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Ainda tímido, governo Atila se divide entre se livrar do impeachment e organizar a gestão

Por Samuel Boss

Com pouco mais de duas semanas após deixar a prisão e voltar chefiar a prefeitura de Mauá, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) tem grandes missões pela frente.

A volta de Atila ao gabinete está marcado pela timidez dos atos, o prefeito que fez sua campanha e gestão apostando na comunicação apoiado nas redes sociais, está mais apagado nas últimas semanas. Apenas posts de bom dia e frases de autoajuda é visto em suas redes.

Foram duas coletivas de imprensa: uma para oficializar sua volta e outra para anunciar a volta do Passe Livre aos estudantes. Porém, os problemas sérios e graves da cidade, estão latentes aos olhos da população.

Buracos abertos nas ruas pela Sama sem o mínimo zelo de asfaltar o estrago feito. O mato que cresce nas principais praças e vias da cidade; a falta de médicos em UBS’s e falta de previsão para a continuidade de tratamentos básicos e preventivos  paras mulheres na área de ginecologia; além da total insegurança do próprio funcionalismo que não sabe se o governo termina ou não.

Atila precisa organizar seu governo que ainda está fragmentado, com indefinições de peças importantes em secretarias estratégicas, e se preparar para o processo de impeachment que corre na Câmara Municipal.

A parte política da cidade estagnou pela indefinição jurídica de Atila, o governo de igual modo. Marcio Souza, braço direito do prefeito afastou-se depois de sua segunda volta. Outro braço direito, Israel Aleixo, o Bel também não foi anunciado para nenhuma secretaria.

Aliás, no próprio site da prefeitura, secretarias como Saúde, Governo, Serviços Urbanos encontram-se sem nomes para chefiar tais pastas.

Atila perdeu um pouco a passada da corrida, basta saber se ele consegue terminar o percurso.