
Por Samuel Boss
Não se engane, não se deixe enganar, a imprensa em Ribeirão Pires tem lado. Mas como assim, você não é jornalista, quer dizer que você tem lado? Sim, eu tenho.
Não posso falar de algo que não vivi, posso relatar do perÃodo em que atuei na cidade como editor do jornal A Voz de Ribeirão Pires. Um jornal que tinha lado também, posicionamento definido. Éramos um grupo de oposição que na sua maioria simpatizava com o ex-prefeito Clóvis Volpi. Eu mesmo sempre fui amigo pessoal do ex-prefeito.
Mas era o Volpi que mandava no jornal? De jeito nenhum! Éramos uma equipe de pessoas indomáveis. Revelo aqui que a primeira manchete contra o Kiko em 2015 foi uma ação rebelede de minha parte, o que levou danos gravÃssimos ao grupo.
Escrevia o que achava certo e deixava de escrever quando queria.
Assim como nosso jornal, os demais jornais também tinha seu lado polÃtico definido.
A Folha, o maior jornal da cidade em credibilidade, estrutura, carteira de anunciantes e tradição, tinha um lado polÃtico bem óbvio.
Apesar de que estrategicamente o Dedé foi cauteloso antes das eleições com seus adversários e com ele próprio. Afinal, cachorro mordido por cobra, tem medo de linguiça.
O Jornal Mais NotÃcias ficou com a difÃcil missão de ser o jornal do governo Saulo Benevides. Seu dono, conhecido como Gazeta, escrevia artigos em defesa do ex-prefeito, Saulo Benevides. Inclusive todo fechamento do jornal, a presença do ex-secretário, Tiago Quirino era obrigatória. Ele dava o norte do que sairia no jornal.
O Diário de Ribeirão Pires do jornalista, Rafael Ventura, também apareceu como um jornal de oposição. O jornal oxigênou a comunicação da cidade em matéria de web. No impresso, aos poucos o jornal foi definindo seu lado.
Em momentos esteve muito próximo dos D’ortos, mas conforme a eleição se aproximava, Ventura definiu abraçar a campanha de Kiko Teixeira, através da articulação do vice, Gabriel Roncon.
Bom, eu abandonei a cidade no meio do barco. Decidimos fechar o jornal, após a dissolução do grupo com a ida de Volpi para Mauá.
Fui cuidar do tempo perdido e salvar minhas consultorias de comunicação no ABC.
Kiko venceu, e quem se deu melhor nesse processo?
O jornal que deu suporte ao Kiko nas eleições, Diário de Ribeirão Pires. Mas logo no inÃcio do governo já começou a “treta”, pois, ninguém sabe o que se é acordado antes das eleições. Então vimos o jornal tentar derrubar o secretário de Comunicação, João Mancuso, nos primeiro meses de governo.
Foi a primeira vez que jornalistas antes adversários se uniram por um bem comum. Quirino soltou a matéria, mas a idealização foi toda da turma do Diário de Ribeirão. Aliás, a moça em questão trabalhava no referido jornal.
Mancuso não caiu. O DRP teve que se adequar a situação e aceitar as condições. As condições são boas, os anúncios da prefeitura são polpudos. O Festival do Chocolate rendeu bons frutos em anúncio.
A Folha teve que voltar ao seu objetivo inicial de se fortalecer através de sua carteira de anúncios e dos espaços vendidos para publicações das ações parlamentares.
O Mais NotÃcias ficou capenga, na situação de fechar ou não fechar. Colocaram o nome a venda, quase concluÃram tal feito com os Roncons, mas não deu certo. O jornal luta para tentar se reerguer.
Agora vemos manchetes semanalmente demonstrando lado. O caso da Upa, a questão dos processos do prefeito e a última: O ex-secretário do Volpi que consegue trazer o comércio irregular pra cidade.
Na verdade o comércio irregular acontece dentro da Rodoviária e não na calçada da estação. Lá sim, é vendido produto pirata, cigarro paraguaio, jogo de vÃdeo game, software e etc. Porém, me parece que lá a prefeitura aluga o espaço.
Mas como foi o ex-secretário da oposição, o caso merece Manchete.
Porém, o maior comércio irregular em Ribeirão Pires é o comércio de Manchete de jornal. Pois não se paga nota fiscal, não se fiscaliza o produto e a prática ainda não foi regulamentada.
Para fechar este artigo, quero lembrar que o ex-secretário em questão, foi coordenador jurÃdico da campanha do prefeito Kiko, atuou na campanha do mesmo. Mas como disse anteriormente, nunca sabemos o que foi acordado, e assim, como um dia o jornal reivindicou a queda do secretário de comunicação, agora vemos mais um descontente contra atacando o governo por não ter seus pedidos atendidos.
Mas nessa briga polÃtica quem ganhou foi o povo que agora pode comprar salgadinho para os seus filhos antes de embarcarem na CPTM
















