Plano Diretor de Santo André é apresentado na reunião do CMPU

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No dia 24 de abril, os integrantes do Conselho Municipal de Políticas Urbanas (CMPU) votaram pela aprovação do texto de revisão do Plano Diretor de Santo André que será enviado para apreciação da Câmara Municipal. A sociedade teve a oportunidade de debater diversos aspectos do plano que tratam das diretrizes para os próximos anos. A minuta agora será encaminhada à Câmara de Vereadores de Santo André para apreciação e votação.

“As alterações propostas ao Plano Diretor demonstram a atenção da sociedade para as questões que envolvem desenvolvimento e crescimento. Entre as alterações propostas está a expansão da Zona de Desenvolvimento Econômico Compatível, ZDEC, no Bairro Campo Grande, de Santo André, que permitirá o uso logístico de parte da Gleba C, que integra o projeto Centro Logístico Campo Grande (CLCG)”, comentou Jael Rawet, sócio responsável pelo projeto.

O projeto do Centro Logístico Campo Grande (CLCG) vem com a proposta de recuperar e valorizar o modal ferroviário para não ampliar rodovias. Localizado às margens da ferrovia Santos – Jundiaí, no bairro de Campo Grande, em Santo André, zona da macrometrópole, o projeto está em fase de licenciamento ambiental pela Cetesb.

O CLCG prevê a ocupação de 900 mil m² de uma área total de 4,6 milhões de m². Sendo que em aproximadamente 80% da propriedade, ou seja, 3,6 milhões de m², serão transformados em uma reserva florestal com tamanho equivalente à REBIO (Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba).

Localizado próximo à cremalheira, que permite o transporte de cargas entre o planalto e a Baixada Santista, o projeto viabilizará a triagem e formação de trens, e o recebimento, armazenamento e transbordo de cargas. Isso permitirá que o CLCG atue como um pulmão otimizando o uso da cremalheira e evitando um possível gargalo no modal ferroviário.

Soma-se a essas características que o CLCG está alinhado à política estadual e federal de desenvolvimento logístico e de transporte; visa o incremento da atividade logística ferroviária; e se enquadra nas características previstas para a PLP (Plataforma Logística Periférica, integrante do Plano de Ação da Macrometropole – Transporte e Logística PAM -TL) a ser instalada no trecho Rio Grande da Serra – Pátio Ferroviário Campo Grande.

Para a população local e regional, o projeto do CLCG traz a oportunidade da criação de aproximadamente 1.200 vagas de emprego e injeção de R$ 30 milhões em impostos, durante o período de obras, e mais R$ 35 milhões/ano após a sua instalação.