Em junho, a Netflix revelou o início das filmagens da minissérie Emergência Radioativa, baseada no incidente radiológico com Césio 137 ocorrido em Goiânia em 1987.
Desenvolvida por Gustavo Lipsztein, com direção de Fernando Coimbra e produção da Gullane, a história de Emergência Radioativa retrata a atuação de físicos e médicos na luta contra o tempo para salvar milhares de vidas e proteger a cidade. A minissérie conta com a participação de atores como Johnny Massaro, Paulo Gorgulho, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Luiz Bertazzo e Tuca Andrada.
Contudo, os goianos não ficaram satisfeitos ao saber que o filme foi gravado em São Paulo e Santo André, em vez de Goiânia. Na semana passada, ao completar 38 anos, o Conselho Municipal de Cultura da cidade divulgou uma carta aberta à Netflix expressando seu descontentamento.
Para os conselheiros, Goiânia possui as condições necessárias para acolher uma produção desse tipo, contando com profissionais capacitados, infraestrutura adequada, locações autênticas e, principalmente, uma conexão emocional e histórica com o evento em questão. “Trazer a filmagem para cá não só faria justiça à nossa história, mas também criaria empregos, impulsionaria a economia local e enriqueceria a cultura brasileira com mais autenticidade e representatividade”, afirma o documento.
















