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Ricardo Salles chega à disputa pelo Senado carregando investigações da PF por propina e uma série de controvérsias

 

Candidato ao Senado por São Paulo, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) entra na corrida eleitoral sob o peso de uma extensa lista de processos, investigações e episódios que marcaram sua passagem pelo comando do Ministério do Meio Ambiente.

O caso mais grave tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Salles é réu em uma ação penal na qual o Ministério Público Federal o acusa de integrar um suposto esquema de facilitação da exportação ilegal de madeira amazônica. A suspeita é que Salles usou seu escritório de advocacia para receber recursos de ilícitos. A ação já superou a fase de instrução, está em alegações finais e aguarda julgamento da Corte.

As investigações colocaram o ex-ministro no centro de uma das maiores crises ambientais do governo Jair Bolsonaro. Em 2021, durante a Operação Akuanduba, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência e no Ministério do Meio Ambiente. A apuração investigava suspeitas de favorecimento a interesses ligados ao comércio internacional de madeira.

No mesmo período, Salles também passou a ser investigado por suposta interferência na Operação Handroanthus, considerada uma das maiores apreensões de madeira ilegal do país. Por decisão judicial, teve o passaporte retido e foi impedido de deixar o Brasil enquanto a investigação estava em andamento.

Seu histórico também inclui uma condenação por improbidade administrativa em primeira instância, relacionada a alterações no plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. A decisão, entretanto, foi posteriormente reformada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que absolveu o então secretário estadual.

Além das questões judiciais, Salles enfrentou desgaste após vir à tona a controvérsia envolvendo a divulgação de um suposto mestrado na Universidade Yale. A instituição informou não ter localizado registros do curso, enquanto o ex-ministro atribuiu a informação a um erro de assessoria.

As ações judiciais, investigações e polêmicas acompanha sua trajetória pública e volta a ganhar destaque no momento em que busca uma vaga no Senado. Caso venha a ser condenado por órgão colegiado na ação penal em curso, o processo poderá produzir reflexos sobre sua situação eleitoral, conforme prevê a legislação.

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