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Para evitar a falta de água, o Grande ABC passará por racionamento durante a madrugada.

Na noite de segunda-feira (25), o governo do Estado anunciou que diminuirá o fornecimento de água noturno na Região Metropolitana de São Paulo para manter os níveis dos reservatórios. A alteração deverá ser feita no SIM (Sistema Integrado Metropolitano), responsável pelo abastecimento das sete cidades do Grande ABC. A redução, que deve assegurar uma economia de 4m³ por segundo, será mantida até que os níveis dos reservatórios, que apresentam volume crítico, sejam restabelecidos, conforme reportado pelo Diário na edição do dia 11 de agosto.

A pressão da água será diminuída durante um período de oito horas na madrugada, com horário de início e término a ser determinado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo) deliberou sobre a medida de prevenção, que deverá ser implementada em 48 horas, ou seja, na noite de quarta-feira (27).

Além disso, a concessionária deve apresentar um Plano de Contingência específico para a Região Metropolitana de São Paulo, conforme solicitado pela agência. Esse plano deve ser elaborado sob a coordenação da Arsesp e em colaboração técnica com a SP Águas. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, juntamente com a Defesa Civil, monitorará o progresso dessas iniciativas no contexto do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas.

De acordo com o Protocolo de Escassez Hídrica de São Paulo, a Região Metropolitana está atualmente em estado de alerta, com os reservatórios apresentando um volume útil de 39,2%. Se essa porcentagem cair para valores entre 20% e 30%, o estágio crítico é acionado. O último estado, de emergência, é ativado quando os valores caem para menos de 20%.

Segundo a SP Águas, a área atendida pelo SIM tem passado por vários anos com precipitações inferiores ao normal. “A gestão da demanda noturna é uma estratégia eficaz, pois contribui para a economia de água, diminui perdas e causa menos impacto na população, uma vez que é implementada durante o período de menor demanda”, afirmou Thiago Mesquita Nunes, diretor-presidente da Arsesp.