O projeto que prevê a reforma administrativa na Câmara Municipal de Rio Grande da Serra esquentou o bastidor político na cidade. O projeto foi apresentado pelo presidente, Claudinho Monteiro (PSB), porém, houve descontentamento por parte de alguns vereadores.
A reforma pretende criar o um cargo de assessor parlamentar para cada vereador com salário de cerca de R$ 1.900,00 e reajuste no salário do Diretor Jurídico da Casa, porém, as condições do projeto desagradou os vereadores que ocupam secretarias na cidade.
O secretário de Cidadania, Israel Mendonça (Podemos); de Administração Claurício Bento (Dem) e de Esportes Maciel da Padaria (MDB), cogitaram voltar ao parlamento caso o projeto entre em votação.
A surpresa da retaliação do projeto está na atitude de Israel Mendonça, detentor da cadeira ocupada interinamente por Claudinho Monteiro. Caso Mendonça retorne a Casa, haverá um imbróglio na presidência, que nem mesmo o Regimento Interna da Câmara tem remédio para solucionar.
“Estou surpreso, pois nem ao menos uma conversa para falar sobre o projeto nós tivemos. Se ele está presidente deve ao nosso trabalho”, criticou Israel.
Claudinho Monteiro pacificou a situação dizendo que o projeto ainda passará pelas comissões e que a proposta está seguindo uma orientação baseada no Tribunal de Contas.
“Ainda passará pelas Comissões, será discutido e só depois colocaremos ou não em votação”, explicou.
Claurício promete deixar a secretaria caso a proposta seja colocada em votação.
“Se a matéria for a votação do jeito que está, eu deixo a secretaria para me posicionar na Casa. É preciso mais diálogo sobre assuntos que impactam as finanças do município”, disse.
















