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Integrantes de Subcomissão recebem representantes das categorias de entregadores e motofretistas

A Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta, vinculada à Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara Municipal de São Paulo, se reuniu nesta quarta-feira (22/10) com representantes da categoria de entregadores e motofretistas. 

O primeiro a ser ouvido foi Junior Freitas, fundador da Anea (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos). O coletivo conta com 25 lideranças de entregadores de diversos Estados do Brasil. Ele disse que falta diálogo do prefeito Ricardo Nunes com a classe trabalhadora. Freitas pediu a regulamentação do serviço para garantir segurança e prevenção. 

Já Diego Araújo, coordenador estadual do Movimento “Trabalhadores Sem Direito”, cobrou a profissionalização das pessoas que trabalham com o transporte por motocicletas. De acordo com ele, a população de baixa renda é a mais prejudicada com a não regulamentação da atividade. “A proibição desse modal só afeta as periferias da nossa cidade, onde está a maioria das solicitações”.

Edgar Francisco da Silva, representante da AMABR (Associação dos Motofretistas Autônomos), conhecido como Gringo Motoka, contribuiu com o debate. Para ele, a educação no trânsito tem de ser implementada nas escolas, para que haja conscientização desde cedo. “Como estamos preparando essas pessoas para andar de moto? É preciso capacitação. Moto é um produto de risco”.

Gringo Motoka também fez observações aos aplicativos de transportes. “Esses aplicativos agem que nem caça níqueis. No começo você ganha dinheiro, mas depois ele vai tirando tudo o que você tem”.

Desde o início de 2025, a Prefeitura de São Paulo e as plataformas de aplicativos travam uma disputa judicial sobre a permissão do serviço na cidade. Enquanto as empresas recorrem a uma lei federal, que autoriza a atividade no país, o governo municipal editou um Decreto contra o transporte de passageiro por moto. Segundo o Executivo, a decisão foi adotada a fim de preservar a vida dos usuários. 

No último dia 22 de setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu de forma cautelar a legislação que proíbe o transporte por motocicletas na cidade de São Paulo. A liminar foi concedida atendendo a uma ação proposta pela Confederação Nacional de Serviços.

Vereadores

Presidente da Subcomissão, a vereadora Renata Falzoni (PSB) ressaltou que a reunião foi proveitosa, porque todos apresentaram demandas e responsabilidades. “O quanto as empresas de aplicativos se beneficiam dos bônus e não arcam com os ônus que estão relacionados à precarização do trabalho e à alta incidência de sinistros que prejudicam o financiamento da saúde pública. E também pelos sinistros nas ruas ser uma coisa muito promovida por vender pressa e colher e entregar ansiedade e acidentes muito custosos para a população”.

Já o vereador Paulo Frange (MDB) afirmou que a grande preocupação é o tamanho do risco que os trabalhadores se submetem. “O volume de pacientes que chegam às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) tem impactado toda a rede de saúde em uma cascata”. 

vereador Gilberto Nascimento (PL) questionou os valores dos equipamentos usados pelos motociclistas durante a atividade. O parlamentar também perguntou se os trabalhadores têm seguro de vida contra acidentes. Gilberto Nascimento ainda pediu explicação sobre a forma de condução dos profissionais quando estão transportando passageiros na garupa, já que, muitas vezes, são pressionados pela agilidade no serviço. 

“Minha preocupação é como fazer essa diferenciação? Por que se não definirmos antes aqui na Câmara Municipal, criando uma regra para poder apresentar para o prefeito e trazer as empresas para conversar também, vamos pegar essa pessoa que já está acostumada a fazer aquele trecho em tal velocidade mas se esquecendo, às vezes, que está com uma pessoa de 80 kg na garupa”, falou Gilberto Nascimento.

vereadora Pastora Sandra Alves (UNIÃO) também participou da discussão. Assista à íntegra da reunião no vídeo abaixo: