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Condomínio Cidade de Deus vende imóveis em área contaminada em Mauá

De acordo com as informações dos jornais, Opinião Pública e Repórter Diário, Condomínio Cidade de Deus localizado na rua Rio Branco, 723/895, em Mauá, vendeu apartamentos mesmo sabendo que o terreno da obra está contaminado segundo a Cetesb.

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) decretou a área como inabitável por conta da poluição do solo, causada por empresas que ocuparam o terreno até os anos 1990. 

O Condomínio é um projeto da Igreja Água Viva e foi anunciada em vídeo na página da igreja.

Compradores já estão pedindo o ressarcimento do dinheiro.

“Parei de pagar em novembro, depois que soube da contaminação. A gente comprou confiando na igreja e nas pessoas da igreja. É muito chata essa situação, ficam enrolando a gente e nada de fazer o distrato, nada de pagar”, lamenta Alex, um comprador que já desembolsou R$ 43 mil.

https://www.facebook.com/IgrejaBatistaAguaViva/videos/1306244839415460/

Em nota, a Cetesb afirma que a área está contaminada. “A contaminação é resultante da atividade das indústrias químicas Uniroyal e Unimauá, que fecharam na década de 1990 e posteriormente a área foi comprada pela Igreja Batista Água Viva. Na transição de proprietários, ocorreu o desmembramento do terreno e, a partir de 2010, a igreja ficou com uma parte e a Leblon Transportes ficou com outra. A Cetesb solicitou aos novos proprietários uma investigação detalhada e as medidas propostas para intervenção e remediação das áreas. Até a conclusão da investigação e parecer da Cetesb sobre a proposta de reutilização das áreas, o local não pode ser ocupado”, sustenta o órgão de controle ambiental.

Os responsáveis pela Construtora RRX não foram localizados para comentar o assunto, mesmo após reiteradas tentativas.