações fazem parte do Câmara Aberta, projeto que ocorre no Legislativo todos os finais de semana. Aos sábados, a Casa recebe as feiras de artesanato e de gastronomia com a participação de artesãos selecionados pelo projeto Mãos e Mentes Paulistanas, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Trabalho. Já as visitas guiadas ao Palácio Anchieta ocorrem em dois horários, às 11h e às 12h30, tanto no sábado quanto no domingo.

Câmara Aberta – Edição Especial do Dia das Crianças
Sábado, dia 11 de outubro, a partir das 11h
Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista – São Paulo
Mais informações: www.saopaulo.sp.leg.br/camaraaberta

Outubro Rosa: Câmara sedia evento com a participação de especialistas em saúde da mulher

Com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e do combate ao câncer de mama, a Câmara Municipal de São Paulo recebeu na noite de segunda-feira (6/10) uma solenidade sobre o Outubro Rosa. 

Na programação, além de homenagens, autoridades e especialistas foram convidados para falarem sobre prevenção, saúde mental e autocuidado das mulheres.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São estimados 73.610 novos casos este ano. Em 2023, foram contabilizadas mais de 20 mil mortes pela doença no país. Entre 2020 e 2023, houve redução da mortalidade entre o público feminino na faixa entre 40 e 49 anos. 

Confira os detalhes na reportagem de Kamila Marinho para a Rede Câmara SP: