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Consórcio ABC vai comprar um milhão de testes do novo coronavírus


Em assembleia extraordinária, prefeitos aprovam também programa emergencial de combate à fome e  documento solicitando informações ao ministro da Saúde

As sete cidades vão adquirir, por meio do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, um milhão de kits para testes do novo coronavírus. O material será dividido proporcionalmente conforme o número de habitantes de cada município. A decisão foi acordada durante assembleia extraordinária da entidade regional, realizada nesta segunda-feira (30/3). O volume estipulado possibilita a realização de testes em 36% dos habitantes do Grande ABC, conforme estimativas com base na população calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a região em 2019.

O valor estimado da compra é de R$ 4,8 milhões, sendo R$ 0,80 por kit. As prefeituras vão repassar os valores provenientes de recursos destinados pelos governos estadual e federal por meio do Fundo Municipal de Saúde. Na tarde desta segunda-feira, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Consórcio ABC vai se reunir por meio de videoconferência para detalhar o procedimento. 

O objetivo da entidade regional é concretizar a compra até o fim desta semana, e, com isso, a expectativa é que até a segunda quinzena de abril os kits estejam à disposição dos municípios. 

Combate à fome e apoio à vida

Os prefeitos da região também decidiram que terá início, nesta semana, um programa emergencial de combate à fome e apoio à vida nas sete cidades. O objetivo é estimular doações de cestas básicas e kits de higiene, visto que a ajuda financeira do Governo Federal será insuficiente para atender a todas as pessoas. 

Atualmente, são hoje quase 80 mil famílias assistidas na região pelo Bolsa Família. Para iniciar a campanha, os prefeitos deliberaram a compra de 20 mil cestas com kits de higiene pelo Consórcio ABC. O GT Assistência Social se reunirá nesta segunda-feira, por meio de videoconferência, para discutir os detalhes da iniciativa.

“A ideia é levar gêneros de primeira necessidade às famílias mais vulneráveis, como forma de minimizar os impactos econômicos do novo coronavírus. É uma ação emergencial devido à gravidade do momento”, afirmou Maranhão. 

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