Há uma frase de efeito muito usada no meio político: “acuse-os do que você faz”. E, com essa máxima, descrevemos a atuação de Márcio Prado, jornalista investigativo e assessor de comunicação do ex-vice-prefeito Amigão D’Orto.
Semanalmente, o jornalista se debruça a comentar e interpretar as movimentações políticas de Ribeirão Pires; no entanto, sempre sob a ótica que beneficie o seu lado no processo. Constantemente, Peninha tenta atribuir a um grupo ou a outro a condução da imprensa local, mas o que me parece é que essa estratégia tem sido realizada pelo seu atual grupo.
Desde que duas pré-candidaturas foram postas de forma oficial na cidade — a do empresário Davi Caminhões e a do ex-vice-prefeito Gabriel Roncon —, Peninha tenta, por meio de sua coluna, posicionar Amigão em um espaço que hoje está fechado para o ex-prefeito.
Após a divulgação de uma pesquisa eleitoral, Amigão se aproximou do ex-prefeito Clóvis Volpi para apoiá-lo como deputado estadual e, assim, ser uma possível opção da máquina para 2028. Dentro dessa estratégia está também o vereador e líder do governo, Rato Teixeira, cuja ausência nas pesquisas eleitorais Peninha já questionou, ou seja, a aliança existe.
Há uma clara preocupação de ambos os personagens estarem fora das discussões para 2028 nesses dois grupos e, por isso, a aliança com o governo faz sentido como estratégia de sobrevivência política. No entanto, como a dupla não pode publicizar essa preocupação, cabe ao jornalista criar a narrativa no meio para atingir esse objetivo.
A questão não é sobre a democracia, o bem da cidade ou a preocupação com o futuro de Ribeirão Pires. A meta é incluir, mesmo que à força, os nomes que hoje sofrem com a polarização desses grupos na cidade.
















