Apesar de todos os nomes envolvidos na política paulista negarem seus movimentos no tabuleiro de xadrez, a verdade é que os bastidores estão fervendo com as possibilidades de ocupação de espaços.
Muitos dos personagens estão esperando apenas uma definição do governador Tarcísio de Freitas. O republicano espera uma aclamação do Centrão e de parte da direita para sua candidatura à Presidência; no entanto, Bolsonaro (que não quer ficar de fora do poder) lançou seu filho Flávio como candidato do clã.
A candidatura de Tarcísio pode movimentar todo o tabuleiro paulista. Caso o governador decida sair candidato a presidente, Gilberto Kassab (PSD) já deu indícios de que poderá concorrer ao governo de São Paulo. Outro nome que espera a definição de Tarcísio é o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), que também se movimenta nos bastidores para ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes.
O presidente Lula também aguarda essa definição para movimentar as peças em São Paulo. Com a possível candidatura de Tarcísio à Presidência, Lula poderia convencer seu vice, Geraldo Alckmin, a disputar novamente o governo de São Paulo. Seria a opção mais contundente da ala progressista no estado.
Caso Tarcísio decida disputar a reeleição, o tabuleiro volta a se movimentar. O PL já enquadrou o governador e quer a vaga de vice, indicando o presidente da Alesp, André do Prado, para o posto, o que tiraria Gilberto Kassab da jogada, pois o cacique do PSD pretende ser o número dois na chapa com Tarcísio.
Se o PL ganhar a queda de braço, Gilberto Kassab poderá levar o PSD para mais perto de Lula, pleitear a vice-presidência na chapa do petista e apoiar Alckmin na disputa pelo governo de São Paulo, o que levaria parte do Centrão a colocar o pé na canoa da reeleição de Lula.
Ainda há muita água para passar debaixo dessa ponte. Temos uma possível crise hídrica no estado, a intervenção americana na Venezuela, possíveis condenações dos filhos de Bolsonaro, e todo o tabuleiro pode ser bagunçado novamente.
















