(por: Gabriella Gualberto)
Há dezessete anos, trinta dias após assumir o governo, Lula lançou o Programa Fome Zero, cujo desafio era integrar polÃticas estruturais e emergenciais no combate à fome. Com essa medida, o presidente começou a pôr em prática a principal bandeira de sua plataforma eleitoral e de sua trajetória polÃtica.
No Brasil do inÃcio de 2003, 44 milhões de pessoas viviam com menos de um dólar ao dia, em situação de insegurança alimentar. Até janeiro de 2004, o programa beneficiaria onze milhões de pessoas em 2.369 municÃpios, concentrados especialmente no semiárido e nas regiões mais pobres do Nordeste brasileiro. Nesse perÃodo, seria criado o Cartão Alimentação, para possibilitar à s famÃlias a compra direta de alimentos, e o Programa de Aquisição de Alimentos, com compras públicas dirigidas para a agricultura familiar.
O Programa Fome Zero enfrentaria sérias dificuldades em sua implementação, especialmente na articulação com as demais polÃticas de seguridade social. Mesmo assim, a experiência de garantir renda mÃnima para as populações mais pobres se aprofundaria e seria o embrião do Bolsa FamÃlia, lançado em janeiro de 2004, que se tornaria o maior e mais bem-sucedido programa de transferência de renda do mundo.
Este texto é um trabalho do Memorial da Democracia, o museu virtual das lutas democráticas do povo brasileiro, que é mantido pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula.















