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Câmara na Rua: população pede melhorias em equipamentos públicos, zeladoria e fomento à cultura na zona norte

Neste sábado (29/11), foi realizada a 8ª e última edição de 2025 do Câmara na Rua. Desta vez, o projeto da Câmara Municipal de São Paulo retornou à zona norte e a população se reuniu no CEU (Centro de Educação Unificado) Freguesia, na Freguesia do Ó. Os trabalhos foram presididos pela vereadora Sandra Santana (MDB).

A parlamentar afirmou que é da região norte e disse ser um privilégio finalizar o projeto em 2025 na Freguesia do Ó. “O presidente, vereador Ricardo Teixeira, deu início e toda a Câmara Municipal, cada um dos setores se deslocou para cá como uma forma de se colocar à disposição e apresentar à população quais são os serviços e os aparatos que nós temos lá no Palácio Anchieta e que existe com um único objetivo: servir à população de São Paulo”, pontuou.

A vereadora Sandra Santana (MDB) ainda ressaltou que há muito trabalho a ser desenvolvido na zona norte, com muitos problemas que precisam de solução, apesar de todo avanço já alcançado. “A gente tem trabalho para desenvolver por muitos anos. É como a nossa casa, se não tiver manutenção, ela vai sempre vai ter problemas. Então, em uma cidade com 12 milhões de habitantes é a mesma coisa. O principal é a gente, enquanto representante do povo, enquanto vereador, ter o discernimento, ter a sabedoria, ter amor e ter o tempo de escuta. Só assim que a gente vai identificar quais são os problemas e dar os devidos encaminhamentos. Alguns, a gente consegue resolver por meio do mandato. Outros, de grande porte, são as secretarias que resolvem. E, nós, somos a ponte entre a população e as secretarias”, destacou.

vereador João Ananias (PT) falou que os parlamentares não são diferentes da população. Por isso, ouvir as demandas locais é essencial para melhorar as políticas públicas. “A importância da Câmara estar na rua é ouvir o que a população fala, as verdades de cada local. Eu, particularmente, venho nos espaços para ouvir as pessoas e saber qual é a demanda. As pessoas não podem vir aqui só para elogiar os parlamentares. Nós estamos aqui para ouvir as cobranças. Nenhum bairro é perfeito e vai melhorando a cada dia. Por isso, nós precisamos ouvir os problemas. Para, a partir disso, levar esses problemas para serem discutidos no parlamento”, enfatizou.

vereadora Ely Teruel (MDB) salientou que é importante estar perto da população por meio do projeto Câmara na Rua. “O projeto atinge as regiões norte, sul, leste e oeste da nossa cidade. Temos tido um olhar mais humano dentro da Câmara Municipal e dentro da Prefeitura. Eu estive muito presente aqui na região no meu primeiro mandato, quando tivemos muitas demandas. É importante também fazer a fiscalização das ações. Vou aproveitar e entregar à subprefeitura algumas demandas que a gente ainda não conseguiu efetivar aqui na região”, disse.

A subprefeita da Freguesia Brasilândia, Ana Paula Calvo Faria, afirmou que é essencial poder ter momentos como este de escuta da comunidade. “Estar nas ruas para acompanhar de perto as demandas e trazer melhores soluções, mais rápidas e eficazes para todo mundo, pensando no progresso da região e ouvindo a população. A gente tem feito um trabalho incansável de aproximar a população dos gestores públicos. A gente tem certeza que, assim, a gente consegue entregar o melhor, transformando vidas e territórios”, relatou.

Assim como nas demais edições, houve a feira interativa com estandes da Procuradoria da Mulher, da Escola do Parlamento, da Ouvidoria, do Plenário, das Comissões, do Parlamento Jovem, da Biblioteca e do Centro de Memória, além do espaço reservado para a comunidade.

 

Tribuna Popular

Ao todo, 60 pessoas fizeram a inscrição para se manifestar. O primeiro a falar foi Moacir Baraldi. Inicialmente, ele citou vários pontos que tiveram melhorias no bairro. Em seguida, listou ruas que têm problemas. “Rua Doutor Aguiar Whitaker e Rua Goulart de Oliveira, na Vila Yara, são as duas ruas com maior fluxo de trânsito. Em virtude disso, existe a danificação do asfalto em grande parte delas, sendo que as vans 1034 e 1026 fazem 144 viagens por dia passando nestas duas ruas que já fizemos abaixo assinado e existem até documentos pedindo que estas ruas sejam recapeadas”, disse.

Moradora do bairro, Simone de Almeida Barreto falou que reside no território há 53 anos e também apontou alguns problemas. “O Centro Esportivo Cefó tem os elevadores sem funcionamento há anos. Eu já coloquei uma reclamação na ouvidoria e fui informada de que a obra no CEU tem alguma coisa que foi mal feita e impede que o elevador funcione. Fora a ouvidoria, entrei também com reclamação na Secretaria Municipal de Esportes, que disse que não tem dinheiro para arrumar o elevador. Então, eu peço ajuda e a força de vocês para consertar porque a população perde com isso. Munícipes com pouca mobilidade não podem usar o Cefó”, lamentou.

Morador da zona norte há 32 anos, Jonatan de Moraes abordou a iluminação pública. “Vim pedir iluminação em duas vielas. Na viela Ouro Velha e na viela Flor de Lis. Os moradores dessas vielas precisam de iluminação e também precisam de um corrimão na entrada para ajudar os idosos”, disse.

Membro do grupo IDM (Identidade em Movimento), Carlos Eduardo de Oliveira, pediu por um cuidado a mais com a cultura. “Para que os artistas periféricos possam fazer parte dos grandes palcos como a Virada Cultural que esse ano não teve artistas periféricos. Eu, como artista periférico, gostaria de estar num palco da Virada Cultural e com ação cultural contínua. Porque a cultura não é só o palco, não é só o show, ela tem várias ações que devem ser feitas com a juventude. A juventude precisa ter acesso às políticas públicas de cultura”, comentou.

A gestora da Casa de Cultura Brasilândia, Kátia Bernardes, comentou que existe um espaço atrás do local, onde são feitos os eventos abertos, e que precisa de melhoria. “A gente depende muito do clima. Se está chovendo ou se está muito sol, não conseguimos fazer nada. Por isso, eu faço uma reivindicação especial para que tenha um auditório, para que a gente possa receber os artistas com mais qualidade”, frisou.

Já a gestora do CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) Freguesia do Ó, Raquel Silveira, agradeceu o apoio que tem recebido para desenvolver o trabalho no bairro e pediu um olhar cuidadoso do poder público para o seu pedido. “Pedimos a implantação de um centro de acolhida para pessoas em situação de rua. Penso ser uma das demandas mais urgentes enquanto serviços da assistência social hoje”, destacou.

A moradora do Jardim Paraná, Odara Procópio, pediu a retirada dos carros abandonados das ruas. “Peço para olharem para os carros que estão nas ruas. Tem muitos carros abandonados e fica difícil a locomoção de vans, coletivos e a coleta de lixo. Esses veículos abandonados estão atrapalhando a mobilidade no Jardim Paraná”, falou.

O jovem aprendiz Gustavo Araújo Costa comentou sobre a empregabilidade dos jovens nas periferias “Eu tenho propriedade para falar. Moro na zona norte e estou tendo que trabalhar na zona oeste, fazendo capacitação na zona leste. Quero mais empregos para as pessoas da zona norte, precisamos de empresas na zona norte para que os jovens aprendizes tenham mais facilidade de acesso a essas vagas”, salientou.

 

O projeto

O Câmara na Rua foi criado pelo Ato nº 1.657/2025 e surgiu para aproximar os cidadãos do Legislativo paulistano. O projeto teve início em março deste ano e percorreu por duas vezes as quatro áreas da cidade nos CEUs (Centros Educacionais Unificados).

Na primeira parte do evento, o público pôde conferir a feira interativa, que mostrou um pouco de alguns setores da Câmara Municipal, como o plenário, as comissões, a biblioteca, entre outros. Depois, na Tribuna Popular, os inscritos puderam levar suas reclamações, sugestões e demandas locais.

 

Veja a íntegra da 8ª edição do Câmara na Rua no vídeo abaixo:

Prêmio Villa-Lobos 2025: Conheça os projetos premiados da 7ª edição

Os vencedores da 7ª edição do Prêmio Heitor Villa-Lobos foram conhecidos durante Sessão Solene realizada na noite desta sexta-feira (28/11) na Câmara Municipal de São Paulo. A cerimônia foi presidida pelo vereador Celso Giannazi (PSOL), integrante da Comissão de Educação, Cultura e Esportes e da Comissão Julgadora.

“Nós vamos para a sétima edição, premiando e resgatando projetos incríveis de escolas que trabalham com educação musical. A música faz a diferença aos bebês, às crianças e aos jovens na questão social, motora, afetiva. No desenvolvimento do ser humano, a música é fundamental”, observou o presidente da Sessão Solene.

Responsável pelos Programas de Música da Rede Municipal de Ensino, Denise Martins Lumia, representou a SME (Secretaria Municipal de Educação). “Eu venho participando há alguns anos, representando a pasta da música que vê a criança de forma integral. É muito importante que a gente possa premiar os professores que estão na ponta, trabalhando com nossos estudantes”.

Sobre a premiação

Criada em 2017 – por meio da Resolução 18/2017 – em homenagem ao maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, a condecoração reconhece projetos inovadores e promissores na área da educação musical. O autor da matéria, o deputado e ex-vereador Reis (PT), falou sobre a importância da educação musical nas escolas.

“É bastante gratificante ver aquilo que plantamos dar resultado. Eu fico muito feliz de ver tantos talentos, tantas escolas trabalhando com projetos musicais”, comemorou Reis.

A iniciativa é voltada a projetos desenvolvidos em CEIIs (Centros de Educação Infantil Indígena), CEIs (Centros de Educação Infantil), Cemei (Centros Municipais de Educação Infantil), Ciejass (Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos), EMEBSs (Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos), Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental) e EMEFMs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Médio).

Assim como em anos anteriores, os projetos inscritos foram avaliados por uma banca julgadora. Entre os critérios de análise estão a relevância educacional do trabalho, a criatividade e a originalidade, o envolvimento dos estudantes na execução do trabalho, a coerência dos objetivos e os resultados esperados, a inovação metodológica e a pedagógica.

Vencedores da 7ª edição

A edição deste ano contou com 30 inscrições. Os três primeiros colocados receberam um diploma como reconhecimento do Legislativo paulistano.

Conheça os vencedores:

1° Lugar 

Projeto “Linguagem Musical” CEU EMEF Alto Alegre Responsável:

Ledir Roman de Melo Rodrigues

2° Lugar 

Projeto “Explorando o potencial musical: o corpo e a voz como

instrumentos musicalizadores” EMEF Professor João de Souza Ferraz Responsável:

Professor Sérgio Ricardo dos Santos

3° Lugar 

Projeto “Isso é música de criança? Sarau na Praça, rodas e ritos

pela visibilidade dos bebês” CEI Jardim São Joaquim Responsáveis: Professoras

Natália Tazinazzo Figueira e Gabriela Maria dos Santos

Natal Iluminado espalha luzes por toda a cidade e programação gratuita inclui coral, música, árvores gigantes e pista de patinação no gelo

Centro Histórico se transformou em Vila de Natal, com cenários temáticos, instalações fotográficas, corais, cortejos e atividades para crianças

A programação do Natal Iluminado, aberto oficialmente na noite desta quinta-feira (27), espalha luzes, música e atrações gratuitas por toda a cidade, com decoração em 50 cartões-postais da cidade, formando um grande circuito natalino. O Centro Histórico recebe cenários temáticos, instalações fotográficas, corais, cortejos e atividades para crianças, consolidando-se como uma verdadeira Vila de Natal até 6 de janeiro.

Ao todo, estão previstas mais de 300 atrações artísticas, entre apresentações culturais, oficinas, cortejos, cenários interativos e atividades gratuitas para todas as idades. Veja aqui a programação completa.

Além da Catedral da Sé, outros marcos da cidade contam com projeções mapeadas, entre eles os prédios dos Correios, Theatro Municipal, Pateo do Collegio e a própria Prefeitura, sempre com nove sessões diárias, das 19h20 às 21h40.

A Avenida Paulista ganha destaque neste ano com arcos iluminados que percorrem trechos da via e integram o circuito natalino. Já o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, virou um dos pontos mais visitados com sua árvore de 18 metros, um Papai Noel de 6,5 metros e um espetáculo diário de luzes entre 19h e 23h.

No Largo São Bento, uma vila temática reúne pista de patinação no gelo, árvore gigante e presépio. Na Praça da Sé, o espaço Brincar no Natal oferece brinquedos infláveis, mega pula-pula, Casa do Papai Noel e atividades das 11h às 20h.

O Viaduto Santa Ifigênia, após a maior restauração de sua história, também passa a integrar o circuito com arcos iluminados, guirlandas e painéis especiais.

Iluminação em toda a cidade e ônibus decorados
O clima natalino extrapola o Centro e chega a todas as regiões. Vias como 23 de Maio, Radial Leste, Braz Leme, Sumaré, Giovanni Gronchi e as Marginais recebem iluminação especial, assim como os parques Ibirapuera, Carmo, Villa-Lobos, Anhanguera e Chácara do Jockey. Mais de 200 ônibus iluminados circulam pela cidade, reforçando o clima festivo e levando o Natal para diferentes bairros.

A cidade vista pelos visitantes
O clima de encantamento marcou a primeira noite do Natal Iluminado. A profissional de marketing Maira Rick levou o marido, Roberto, e as filhas Mavida, 3, e Ivika, 1, para acompanhar as atrações na Sé. “A iluminação está linda, perfeita. Ela ilumina o coração das pessoas, acalma a rotina e traz o espírito do Natal mais para perto da população”, afirmou.

Moradora de São Miguel, Luzinaura Santos, 77 anos, ficou especialmente impressionada com o espetáculo visual. “A praça está muito bonita, as decorações estão muito bem feitas. As projeções na igreja ficaram maravilhosas”, disse.

Já o vigilante Ryan Lucas Souza, 27, aproveitou o início da programação para passear pelo Centro com a esposa, Islane, e a filha Isis Maria, de 2 anos. “A gente já foi ao Largo São Bento e estamos vendo de ir com alguns amigos ao Parque Ibirapuera e à Paulista. Quero levar minha sogra, que vem do Maranhão, para conhecer a Praça da Sé”, contou.

Natal Radical no Ibirapuera
Entre 9 e 23 de dezembro, o Modelódromo recebe o Natal Radical, com patinação no gelo, bungee jump, hoverboard, simulador com neve, surf machine, parede de alpinismo, tirolesa, arena lúdica e praça de alimentação. A entrada é gratuita, das 14h às 22h.

Com luzes, música e atividades para todas as idades, o Natal Iluminado 2025 transforma São Paulo em um grande circuito de celebração, reunindo tradição, cultura e convivência em toda a cidade.

Vias que aguardam até um ano e meio para ter Faixa Azul já somam 25 mortes de motociclistas nesse período

Enquanto a Prefeitura de São Paulo aguarda até quase um ano e meio pela aprovação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para ativar mais 80 quilômetros de Faixas Azuis já projetados e preparados na cidade, as vias da cidade que ainda não tiveram autorização por parte do governo federal continuam registrando números alarmantes de acidentes e mortes envolvendo motociclistas. Desde julho do ano passado, foram registradas 25 mortes e 647 acidentes nas 73 vias que aguardam para que a Prefeitura possa instalar a sinalização.

Os pedidos de autorização feitos à Senatran são divididos em dois lotes de vias: no primeiro, 28 vias aguardam autorização desde julho de 2024. Há também outras 45 vias que esperam a implantação da Faixa Azul desde janeiro deste ano.

A Prefeitura tem feito reiterados pedidos ao órgão federal para a liberação da sinalização especial para dar segurança aos motociclistas. Estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) demonstraram redução de 47% nas mortes nos trechos onde a estrutura foi implantada. Desde janeiro de 2022, quando o programa foi criado, a Prefeitura já implantou 232,7 quilômetros Faixa Azul em 46 vias da cidade.

A implantação dos novos trechos da Faixa Azul depende de autorização da Senatran, órgão federal responsável por validar projetos de sinalização experimental. Como a Faixa Azul ainda opera em caráter de projeto piloto, sua inclusão no Código de Trânsito só pode ocorrer mediante esse aval técnico. Para subsidiar o processo, a Prefeitura de São Paulo envia ao órgão relatórios trimestrais com análises de desempenho, dados de segurança viária e avaliações técnicas dos trechos já implantados — documentos que servirão de base para a futura regulamentação nacional do modelo.

A Faixa Azul, tecnologia desenvolvida em São Paulo pela CET e reconhecida internacionalmente, separa fisicamente o fluxo de motocicletas do restante do trânsito, reduzindo conflitos diretos com carros e caminhões e diminuindo significativamente a severidade dos acidentes. Ainda assim, a expansão permanece condicionada ao aval do governo federal — mesmo com todos os estudos concluídos e com a infraestrutura já concluída para a implantação.

Os números tornam evidente a urgência: entre as vias mais críticas aguardando implementação estão a Avenida Atlântica, com 6 mortes e 106 acidentes desde janeiro deste ano; a Avenida Assis Ribeiro, com 5 mortes e 36 acidentes; e o prolongamento da Avenida Inajar de Souza, que somou 2 mortes e 55 acidentes. Outras avenidas importantes, como Ragueb Chohfi (44 acidentes, 3 mortes), Jaguaré (21 acidentes), Rio Branco (11 acidentes) e Ipiranga (11 acidentes), também apresentam índices preocupantes.

A Prefeitura lembra que esses corredores já estão mapeados, sinalizados e tecnicamente preparados para receber o novo modelo de circulação segura — faltando apenas a autorização federal para ativação definitiva.

Para o prefeito Ricardo Nunes, o impasse com o Senatran custa vidas todos os meses. Ele lembra que o município registrou aumento expressivo nos atendimentos por traumas de motociclistas e que a cidade enfrenta um cenário de pressão crescente sobre o sistema público de saúde, situação que pode ser agravada por decisões recentes que ampliam a circulação de motos sem regulamentação adequada — como a liberação judicial de moto para transporte de passageiros por aplicativo.

Câmara de SP encerra audiências públicas do orçamento da cidade para 2026

A Câmara Municipal de São Paulo encerrou nesta quinta-feira (27/11) os debates sobre a peça orçamentária da capital paulista de 2026. Agora, o texto segue para a primeira fase de votação no Plenário da Casa. A discussão de hoje deu continuidade à 10ª Audiência Pública temática realizada pela Comissão de Finanças e Orçamento.

O intuito foi ouvir todas as pessoas inscritas para falar no debate de 30 de outubro, quando foram colocados em pauta os valores estimados para a Secretaria Municipal da Saúde, a Secretaria Municipal de Turismo, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, além do HSPM (Hospital do Servidor Público Municipal).

Lia Débora Sztulman, do Coletivo envelhecer, reivindicou a presença de equipes gerontológicas nas UBS. “Que elas possam realmente definir as necessidades do idoso e mais do que tudo, a defesa da ampliação das unidades de referência da saúde da pessoa idosa”.

Conselheira gestora de Saúde, Lilian Salvatina pediu para que seja construída uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial) no espaço onde funcionava a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Umuarama – zona sul da cidade. A unidade foi deslocada para um novo espaço. “A AMA mais próxima de nós é a do Capão e Pirajussara. O atendimento é ótimo nessas duas AMAs e a gente gostaria de trazer para o nosso bairro”.

O médico e professor Sérgio José Nicoletti é conselheiro gestor em saúde na supervisão técnica de saúde de Santa Cecília – região central de São Paulo. Ele reivindicou o cumprimento de uma lei para que haja um conselho gestor em cada unidade de saúde. “Essa lei nunca foi cumprida, ela nunca foi inserida no orçamento. Como ela não funciona, o município de São Paulo perde uma coisa muito importante, uma função muito importante que está relacionada com o controle social”.

Números do Orçamento

Para 2026, São Paulo tem orçamento estimado em R$ 135,4 bilhões. Desse total, a Secretaria Municipal da Saúde deverá ter R$ 24,07 bilhões, centrados no Fundo Municipal de Saúde. O secretário executivo de Gestão Administrativa da Saúde, Armando Luis Palmieri, e a secretária executiva da Atenção Básica de Especialidades e Vigilância, Sandra Sabino, responderam aos questionamentos dos participantes sobre os cuidados com os idosos.

“A cidade de São Paulo tem a linha de cuidado com os idosos mais completa do país. Hoje nós temos um programa chamado PAI (Programa Acompanhante de Idosos), que é único e muito importante para a cidade de São Paulo. Inclusive, já recebemos visita do Ministério da Saúde para que eles pudessem conhecer o nosso programa. Hoje, nós temos as UBS, o PAI, as Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), os CR Dor (Centro de Referência de Dor Crônica) – todos equipamentos presentes na linha de cuidado do idoso”, disse Sabino.

Já o secretário executivo de Gestão Administrativa da Saúde, Armando Palmieri, falou sobre a demanda de hospitais na região central da cidade. “Nós recebemos, através de um acordo com o Ministério Público, um hospital a ser assumido pela Prefeitura. Estamos aguardando isso. Fizemos reuniões com o MP (Ministério Público), que tem feito mediações necessárias com o proprietário para que ele instale definitivamente o hospital no Centro para resolvermos grande parte dessa reivindicação”.

Já a SMTUR (Secretaria Municipal de Turismo) contará com aproximadamente R$ 690 milhões, e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, R$ 744,21 milhões. Os parques urbanos e lineares estão entre os principais investimentos. Os espaços devem contar com R$ 363,06 milhões em serviços de manutenção e operação. No Plano Plurianual 2026-2029, o orçamento climático da cidade de São Paulo deve contar com R$ 122,2 bilhões para o próximo quadriênio. A chefe de gabinete da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Tamires Oliveira, avaliou a participação da pasta nas audiências.

“Muita gente pedindo parques, requalificação de parque, questões de arborização urbana, e nós, na medida do possível, respondemos tudo. Felizmente, todas endereçadas e em execução pela secretaria”, falou Tamires.

Neste período que antecede a primeira votação do orçamento do PPA (Plano Plurianual), foram realizadas 16 audiências públicas. O PPA tem previsão de investimentos de R$ 583,7 bilhões. O relator do projeto, vereador Silvinho Leite (UNIÃO), destacou a participação popular.

“O que nós percebemos foi o comparecimento do munícipe que está muito mais ativo, principalmente os idosos que , além de comparecerem em todas as audiências, ainda fizeram a lição de casa, um estudo técnico muito bom referente à LOA e ao PPA, apontando os pontos críticos, coisa eu nunca vi ninguém fazendo”, afirmou Silvinho.

Contribuição Popular

A população ainda pode enviar suas contribuições para os gabinetes dos vereadores e a Secretaria da Comissão de Finanças e Orçamento até às 19h da próxima quarta-feira (3/12). A peça orçamentária do ano que vem está disponível no PL (Projeto de Lei) 1169/2025. Já a proposta do PPA, no PL 1168/2025.

Ainda participaram da audiência a representante da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas, Luciana Feldman, a Coordenadora de Orçamento da Secretaria de Planejamento, Ariane Lacerda, além dos vereadores Jair Tatto (PT)Marcelo Messias (MDB)Isac Félix (PL)Janaina Paschoal (PP) Marina Bragante (REDE).

A íntegra da audiência pode ser conferida aqui.

Políticas públicas, moradia e violências são temas de debate em seminário entre mulheres da América Latina

Nesta segunda-feira (24/11), a pedido da liderança do PT da Câmara Municipal de São Paulo, o Palácio Anchieta sediou o “Seminário Internacional de Transferência de Conhecimento das Mulheres da América Latina e Caribe”. O evento reuniu representantes feministas de organizações que atendem mulheres da Colômbia, El Salvador, Guatemala, Chile, Espanha e Brasil para discutir casos de violências contra o público feminino, moradia, promover conscientização e facilitar o intercâmbio de metodologias e práticas de cuidado comunitário para atender mulheres vítimas de violência.

O objetivo do encontro também foi viabilizar a troca de experiências e conhecimentos entre as lideranças desses países, por meio de método de aprendizagem conhecido como “Peer-to-Peer”, que é uma abordagem ativa de ensino baseada na interação e discussão para construir conhecimento em conjunto, além de criar um espaço para debater políticas públicas necessárias para atender mulheres, desses respectivos países, em situação de vulnerabilidade social. No último fim de semana, o grupo ainda realizou visita técnica em um conjunto habitacional que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social e mulheres vítimas de violências.

Confira mais na reportagem de Vitória Santiago para a Rede Câmara SP:

Prefeitura recebe inscrições para programa que destina R$ 30 mil a projetos de agricultura urbana

Para incentivar a profissionalização e o crescimento da agricultura baseada em práticas orgânicas e ecológicas, a Prefeitura recebe inscrições até o dia 1º de dezembro para o programa Sampa+Rural: Acelerando Hortas, que oferece orientação técnica e apoio financeiro de R$ 30 mil para cada um dos 30 projetos selecionados. Os interessados podem se inscrever pelo site https://adesampa.com.br/acelerandohortas.

O programa considera iniciativas voltadas a:

  • unidades produtivas familiares rurais e urbanas;
  • hortas comunitárias;
  • agricultura nas Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã;
  • hortas em estabelecimentos públicos (escolas, postos de saúde, parques etc);
  • produção e distribuição de mudas;
  • produção e distribuição de insumos;
  • agroindústrias e beneficiamento de produtos naturais;
  • grupos logísticos e pontos de comercialização.

Os projetos devem ser desenvolvidos no município de São Paulo, realizar práticas de manejo orgânico/agroecológico, não estar inscritos no CADIN, não terem pendências nas 1ª e 2ª edições do Acelerando Hortas e no Semeando Negócios.

Sampa+Rural: Acelerando Hortas é operado pela ADE SAMPA e integra o programa Sampa+Rural, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).

Programa Sampa+Rural
O programa prevê ações que visam expandir a Assistência Técnica e Extensão Rural na Cidade de São Paulo. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer os locais de agricultura já existentes, mas também incentivar e viabilizar a construção de novos espaços de cultivo em todas as regiões do município.

A Coordenadoria de Agricultura, responsável pelo programa, conta com três CAEs – Casas de Agricultura Ecológica nas zonas Sul, Leste e Norte, sendo a última responsável pelo atendimento também dos distritos da região central, oeste e sul em sua porção urbana.

Sobre a ADE SAMPA
A Agência São Paulo de Desenvolvimento promove políticas públicas que contribuem para a redução de desigualdades econômicas, aumentando a competitividade e fomentando a geração de emprego e renda na cidade de São Paulo. Com ações e programas voltados para empreendedorismo, inovação, tecnologia e sustentabilidade, oferece cursos e capacitações, aceleração de negócios, atendimento para MEIs, espaços de trabalho gratuitos, estúdios de podcasts e orientação para obtenção de crédito.

Subcomissão do Transporte de Passageiros por Motocicleta: Audiência Pública ouve representantes da saúde e de órgãos de trânsito

Vinculada à Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara Municipal de São Paulo, a Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta promoveu Audiência Pública nesta segunda-feira (24/11). O colegiado discutiu a “Regulamentação e Segurança no Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta no Município de São Paulo”.

Além dos integrantes da subcomissão, participaram representantes das secretarias municipais da Saúde, de Mobilidade e Transporte, do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da SPTrans (São Paulo Transportes S.A.).

Os participantes falaram sobre os eventuais riscos do transporte individual por aplicativo de passageiros por motocicleta. Tanto os servidores do Executivo, quanto os de órgãos de mobilidade urbana, apresentaram dados de acidentes, mortes no trânsito e os impactos no SUS (Sistema Único de Saúde) com incidentes envolvendo motos.

Manifestações

Primeiro a ser ouvido, Luiz Artur Vieira Caldeira, chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, destacou um recorte histórico entre 2020 e 2025 com dados sobre acidentes, incidentes, mortes e atendimentos no trânsito com motociclistas ocorridos, registrados e notificados à pasta.

De acordo com Caldeira, em 2020 foram 10.924 notificações de acidentes de trânsito, sendo que 6.781 estavam relacionadas à motocicletas (62%). Já os números parciais de 2025 mostram 16.325, dos quais 11.788 (72%) envolvem motos nas vias públicas da cidade de São Paulo. “Além do aumento no número de notificações, nós temos um aumento da proporção”.

O representante da Secretaria da Saúde também informou que em 2020 foram registrados 2.123 vítimas de acidentes com motocicletas nas unidades de emergência da capital paulista. Em 2025, até o momento, a pasta soma 4.599 pacientes. Em relação aos chamados do SAMU (Sistema de Atendimento Móvel de Urgência), também houve crescimento: em 2020 foram 9.970, contra 15.557 até outubro deste ano.

Ainda sobre o sistema de saúde, Caldeira destacou que há 337 pessoas internadas em leitos de pré, intra e pós-operatório por acidentes com motos. Segundo ele, outras 107 esperam uma vaga no setor especializado em ortopedia.

“Hoje nós temos 262 leitos especializados, mas com cerca de 300 leitos destinados à ortopedia. Destes, nós temos um déficit de 107 pacientes, cerca de 30% do que deveria estar disponível”, explicou, acrescentando que os demais pacientes eletivos estão distribuídos em leitos não especializados. “Um ponto importante de pressão”, acrescentou o representante da Secretaria da Saúde.

Além disso, Caldeira afirmou que há 154 pacientes envolvidos em acidentes entre automóveis e motos nos 30 centros de reabilitação municipais. Ele disse ainda que 42 pessoas acamadas nas próprias residências estão sendo atendidas domiciliarmente pelo mesmo motivo.

“Todos esses atendimentos, nós estimamos que gera um custo de R$ 35 milhões ao ano”, disse Caldeira. “Muito por esses impactos na nossa rede, a Secretaria da Saúde segue se posicionando completamente contrária à liberação do transporte de pessoas por motocicleta na capital de São Paulo”.

Na sequência, Roberta dos Reis Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP, também apresentou uma série de dados do Infosiga sobre sinistros com motociclistas na cidade de São Paulo. Ela destacou que, em 2025, as ocorrências com motos representam 64% do total de acidentes e o número de óbitos com motociclistas gira em torno de 46% das mortes no trânsito. Somente em outubro, foram 50 mortes registradas – o maior número da série histórica.

A representante do Detran-SP também expôs o perfil dos envolvidos em sinistros com motociclistas na capital paulista. Em 2025, até o momento, são mais de 14 mil registros, com predominância de homens jovens de 18 a 34 anos. Ela disse que a maior concentração acontece em dias da semana, sobretudo à tarde – período com envolvimento frequente entre automóveis e motos.

Roberta dos Reis também fez um diagnóstico das vítimas fatais, predominando homens entre 20 e 29 anos. Já em relação aos óbitos horários da noite e da madrugada são mais recorrentes. Destaque para os finais de semana: 40% das mortes no trânsito são de motociclistas e as principais causas são colisões com automóveis e outras motos.

Dentre as campanhas educativas promovidas pelo Detran-SP, Roberta destacou o esforço na mudança de paradigma de como tratar a segurança viária – saindo da visão tradicional para sistemas seguros de proteção e de Visão Zero (zero mortes e vítimas) – principalmente para públicos vulneráveis: pedestres, ciclistas e motociclistas. “

“Nosso trabalho tem sido no sentido de posicionar que nenhuma morte ou lesão grave no trânsito é aceitável. Precisamos trabalhar com o nosso desenho urbano, com nossas políticas, entendendo que o erro humano, eventualmente, vai acontecer. E, se esse erro humano acontecer, seja qual for o motivo pelo qual ele tenha acontecido, ninguém pode pagar com a vida por ter cometido um erro no trânsito”, afirmou Roberta.

Mariana Santos, do Departamento de Transportes Públicos da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, ressaltou na Audiência Pública que a Visão Zero é uma prioridade da pasta. Ela citou, por exemplo, a implementação e ampliação da Faixa Azul (áreas exclusivas para motos) como medida para diminuir os índices de acidentes de trânsito com motociclistas na capital paulista.

A representante do órgão também abordou a criação de um grupo de trabalho para estudar a regulamentação do transporte individual por aplicativo de passageiros por motocicleta. “Chegou-se à conclusão de que a introdução desse modal de transporte é contra recomendada em virtude dos dados que foram apresentados”.

Pela CET, marcou presença o José Júlio Rebelo. Ele também tratou da importância da Faixa Azul para o trânsito da capital paulista. “Nós tínhamos 32 sinistros fatais antes da implantação da Faixa Azul e hoje, nesses mesmos trechos, temos o mesmo número: 32 óbitos. Isso é um sucesso, porque no restante da cidade houve aumento nos sinistros de moto, um aumento extremamente significativo. Então, representa que há uma estabilidade no número de sinistros, enquanto no restante da cidade onde não temos essa sinalização implantada o número de sinistros com óbito aumentou”.

Por fim, contribuiu com o debate Rafael Camargo, da Secretaria de Planejamento da SPTrans (São Paulo Transportes S.A.). Ele apresentou um panorama da infraestrutura do transporte coletivo municipal.

Ao final da audiência, a presidente da Subcomissão, vereadora Renata Falzoni (PSB), avaliou o debate. “Mais uma vez fica muito claro que para gerenciar o trânsito você tem que fazer o sistema. Nós aqui estamos falando de motocicletas, mas elas não estão isoladas de motociclistas, de ciclistas, de pedestres, de ônibus e por aí vai. E de novo, mais uma vez, foi apresentada a importância de trabalhar com dados e buscar aquilo que se chama Visão Zero, que é zero mortes no trânsito”.

Relator dos trabalhos, o vereador Paulo Frange (MDB) falou sobre a elaboração das conclusões do colegiado. “A fala de todos eles consolida muito a nossa informação, afinal de contas, foram mais de 50 requerimentos, quase 50 pessoas que falaram ao longo desse período em 17 sessões. Enfim, tem um número muito grande de informações. O fato é que nada disso mudou com relação às discussões que envolvem o passageiro e o motociclista. Isso traz uma um chamado rápido para a saúde: quando os números aparecem, nós ficamos estarrecidos”.

A íntegra da reunião está disponível aqui.

Termina nesta terça inscrições de voluntários para evento de incentivo à adoção de animais

Termina nesta terça-feira (25), as inscrições para a segunda edição do “Conexão Animal”, um evento de incentivo à adoção que promoverá a interação de voluntários com cães e gatos e reforça a importância da guarda responsável. As inscrições estão disponíveis neste link.

A ação, que será realizada pela Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), no dia 30 de novembro (domingo), acontece no Centro Municipal de Adoção da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em Santana. Durante toda a manhã, os participantes, chamados de “influenciadores de adoção”, poderão interagir com os animais, conhecê-los melhor e ajudar na divulgação dos pets em suas redes sociais. Um fotógrafo voluntário registrará os encontros, permitindo que os participantes utilizem as imagens para ampliar a visibilidade dos pets nas redes.

Segundo a coordenadora da Cosap, Analy Xavier, o evento une esforços do poder púbico e da sociedade civil em prol da adoção e do bem estar animal. “Quando pessoas que não tem convivência com os animais alojados tem a oportunidade de estabelecer uma conexão com eles, o sentimento de compaixão que é despertado passa a ter nome: Tony, Chocolate, Pepita, Dexter e muitos outros. Então, aumenta o engajamento dessas pessoas em prol de adoções responsáveis”, afirma. Para ela, a iniciativa cria um ambiente acolhedor tanto para os voluntários quanto para os animais. “É um momento de cuidado e afeto, em que mostramos que cada gesto pode transformar vidas”, completa.

Serviço – 2ª Edição do Conexão Animal
Data: 30 de novembro (domingo)
Horário: 9h às 12h30
Local: Rua Santa Eulália, 86 – Santana (Centro Municipal de Adoção)
Inscrições: de 19 a 25 de novembro, ou até o preenchimento das vagas
Observação: Em caso de chuva, o evento será cancelado.

CPI Pantanal recebe pesquisador e debate ações emergenciais e de longo prazo

CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) Pantanal promoveu uma reunião extraordinária na manhã desta terça-feira (18/11) e recebeu um professor da EACH-USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo), que compartilhou pesquisas conduzidas com a comunidade do Jd. Pantanal. Os parlamentares têm buscado informações com o objetivo de encontrar caminhos para trazer soluções para as enchentes na região do Jd. Pantanal, localizado na zona leste.

O professor da EACH-USP, Sidnei Raimundo, é geógrafo, especializado em gestão ambiental, e realizou uma apresentação sobre como a questão ambiental está vinculada ao pertencimento da comunidade ao local. Ele destacou a importância das atividades socioculturais na solução do problema: “Levar em conta a comunidade como coparticipante, ativas nesses processos de tomada de decisão. E a partir daí a gente pensar em projetos que fazem sentido pra eles, mas que mais que isso, que eles participem de todas as etapas, Mas a gente precisa pensar em questões emergenciais, considerar a calha do rio como tendo que ser protegida, com uma faixa marginal de vegetação. associada aos usos que eles fazem, como quadras poliesportivas de um calçamento poroso, campos de várzea permeáveis, para que as comunidades se sintam pertencentes, gere nelas identidade e a gente garanta que a várzea daquele setor do Rio Tietê não sejam reocupadas.”

Na sequência, o professor foi questionado pelos vereadores presentes. O vereador Silvão Leite (UNIÃO), relator da CPI, viu similaridade com o trabalho que vem sendo realizado na represa Billings com o Programa Mananciais. “Consegui enxergar que muitas ações que estão sendo executadas há 20 anos no Programa Mananciais podem ser implantadas aqui no Pantanal. Ás vezes, a gente está muito preocupado com a questão emergencial, que tem que fazer alguma coisa imediata, e aquela solução da barreira física, pra gente cessar esse avanço das ocupações. Mas deixar amarrada uma segunda fase que é a implantação desse parque, de trazer a comunidade para dentro dessa área”.

vereador Major Palumbo (PP) considerou interessante a proposta do professor, mas argumentou que devido à gravidade do problema, é preciso uma ação emergencial, e citou a vantagem da proposta da Siurb (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras) para a construção de um gabião – espécie de muro de contenção com a função de estabilizar solos, prevenir erosão e proteger áreas de taludes e margens de rios – e uma pista de manutenção, para depois se pensar em um Parque Linear. “O plano emergencial mais adequado que eu vi até agora é da própria Secretaria de Infraestrutura Urbana, pelo fato de você poder entrar no local, tirar aquelas pessoas daquela situação de risco. Eu vejo que as políticas que possam vir depois como as que o professor Sidnei Raimundo colocou, elas possam ser aplicadas naquele local. Mas primeiro a gente precisa agir na parte emergencial”.

Para o presidente da CPI, vereador Alessandro Guedes (PT), é fundamental considerar o impacto social das ações na região. “Estamos falando de 4 mil famílias que podem ser afetadas diretamente com remoções. E como fica a situação dessas famílias? Então o envolvimento comunitário neste assunto com diálogo, perspectiva de atendimento e principalmente deixando essas pessoas com uma alternativa de estarem inseridas no meio ambiente que elas fazem parte, tem que ser levado em consideração. E a possibilidade de menos remoções com o aproveitamento daquela cava – área de depressão ou escavação próxima à margem do rio – que pode ser um piscinão natural”.

Durante a reunião, também foram aprovados requerimentos com convites para a participação de professores da Universidade FAU Mackenzie, e USP (Universidade de São Paulo) e para o biólogo Luis Schiesari, para a contribuição com estudos ambientais na região. Na ocasião, os vereadores prorrogaram também o prazo de funcionamento da CPI Pantanal por mais 120 dias.

Além dos vereadores Alessandro Guedes (PT)Silvão Leite (UNIÃO) e Major Palumbo (PP), também participaram da reunião os vereadores Sonaira Fernandes (PL) e Dr. Milton Ferreira (PODE) .

A íntegra do encontro da CPI Pantanal pode ser conferida aqui.