Fonte: G1
A pandemia da Covid-19 empurrou cerca de 55 mil famílias para as habitações precárias em favelas da capital paulista, segundo dados da Secretaria Municipal da Habitação.
De acordo com os números, no fim de 2019 havia 372 mil famílias vivendo em moradias precárias da cidade, distribuídas em mais de 1.700 favelas de São Paulo. Em 2021, esse número passou para 427 mil casas em 1.860 comunidades, boa parte delas com problemas de saneamento básico e segurança.
Em pouco mais de um ano e meio, a cidade ganhou cerca de 150 novas favelas, aumento de 9% em relação ao ano de 2019.
O número de moradias precárias também cresceu cerca de 15% entre 2019 e 2021.
Cerca de 50% dessas moradias precárias estão na Zona Sul de São Paulo. A outra metade está distribuída nas outras regiões da cidade, conforme o mapa abaixo.
A região central, até pelo grande número de empresas e pouca área desocupada, é a que tem menos casas em favela, segundo o levantamento da pasta da habitação.

Robson César Correia é presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo e durante toda a pandemia vem fornecendo alimentação para as pessoas que estão na rua, tudo à base de doações. Ele diz que neste último ano aumentou muito o número de famílias inteiras sem teto e sem comida.
“Desde o começo da pandemia, quando chegou uns seis, sete meses que iniciou realmente, quando foi fechado todo o comércio, a gente notou que começou a aparecer famílias na rua. Isso foi aumentando, aumentando e até hoje a gente consegue ver gente nova vindo pra rua, que mudou já o perfil da população de rua”, afirmou ele.
















