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Câmara na Rua: Saúde, habitação e zeladoria são principais demandas da população da região do Butantã, na zona oeste

Neste sábado (28/6), a população que compareceu ao 4º Câmara na Rua, no CEU (Centro Educacional Unificado) Uirapuru, na região do Butantã, zona oeste, apresentou diversas demandas sobre saúde, habitação, zeladoria, entre outros. Os pedidos foram feitos durante a Tribuna Popular, espaço aberto para os munícipes fazerem perguntas, opinarem e fazerem solicitações de interesse local aos vereadores e outras autoridades presentes. A palavra foi dada a 60 inscritos.

O Câmara na Rua é uma iniciativa para aproximar o Legislativo paulistano da população, especialmente das comunidades periféricas, promovendo um diálogo aberto sobre as demandas locais. Os encontros são realizados no último sábado de cada mês, sempre nos territórios. Neste primeiro semestre, CEUs das zonas leste, sul e norte já haviam sediado uma edição do projeto. Além das falas, os presentes puderam se manifestar pelo hotsite do Câmara na Rua.

Manifestações

Diversos moradores do Jardim Arpoador, na zona oeste, agradeceram pelas melhorias já implementadas na comunidade, mas também apresentaram demandas pontuais. “Eu só gostaria de pedir uma atenção maior na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Borges, que é uma vergonha a gente chegar lá e nunca ter médico”, comentou Daniela Vieira.

A criação de uma UBS no Jardim São Domingos também foi pleiteada. “Nós moramos numa comunidade invisível aos olhos do Poder Público, porque a gente não tem o posto de saúde”, afirmou Renata Cândida, moradora local. “Um território que devia ter 25 UBSs tem 16. Um território que é a região com menor número de leitos secundários hospitalares”, apontou Lester Amaral Júnior.

Mais UBSs e equipamentos de saúde também foram solicitados pela população em outras áreas da zona oeste. “O nosso pedido é por um hospital no Butantã. Nós não temos um hospital público e isso é um negócio sério”, disse Antônio Nilton, do Fórum do Idoso.

“Eu trabalho numa UBS que tem 10 equipes, acredito que seja provavelmente a maior UBS da cidade de São Paulo em estratégia de saúde da família. Do lado tem uma UBS que tem nove equipes. A gente foi projetado há 30 anos para atender cerca de 15 mil pessoas. Atendemos 35 mil pessoas. Então, a construção de uma outra UBS no território é uma necessidade, não é demanda”, afirmou Tauwã Azevedo, agente comunitário de saúde.

Já Mário Souza pediu maior atenção às pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) da região do Butantã. “Essa população está crescendo, um número enorme de crianças autistas, e não há um vínculo entre área de educação e saúde. É difícil diagnóstico, é difícil agendamento, é difícil a terapia, é difícil remédio, é difícil professor capacitado, é difícil vaga na escola”.

Rose Leal Miranda, mãe atípica de uma criança surda, presidente do Instituto Irapuama e moradora do Butantã, chamou a atenção para a necessidade de equipamentos públicos destinados ao atendimento dessa parcela da população. “Hoje, minha solicitação está em uma escola para surdos aqui no Butantã”.

Vários moradores da comunidade Nova Piemontese, às margens da Rodovia Raposo Tavares, também fizeram pedidos relacionados à habitação e regularização fundiária.  “Quero pedir que nos ajudem ali. A gente sabe que está para ter uma reintegração”, alertou Jaciene José dos Santos. “A comunidade Piemontese hoje é de 1.043 famílias, pelas quais lutamos por moradia”, acrescentou Cristiano de Farias.

Welton Oliveira, morador e líder social no Jardim Panorama – parte da Operação Urbana Consorciada Faria Lima -, também relatou problemas habitacionais. “A gente não sabe qual projeto, o que vai ser feito. A comunidade está aflita, está com medo”, acrescentando demandas relacionadas a saneamento básico.

A zeladoria também foi outro ponto trazido pelos participantes. “Nós estamos precisando de poda de árvores e limpar os logradouros aqui do nosso bairro”, solicitou Rogério de Souza.

Alex Sandro Souza, da comunidade São Domingos, citou a necessidade de “poda de árvore e corte. Os rios, como no caso o Córrego Água Podre, a gente precisa de um pouco mais de atenção de vocês vereadores”.

“Respeitando aqui a cobrança de todos, que todas são legítimas, mas sem falar de zeladoria nada vai funcionar”, pontuou Luiz Laédio, coordenador do CPM (Conselho Participativo Municipal) Butantã.