Ao longo do ano, as Sessões Plenárias das terças-feiras da Câmara Municipal de São Paulo têm sido usadas pelos vereadores para discutirem temas de livre escolha durante o pequeno e grande expediente e os comunicados de liderança. E o principal assunto da sessão desta terça (27/5) foi a regulamentação do transporte individual de passageiros em motocicletas por aplicativo, popularmente conhecido como mototáxi, e a morte de uma jovem passageira que fazia uso do serviço, que é proibido na capital e tema de debate na Casa.
Na abertura dos trabalhos, o líder do governo, vereador Fabio Riva (MDB), pediu um minuto de silêncio em respeito à Larissa Barros Máximo Torres, de 22 anos, que morreu no último sábado em um acidente enquanto utilizava um serviço de mototáxi. “Queria expressar o meu pesar à família, a todos os familiares, aos amigos, e deixar também uma pergunta: quem será responsabilizado por isso? Acho que é uma reflexão que traz à baila um assunto importante para discussão desta Casa de Leis e que nós, em primeiro lugar, pensamos na vida das pessoas. E, o que aconteceu com a Larissa, a gente não quer que aconteça com nenhuma pessoa na nossa cidade”, declarou Riva.
A primeira a usar a tribuna para falar sobre a questão do mototáxi na cidade de São Paulo foi a vereadora Renata Falzoni (PSB). “A gente tem que perguntar porquê um tipo de serviço desses predomina e existe? Se você for pensar na periferia da cidade, escancara o quê? O problema do transporte coletivo, especialmente na última capilaridade. E também de segurança pública”, frisou, questionando os motivos pelos quais os passageiros, principalmente mulheres, preferem o transporte individual de moto ao invés do transporte coletivo ou o deslocamento a pé. “A gente tem que dar um basta nisso, porque proibir não é solucionar. A gente tem que equacionar soluções para que todos consigam se locomover nessa cidade com a segurança que lhe é de direito”, completou Renata.















