A Virada Cultural deste ano mobilizou milhões de pessoas por toda a capital paulista e gerou forte impacto econômico para a cidade. Pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendada pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, aponta que o evento reuniu 4,8 milhões de pessoas e movimentou R$ 1,1 bilhão na economia paulistana ao longo do fim de semana.
O levantamento também mostra alto índice de aprovação do público. Segundo o estudo, 99% das pessoas entrevistadas afirmaram que recomendariam a Virada Cultural para amigos e familiares, enquanto 94,8% demonstraram probabilidade de retornar na próxima edição. Entre aqueles que já conheciam o evento, 93,4% avaliaram a edição de 2026 como melhor ou igual à anterior.
A pesquisa ouviu 1.600 pessoas durante os dois dias da Virada Cultural, em todas as regiões da cidade, incluindo Centro, zonas Norte, Sul, Leste e Oeste. O estudo analisou percepção sobre a programação, impacto turístico, fidelização e efeitos econômicos do evento.
De acordo com a FGV, 84,4% dos entrevistados classificaram a programação da Virada Cultural como ótima ou boa. Outro destaque foi o impacto no turismo: 84,8% dos turistas entrevistados afirmaram que a Virada foi o principal motivo da viagem a São Paulo no período do evento.
O estudo também reforça a aprovação do modelo descentralizado da programação. Segundo a pesquisa, 94,6% dos entrevistados consideram positiva a realização de atrações culturais fora da região central da cidade. Com atividades simultâneas espalhadas pelos territórios da capital, a Virada Cultural consolidou a estratégia de ampliar o acesso à cultura em diferentes bairros da cidade.
O perfil do público identificado pela pesquisa aponta predominância de adultos jovens: 32,1% dos entrevistados têm entre 26 e 35 anos, seguidos por 27% entre 18 e 25 anos. O público apresentou distribuição equilibrada entre homens (50,3%) e mulheres (48%). Em relação à escolaridade, 43,2% possuem ensino superior completo e 11,1% têm pós-graduação.
Na faixa de renda familiar, o maior grupo identificado foi o de pessoas com renda entre R$ 2.500 e R$ 5.000 mensais, representando 34,3% dos entrevistados. Outros 23% possuem renda entre R$ 5.000 e R$ 10.000, enquanto 22,2% declararam renda entre R$ 10.000 e R$ 15.000.
Além dos indicadores de aprovação, a pesquisa aponta que a Virada Cultural gerou R$ 435,6 milhões em renda, aproximadamente 20 mil postos de trabalho e R$ 177 milhões em tributos municipais, estaduais e federais. O impacto econômico do evento também contribuiu com R$ 409 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.















