Fonte: G1
Uma mulher foi flagrada ofendendo o trabalho de guardas civis municipais de Santos, no litoral de São Paulo, após ser multada por não utilizar máscara enquanto andava na faixa de areia. Um vídeo obtido pelo G1 nesta terça-feira (8) mostra o momento em que a mulher, que se apresenta como advogada, diz que o trabalho realizado pela GCM durante a fiscalização é “sujo”. Ela também filmava os agentes durante a abordagem.
O vídeo, divulgado pela Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada Santista, mostra o momento da abordagem, realizada no último sábado (5) na orla da cidade. A mulher alega ser advogada antes de dar início à gravação. “Não sei com quem vocês acham que estão lidando, mas vamos lá, vamos para as cabeças”, diz.
Ela caminhava na praia com a máscara nas mãos e se negou a colocá-la no rosto, segundo apurado pelo G1. Devido à autuação e à obrigatoriedade do uso do equipamento, ela começou a gravar para colocar nas redes sociais, e criticou o trabalho feito pela Guarda Municipal.
“[A GCM] está fazendo um trabalho sujo, indigno, imoral, inconstitucional, ilegal e repudiante. A gente tem que repudiar isso”, diz a mulher.
Além de criticar o trabalho dos guardas, ela alega que eles estariam multando uma “cidadã de bem”, e pede que o vídeo viralize. Banhistas que passavam pelo local pediram para que ela colocasse a máscara. No vídeo, é possível ouvir o momento em que um outro critica a postura da moradora, e diz que ela “quer aparecer”.
A mulher divulgou um vídeo nas próprias redes sociais, em que aparece criticando a GCM. Ela gravava os guardas e questionava a multa. “Não aceitem jamais a tirania, os absurdos e a ilegalidade do estado”, diz no vídeo. Ela critica o fato de, na multa, constar o endereço da avenida próxima, e não informar que ela estava na faixa de areia. Apesar da crítica, este é um protocolo seguido pela corporação (veja abaixo).
Pelas redes sociais, a mulher afirmou que quando foi abordada pelo GCM, estava sozinha, caminhando na beira da água, com o devido distanciamento social. Ela afirma que estava com máscaras, que se encontravam na mochila.
“O guarda municipal lavrou o auto de infração mencionando erroneamente o local do ocorrido, o endereço de um edifício na Avenida Bartolomeu de Gusmão. Antes de assinar, eu li o auto lavrado, me certifiquei do erro e avisei ao mesmo e a todos os demais guardas municipais que se encontravam ali, para a devida correção do local certo da abordagem, vez que, eu não me encontrava no edifício mencionado e sim caminhando na praia, na beira d’água”, diz ela.
Segundo ela, o pedido foi negado diversas vezes. Ela afirma também que solicitou que o auto de infração fizesse menção da máscara, que estava nas mãos dela. “Sou advogada, e não poderia assinar um documento com erro grotesco e incompleto. Aproveito a oportunidade, e faço um apelo para que as autoridades ajam com a devida prudência em suas abordagens e autuações, e a população leia atentamente, qualquer documento antes de assiná-lo”, finaliza.















