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Sem Boninho, Tadeu Schmidt se perde em papel de “sádico”

O BBB e uma campanha política tem muito em comum. Durante três meses, a direção do programa vai endurecendo ou criando emoções de acordo com pesquisas com o público, assim como qualquer pleito político.

Na edição de 2025, com a saída do diretor histórico do Reality, José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, o programa perdeu o seu “policial mau”, e com isso o “sadismo” ficou nas costas do apresentador , o ex-policial bom, Tadeu Schmidt.

A mudança de postura não teria menor diferença se os ex-apresentadores tivessem  a mesma marca de dureza, frieza e maldade. No entanto, todos os anteriores, tinham uma “persona” simpática e acolhedora, enquanto a direção do programa assumia o papel de sadismo do reality.

Agora, sem o Boninho, a Globo se mostra perdida quanto a identidade e estratégia do BB25, já que o apresentador tem que assumir o papel da direção em  e se apresentar como a persona da maldade e vingança, enquanto a Casa e os expectadores seguem sem entender a estratégia.

Isso se aproxima de uma campanha política, quando tudo é decidido através de pesquisas qualitativas.

 Para ser mais acertivo, o BBB25 optou em criar uma persona mais acolhedora  para o apresentador , no entanto, a pesquisa mostrou que o público gosta de ver embates, provas difíceis e punições. Boninho sabia fazer isso como ninguém, e agora o programa busca equilibrar o sadismo de um apresentador doce com a doçura de um apresentador mau.

Mas Tadeu não tem esse dom e passa do ponto. Agora temos um BBB sem diretor, sem apresentador e sem rumo.