Atividade tem como objetivo aumentar a integração entre comunidade e escola, sensibilizar os funcionários da unidade acerca da realidade dos estudantes, além de qualificar o trabalho realizado em sala de aula
Quantos escadões um estudante que mora na periferia de Diadema precisa percorrer até chegar à escola? As crianças têm um quintal para brincar e se exercitar? As famílias têm condições de apoiar os filhos de maneira adequada? Essas perguntas, que povoam – ou deveriam povoar – a mente de todos os educadores, começaram a ser respondidas para os docentes que atuam nas escolas municipais da cidade. Os funcionários da unidade realizaram nesta quinta-feira (2) a atividade “Leitura de Mundo”; uma volta pelas imediações da escola, para ter contato com a realidade da comunidade. As aulas se iniciam na próxima segunda-feira (6).
O reconhecimento de território por parte da equipe escolar tem sido adotado na rede municipal de ensino de Diadema desde 2021, como forma de estreitar os laços entre comunidade e escola. Também tem como objetivo sensibilizar os funcionários da unidade acerca da realidade dos estudantes, além de qualificar o trabalho realizado em sala de aula. “É uma sondagem do bairro. A gente vai olhar se tem área de lazer, se tem questões relativas à saneamento básico, ao meio ambiente”, explicou o vice-diretor da Emeb Atila Ferreira Vaz, no Eldorado, Marcos dos Reis. O passeio também serviu para divulgar as aulas da EJA (Educação de Jovens e Adultos), cujas inscrições estão permanentemente abertas.
Ao longo da caminhada, que reuniu cerca de 20 pessoas entre direção, coordenação, professores, funcionários da alimentação escolar e da limpeza, foi percorrido o entorno da escola. Algumas crianças davam gritos de alegria ao encontrar as professoras e corriam para um abraço. Outras subiam na bicicleta e iam para longe, como que pedindo para as férias durarem mais um pouco. A professora Renata Mendes era a mais reconhecida e mais abraçada. “É importante que o docente passe por essa experiência, reflita, e possa contextualizar a realidade dos alunos com o comportamento em sala”, afirmou.















