Por Samuel Boss
A quem interessa mexer no sistemas bancário?
A ninguém!
Algum candidato que tenha “peito de aço” para enfiar o dedo na cara do Bradesco, Santander, Itau, Banco do Brasil e financeiras e dizer até onde essas organizações poderão interferir na vida do povo brasileiro?
Não!
Dos candidatos que se apresentaram até o momento, a maioria são leões para falar de “reformas”, mas quando o assunto é sistema financeiro, todos miam.
O discurso da reforma Previdenciária, reforma política, reforma tributária são importantíssimas, mas se apequenam diante do disparate do sistema financeiro no país.
Um empresário carrega nas costas o alto custo tributário e previdenciário, mas onde ele se ‘lasca’ inteiro é quando entra no sistema de crédito de um banco. A “salvação” se torna a guilhotina do empresário brasileiro. Os bancos não perdoam, são como gangues, criam suas próprias regras e punem conforme lhes convém.
O vendedor de roupa, precisa ter uma série de regras a seguir. Além de pagar todos os impostos e os encargos da previdência, precisa seguir a risca o Código do Consumidor; política de troca de produto, reembolso em caso de dano ou arrependimento do comprador, enfim, a regulação é severa.
Mas e os bancos?
Brasileiro compra um carro, paga três (devido aso juros criminosos) e se houver atraso em três parcelas, seja por dificuldade financeira ou motivos de saúde, o banco toma seu veículo, fica com todo valor já arrecadado e ainda cobra o valor residual. E o judiciário se ajoelha diante dos advogados dos bancos e julgam para o lado mais forte e pune o povo.
E a gente vai achando isso normal.
O brasileiro compra um imóvel pela Caixa, dá 30% de entrada, paga o restante em 30 anos, e caso haja um atraso, perde totalmente o bem. Se ele conseguir ser um bom pagador, ao final do financiamento, a casa humilde saiu por um valor de uma mansão em Alphaville.
O juro do cartão de crédito é de quase 500% ao ano, as taxas que pagamos sem saber, consomem nosso ganhos mensais; o atendimento é tão deplorável quanto o SUS, e ainda temos que assistir as propaganda na TV nos perguntando: O que posso fazer por você hoje?
Quem nunca entrou no rotativo do cartão de crédito? Quem nunca foi negociar uma dívida no banco?
Não há Código do Consumidor, intervenção do governo, regulação de teto de juros. Os bancos no país são um cartel sugando a economia brasileira de forma cruel.
Lucros
Em 2017 o Itaú (R$ 23,96 bilhões), seguido por Bradesco (R$ 14,65 bilhões), Banco do Brasil (R$ 11,01 bilhões) e Santander (R$ 7,99 bilhões).
Cada centavo desses lucros estão embutidos o caso da dona Maria que perdeu o carro por atraso de parcela e ainda teve de pagar o residual da dívida. Está o seu José que entrou no cheque especial por R$100,00 e no fim pagou quase R$600,00 ao banco. Está você e eu que somos vítimas dessa terra de ninguém chamada sistema financeiro.
Quem tiver peito para reformar o sistema financeiro brasileiro já terá feito grande parte do trabalho no país. O problema é que com banqueiro não se mexe, se alia.
















