Saída de Rautenberg da política: será que foi macumba?

Por Samuel Boss

 

O vereador licenciado, Roberto Rautenberg (PRB) abandonou a política desde o mês de agosto do ano passado, alegando problemas pessoais, em seu lugar, o suplente Jorge Kina (PSB) ocupa sua cadeira de forma interina. Pouco se sabe sobre o motivo real que levou o vereador mais votado da cidade a deixar a política de forma tão repentina.

Rautenberg é um empresário de sucesso no ramo de academias, e pelo que parece, deixou a política para cuidar de seus negócios. Mas há um fato curioso na história, em pleno vigor de seu mandato em favor da defesa animal, o vereador apresentou um  projeto de lei que proibia o uso e sacrifício de animais de qualquer espécie para fins de rituais religiosos.

Houve protestos nas época por parte dos religiosos de matriz africana, que defendiam o direito ao culto conforme a constituição brasileira. Houve embate no plenário entre Rautenberg e representantes das religiões afro-brasileiras, o vereador chegou a brincar nos bastidores “vão me fazer macumba!”. O projeto foi aprovado, mas foi vetado pelo prefeito da época, Carlos Grana, e o veto mantido pela Câmara.

Na época um líder religioso explicou que o projeto era perseguição religiosa.

““Não sei por que existe perseguição sobre nós. O vereador precisa se aprofundar no estudo da nossa religião. Somos adoradores da natureza. Matamos para comer”, disse o líder espiritual.

Curioso ou não a maior promessa política de Santo André, vereador mais votado nas últimas eleições com 7.863 votos deixou a política. Teria sido um trabalho feito, popularmente chamado de macumba contra o protetor dos animais que deixou de vez a política? Não sabemos, mas a verdade é que ele está fora.