Segundo um estudo realizado pelo Diário com base nos dados do InfoSiga, um monitoramento do governo estadual gerido pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), o número de mortes em acidentes de trânsito envolvendo motocicletas nas sete cidades aumentou 66% em seis anos. No período de janeiro a junho de 2025, foram registradas 63 vítimas fatais, enquanto em 2020, no mesmo intervalo, foram 38. Os números deste ano correspondem a 50% do total de mortes (128) no trânsito da região. Nos últimos seis anos, o Grande ABC registrou 290 mortes relacionadas a acidentes com motos.
O veículo tem demonstrado ser potencialmente letal, e o seu uso como meio de transporte, por meio dos mototáxis, como vem sendo feito desde 2020, gera preocupação entre autoridades e especialistas. Segundo o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, “o usuário da motocicleta é, atualmente, a maior vítima dos sinistros de trânsito no Brasil”. Em entrevista à Agência Brasil, Erivelton Guedes, técnico de pesquisa e planejamento do instituto, declarou que a expansão dos serviços de mototáxi levará a um crescimento ainda maior no número de mortes. “É uma tragédia anunciada”, afirmou.
O último caso registrado no Grande ABC ocorreu em São Bernardo, no final de junho. Guilherme Morais Cruz, de 18 anos, faleceu enquanto utilizava um mototáxi. No início do mesmo mês, o motorista Henrique Pavan, 27 anos, faleceu após um grave acidente enquanto conduzia uma motocicleta durante uma corrida por aplicativo.
















