Você sabia que existe um Filme onde o Stallone contracena com o Pelé ?

Por Victor Rodrigues

Victor Rodrigues

Pouco antes de viver o veterano do Vietnã John Rambo em Rambo: Programado para Matar (1982), Sylvester Stallone já havia passeado pela temática da guerra em um curioso longa-metragem assinado por John Huston e co-estrelado por Michael Caine, Max von Sydow e o craque Pelé. Fuga para a Vitória misturava o tradicional “filme de guerra” com esporte – no caso, o futebol – e apresentava um resultado final cheio de altos e baixos, divertindo (ao menos) pelo inusitado.


Com roteiro de Evan Jones e Yabo Yablonsky, Fuga para a Vitória nos transporta para a Segunda Guerra Mundial. Em um campo de prisioneiros de guerra, o jogador de futebol profissional John Colby (Caine) recebe um convite curioso: montar uma equipe com companheiros presos para enfrentar o time alemão em uma partida. Colby reluta a aceitar de início, mas vê uma boa oportunidade de conseguir mais alimentos e condições melhores de vida para ele e seus parceiros – que, por sua vez, enxergam uma ótima oportunidade de escapar do campo.

Com isso, se juntam ao time o falastrão Robert Hatch (Stallone) e o talentoso Luis (Pelé), formando uma equipe que teria tudo para vencer os nazistas – isso, claro, se a arbitragem e eventos extracampo não atrapalhassem.

Para nós, brasileiros, um dos principais chamarizes para conferir Fuga para a Vitória é a performance de Pelé como um prisioneiro vindo de Trinidad e Tobago. Além de atuar, o ex-jogador montou as jogadas que são apresentadas no filme e até aparece fazendo sua clássica bicicleta. Ele é o principal dos 18 jogadores de futebol que foram escalados para o filme. Sua participação é destacada, ainda que o inglês macarrônico atrapalhe em certos momentos.


O principal diferencial de Fuga para a Vitória é a mistura dos característicos momentos dos filmes esportivos – a superação, o gol que quase sai, as faltas que retiram jogadores do campo – com os clássicos códigos do cinema de guerra – o heroísmo, a glória, a amizade e o orgulho. John Huston tem em mãos uma história baseada livremente em fatos reais e consegue conquistar a atenção do espectador com o bom andamento da trama e com personagens interessantes.

É verdade que alguns pontos berram inverossimilhança, com destaque para o desfecho apoteótico. Detalhes que incomodam em um filme que diverte bem mais do que agride.
O longa pode ser encontrado em sites de filmes online.
Victor Rodrigues