Governo de SP adia novamente ampliação do horário de funcionamento do comércio e mantém regras atuais da quarentena até final de junho

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O governo de São Paulo adiou novamente a liberação do funcionamento do comércio até as 22h, programada para ocorrer a partir do dia 14 de junho. É a segunda vez que a ampliação do horário e da capacidade é postergada pela gestão estadual.

Inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) anunciou que a medida entraria em vigor no dia 1° de junho. Depois, recuou e alterou a data para 14 de junho. Nesta quarta (9), decidiu não fazer alterações até o dia 30.

Com a mudança, o estado continuará na atual fase da quarentena, que autoriza lojas, shoppings, academias, salões de beleza e restaurantes a operar até 21h.

A capacidade máxima de funcionamento do comércio, que também tinha a previsão de ser ampliada para 60% na próxima semana, seguirá em 40%.

11 mil na UTI

A decisão ocorre após o estado ultrapassar 11 mil pacientes com Covid internados em UTI, número que havia sido apontado pela gestão João Doria (PSDB) como limite de eventual novo aumento da epidemia após as flexibilizações da quarentena realizadas em maio.

Ao anunciar novas flexibilizações da fase atual da quarentena no dia 19 de maio, o governo admitiu que poderia haver um crescimento nos números de internações e mortes por Covid nas semanas seguintes, mas defendeu que os indicadores não seriam piores do que os verificados no pico anterior da pandemia e que, por isso, a mudança era acertada.

Apesar dos números elevados, o comitê de saúde que assessora o governo paulista afirma que o crescimento é atualmente mais lento e nega risco de novo pico da doença.

Fase de transição

No final de maio, o comércio foi autorizado a elevar a capacidade máxima de 30% para 40%. Na prática, porém, não há lei, multa ou fiscalização para verificar esse percentual.

O estado de São Paulo está, desde 18 de abril, na chamada “fase de transição” do Plano São Paulo, que regula o funcionamento dos setores da economia.

Esta fase, criada para representar uma etapa transitória da fase emergencial, a mais rigorosa da quarentena, não leva em consideração os indicadores da pandemia no estado.

Se índices como taxa de ocupação de leitos fossem levados em conta, a maior parte da população do estado estaria na chamada fase vermelha.