Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina pelo levantamento internacional Happy City Index 2026, que analisou 250 cidades de todo o mundo com foco em 64 indicadores de qualidade de vida, incluindo saúde, educação, bem-estar, inovação, acesso a serviços e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
No ranking global, a capital paulista ocupa a 161ª posição, com 5.743 pontos, à frente de cidades como Nova York (207ª) e Dubai (165ª). Buenos Aires, a segunda colocada na América Latina, aparece na 189ª posição.
O índice internacional mede o desenvolvimento das cidades a partir de seis dimensões — Cidadãos, Governança, Meio Ambiente, Economia, Saúde e Mobilidade —, com base em uma metodologia que reúne 466 pesquisadores e mais de 150 mil registros de dados. Nesse conjunto, São Paulo avançou ao combinar escala, investimento e políticas estruturantes.
O resultado reflete o movimento de transformação urbana pelo qual a metrópole, de 12 milhões, vem passando. Maior cidade do Brasil e principal motor econômico do país, a cidade de São Paulo está convertendo sua força econômica em políticas públicas voltadas à qualidade de vida.
Em 2025, a Prefeitura investiu R$ 25 bilhões nessas melhorias, volume mais de 150% superior ao registrado em 2016. A saúde é um dos pilares desse avanço: 83% do financiamento da área vem do próprio município. Em uma década, a rede de Unidades de Pronto Atendimento saltou de 3 para 34, realizando mais de 7,5 milhões de consultas médicas apenas em 2025.
Na educação, São Paulo completa em 2026 o sexto ano consecutivo com fila de creches zerada, atendendo mais de 300 mil crianças de 0 a 3 anos com estrutura completa, alimentação e acesso gratuito. A rede ainda oferece transporte escolar quando necessário e amplia o estímulo à primeira infância com Bebetecas em 14 CEUs.
A agenda ambiental também contribui diretamente para o bem-estar urbano. A cidade conta com 123 parques municipais e lidera a transição energética no transporte público, com 1.259 ônibus elétricos — mais de 80% da frota desse tipo no Brasil. A iniciativa evita o consumo de 47,6 milhões de litros de diesel por ano e reduz a emissão de 109,5 mil toneladas de CO₂.
Essa combinação de infraestrutura, serviços e qualidade de vida também se reflete na ocupação dos espaços públicos. Aos domingos e feriados, a Avenida Paulista — símbolo da pujança econômica brasileira — e o bairro da Liberdade se transformam em área de convivência, reunindo famílias, artistas e visitantes — um retrato da cidade mais humana e acessível.
A força cultural e econômica da capital, maior hub financeiro da América Latina, também impulsiona o turismo e reforça a percepção de bem-estar. Em 2025, São Paulo recebeu 47,2 milhões de visitantes, crescimento de cerca de 25% em relação ao ano anterior. O faturamento do setor alcançou R$ 25,4 bilhões, com alta de 11,5%.
O calendário de grandes eventos — que incluiu festivais como The Town e Coala, a 36ª Bienal e o retorno do São Paulo Open de Tênis Feminino — consolidou a cidade como destino global. Foram 2,5 milhões de turistas internacionais, número superior ao do Rio de Janeiro, reforçando São Paulo como principal porta de entrada do turismo estrangeiro no Brasil.














