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Em dois anos, WhatsApp do Vem Maria ultrapassa dois mil atendimentos

Equipamento atende mulheres vítimas de violência doméstica, institucional, sexual, digital e assédio moral em Santo André

O Vem Maria, serviço da Prefeitura de Santo André voltado ao acolhimento e suporte a mulheres vítimas de violência, chegou a 2.253 atendimentos via WhatsApp. O equipamento passou a atender remotamente em junho de 2020, por meio do número 4992-2936. As munícipes podem mandar mensagens de texto ou áudio de segunda a sexta, das 9h às 18h.

“A abertura de mais um canal de comunicação com nossas mulheres foi essencial. Muitas vezes, a mulher ainda muito fragilizada pela vivência da violência não tem forças para sair de casa para iniciar o atendimento, mas consegue mandar uma mensagem, abrir um diálogo, então seja para uma dúvida pontual, um pedido de ajuda ou mesmo para iniciar um acompanhamento”, afirma a diretora do Departamento de Proteção Social Especial, Desiree Arruda.

A iniciativa foi lançada em meio ao aumento no Brasil de agressões contra mulheres durante a pandemia. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos uma pessoa ligou para o 190 por minuto, em 2021, denunciando agressões decorrente da violência doméstica.

Em todas as situações, a profissional responsável pelo atendimento no Vem Maria prioriza respostas individualizadas e faz os encaminhamentos necessários, sempre de acordo com a decisão da mulher atendida.

Caso a vítima entre em contato em meio a uma situação de emergência, uma equipe de plantão do Vem Maria retorna o contato, mesmo fora do horário de atendimento. No entanto, em situações urgentes de violência, a orientação da Secretaria de Cidadania e Assistência Social é priorizar o contato com a Polícia Militar (190), Guarda Civil Municipal (153) ou Central de Atendimento à Mulher (180), do Governo Federal.

A maior parte dos atendimentos do Vem Maria é relacionada à violência doméstica, mas também há mulheres que procuram por auxílio depois de passarem por outros tipos de violência, tais como a institucional, sexual e assédio moral, além da violência digital, quando há difamação da mulher pelo parceiro na internet e com a chamada “pornografia da vingança”, que consiste em divulgar em sites e redes sociais fotos e vídeos com cenas íntimas do casal, para constranger e ameaçar as mulheres.