DHPP confirma autoria de adolescente de 12 anos na morte da menina Raissa

Indivíduo indicado pelo jovem como autor do crime foi descartado pela Polícia Civil

A Polícia Civil confirmou o envolvimento de um adolescente, de 12 anos, no crime que vitimou uma menina, de 9 anos, no dia 29 de setembro. Na ocasião, o corpo da vítima foi encontrado no Parque Anhanguera, no bairro de Perus.


A nova informação foi divulgada pela 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.


“A Policia Civil, durante essas três últimas semanas investigando a morte brutal da menina, pode apresentar a certeza do envolvimento do jovem nesse crime”, disse o delegado Luís Eduardo de Aguiar Marturano, que preside o inquérito policial do caso.
Entre os fatos que levaram à essa conclusão, o delegado citou a reação fria do menino, logo após o encontro do corpo, e as versões contraditórias apresentadas pelo garoto,  já que confessou o crime em um primeiro momento e depois indicou a participação de um indivíduo de bicicleta, descartado pela polícia.


“Foram ouvidos mais de 20 vigilantes e câmeras de segurança foram analisadas. Não há existência dessa pessoa. Esse indivíduo foi criado por ele [o adolescente]”, afirmou o delegado.
A corda usada no crime foi outro elemento que indica a participação do jovem na morte da criança. Primeiro ele disse que o autor pegou a corda no chão, depois que o objeto estava em sua sacola. Em um terceiro momento, relatou que ela estava amarrada em sua cintura.

Causa da morte e inspiração para o crime


Durante entrevista coletiva, o delegado declarou que a menina morreu por asfixia mecânica por enforcamento e explicou de onde poderia ter vindo a inspiração do adolescente para cometer o ato. “Há informações que ele assistia inúmeros filmes de violência e terror”, explicou.


O delegado também citou o comportamento inadequado do menino no ambiente escolar. “Temos também informações do comportamento ofensivo e agressivo [do adolescente] na escola onde estudava”, destacou.


Relatórios encaminhados pela escola do jovem ao Conselho Tutelar e sua família mostram que, desde março, o menino tem apresentado comportamentos estranhos, como agressões aos colegas de classe. As investigações prosseguem pelo DHPP.