A falta de fidelidade tirou Kina da Câmara de Santo André


O Retorno do vereador Roberto Rautenberg (PRB) para Câmara de Santo André não foi apenas com o objetivo de participar da escolha do novo presidente da Casa, o retorno do parlamentar teve um pano de fundo que inclui  reparar a falta de fidelidade do seu suplente, Jorge Kina (PSB).


Kina assumiu a cadeira de Rautenberg em agosto de 2017, com o acordo de manter parte da assessoria do parlamentar no gabinete. No entanto, com o passar dos meses, o socialista ganhou confiança com a prorrogação da licença de Rautenberg  e passou a demitir alguns assessores ligados ao protetor.


Além das atitudes internas de seu gabinete, Kina apunhalou pelas costas o antigo colega de partido e presidente da Câmara, Almir Cicote (Avante), ao pedir na justiça a cassação de seu mandato por deixar o PSB sem período de janela partidária. Cicote se viu traído pelo vereador, na qual ajudou na articulação que efetivou sua ida para Câmara.


Cicote por diversas vezes justificou que sua migração partidária foi feita com a benção do presidente estadual do PSB e governador de São Paulo, Márcio França, e venceu a ação de Jorge Kina no TRE – Tribunal Regional Eleitoral em setembro deste ano.


Mesmo com a derrota judicial, Kina manteve a estratégia de tentar ser o dono de seu mandato e passou a articular suas ações fora da base de sustentação do governo, Paulo Serra (PSDB), irritando o paço, expondo este caso na eleição para presidente da Casa. Jorge Kina apoiava a ideia de uma chapa independente sem a articulação do governo.


Com a promessa de demitir os últimos assessores de Rautenberg  no fim de dezembro; com a irritação do governo na articulação contrária ao candidato do paço a presidente da Casa, e com a história jurídica engasgada na garganta de Almir Cicote, Jorge Kina foi punido pelos três com a volta de Rautenberg para Câmara.

A falta de fidelidade tirou Kina da Câmara e deixou uma lição mais do que óbvia:  Suplente não é dono do mandato, precisa seguir a cartilha de quem tem poder de te tirar da cadeira. Ou então ganhe a eleição e haja como a cabeça lhe guiar