Restaurantes, academias e salões de beleza reabrem em SP no 1º dia útil após 50 dias de proibição devido à pandemia

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Restaurantes, academias, salões de beleza e outros serviços têm nesta segunda-feira (26) o primeiro dia útil de reabertura para atendimento presencial, após 50 dias fechados em função do planejamento do governo do estado para o combate à pandemia do coronavírus.

Esses estabelecimentos não ofereciam atendimento presencial desde o dia 6 de março, quando o governo regrediu todo o estado da fase laranja para a fase vermelha do Plano São Paulo. A previsão era de que esta etapa acabasse no dia 19 de março, mas gestão João Doria (PSDB) emendou o período com a “fase emergencial”, ainda mais restritiva, que vigorou até 11 de abril.

Então, o estado de São Paulo voltou à fase vermelha, com os serviços presenciais ainda proibidos, e no dia 18 de abril teve início a atual “fase de transição”, que segue até 1º de maio, quando o governo deve avaliar os resultados das medidas adotadas e anunciar se haverá novas flexibilizações ou medidas mais duras. A “fase de transição” do Plano São Paulo contempla 2 etapas.

No dia 18 de abril foi liberado o atendimento presencial em shoppings, lojas de rua e atividades religiosas coletivas, com restrição de horários. Na ocasião, a capital registrou trânsito intenso e, no horário de pico, a lentidão nas ruas da capital mais do que dobrou em relação a semana anterior.

No sábado (24) foi a vez dos restaurantes, salões de beleza, cinemas, teatros, museus, academias, clubes e parques, também com restrição de horário e limitação de público.

Houve registro de aglomeração neste fim de semana na Rua 25 de Março, no Centro da capital, e grande movimentação nos parques e restaurantes da cidade, com filas, desrespeito a limitação de 25% da capacidade máxima, e sem uso de máscaras.

Bares ainda não estão liberados para atendimento presencial, a menos que operem como restaurantes. O toque de recolher implementado durante a fase emergencial foi mantido, das 20h às 5h.

A decisão de flexibilizar os serviços após a fase emergencial foi tomada por Doria após uma leve queda na taxa de internações por Covid-19 no estado, que está com ocupação em torno de 85% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs).

Para especialistas, isso ainda indica uma situação crítica do sistema de saúde. Além disso, abril já é o mês com mais mortes por Covid em SP desde o início da pandemia.