Duas representações do PSOL foram enviadas ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pedindo a cassação dos deputados federais Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Pazuello (PL-RJ), através de um processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, após a deflagração da Operação Contragolpe.
A ação, conduzida pela Polícia Federal em 19 de novembro, culminou na descoberta de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na queixa contra Ramagem, o PSOL ressalta que o parlamentar figura entre os 37 nomes indiciados pela Polícia Federal na última quinta-feira, 21. De acordo com as investigações, o partido imputa a Ramagem as ações de golpe de Estado, supressão violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e espionagem ilegal.
A conduta de Ramagem constitui uma séria infração aos princípios constitucionais que orientam o desempenho do mandato parlamentar. A representação afirma que suas ações violam a moralidade pública e a dignidade do cargo público, caracterizando um desvio ético incompatível com os deveres de probidade, moralidade e respeito ao Estado Democrático de Direito.















