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Feirão de Emprego de Ribeirão Pires expõe cenário preocupante na região do ABC


Mais de três mil pessoas estiveram no evento em busca de uma oportunidade de trabalho

O Feirão Emprega+ promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDER) de Ribeirão Pires nesta quarta-feira, dia 17, expôs uma dura realidade pela qual passa a região do ABC nesse momento: o grande número de desempregados.

A organização do evento previa atrair cerca de mil candidatos, porém, esse número triplicou durante o dia. Um balanço prévio estima que mais de três mil pessoas tenham passado pelos balcões de atendimento da feira.

A Vila do Doce, local do feirão, ficou lotada desde cedo. Muitas, talvez a grande maioria, veio de outros municípios, como Mauá, Rio Grande da Serra, Suzano, Santo André e até mesmo da Capital. Todos com a esperança de conseguir uma recolocação.

As festividades de fim de ano e a possibilidade de abertura de novas vagas no comércio é o que motivaram Jonatan Araújo da Rocha, que tem experiência como vendedor, a procurar a feira. “Quando fiquei sabendo da feira, vi uma grande oportunidade de conseguir uma vaga, já que este ano completou 2 anos que estou desempregado. Espero que consiga me encaixar”, contou.

A secretária da SDER, Marli Silva, destacou que o objetivo dessa feira foi colocar frente a frente candidatos, agências e empresas a fim de agilizar contratações e contribuir com a retomada econômica da cidade. “Nós temos um número preocupante de pessoas desempregadas, e decidimos realizar essa feira para resolver parte deste problema”, comentou Marli.

ANÁLISE – O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico Grande ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, observou que a grande demanda de desempregados que procurou o feirão nesta quarta-feira nada mais é que um reflexo da situação econômica enfrentada pelo Grande ABC. “14,4% é o índice oficial de desemprego no Estado de São Paulo. Porém, o ABC sente muito mais o impacto da crise devido à fuga de empresas e, consequentemente, aos postos de trabalho formais que foram encerrados”, analisa complementando que as cidades precisam pensar em questões estruturais para a retomada econômica. “A pandemia escancarou muitas necessidades. Por isso, é necessário a viabilização de ações conjuntas entre os municípios para abrir novas possibilidades”, concluiu.