Seminário em BrasĂlia discutiu desequilĂbrio no financiamento das cidades; mesmo com desafios, Mauá mantĂ©m contas equilibradas e superávit pelo quinto ano consecutivo
O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), participou nesta terça-feira (10) do seminário “Quem Paga a Conta? MunicĂpios subfinanciados, serviços precarizados”, realizado no AuditĂłrio Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em BrasĂlia. O encontro reuniu gestores pĂşblicos, parlamentares e especialistas para discutir os desafios do financiamento das cidades e alternativas para fortalecer os serviços pĂşblicos.
Promovido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), entidade que representa municĂpios com mais de 80 mil habitantes, com apoio da UniĂŁo Europeia, o evento apresentou dados da plataforma IFEM – Indicadores de Financiamento e Equidade Municipal. O levantamento aponta como o subfinanciamento compromete a oferta de serviços essenciais e amplia desigualdades entre os municĂpios.
Marcelo Oliveira destacou que Mauá vive uma realidade que ilustra esse cenário. Segundo ele, há um grande descompasso entre o tamanho da cidade e os recursos disponĂveis para atender a população.
“Mauá Ă© hoje a 59ÂŞ cidade mais populosa do Brasil, mas aparece apenas na 5.348ÂŞ posição quando analisamos a arrecadação por habitante. Esse desequilĂbrio mostra como o subfinanciamento dos municĂpios dificulta manter serviços pĂşblicos de qualidade”, afirmou o prefeito.
Mesmo assim, Mauá aparece entre a 12ÂŞ e a 14ÂŞ posição entre as cidades que mais arrecadam no Estado de SĂŁo Paulo em valores absolutos. PorĂ©m, quando a receita Ă© dividida pela população, o municĂpio passa a figurar entre os 100 com menor arrecadação per capita.
Mesmo com crescimento de 8,07% na receita entre 2024 e 2025, o prefeito ressaltou que ainda há grande descompasso entre os recursos disponĂveis e as demandas da população. Segundo ele, isso exige responsabilidade na gestĂŁo e prioridade para áreas essenciais como saĂşde, educação e infraestrutura.
Apesar das dificuldades, o municĂpio mantĂ©m equilĂbrio fiscal. A gestĂŁo fechou as contas no azul pelo quinto ano consecutivo e registrou, em 2025, superávit orçamentário de 1,15% sobre a arrecadação municipal de R$ 1,83 bilhĂŁo, segundo dados do Portal da TransparĂŞncia.
O resultado garantiu à cidade nota máxima “A” em Qualidade Contábil e Transparência Fiscal concedida pela Secretaria do Tesouro Nacional. Além disso, as contas municipais de 2021, 2022 e 2023 foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), com expectativa de parecer favorável também para 2024.















