Metrô de São Paulo entrará em greve nesta terça-feira (28)

Os metroviários aprovaram em assembleia realizada na noite da segunda-feira, 27 de julho, uma paralisação por tempo indeterminado na operação do Metrô nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

A categoria protesta contra a redução salarial de 10% anunciada na semana passada e a retirada de outros direitos, estes aplicados no começo de junho (veja abaixo).

* redução de 100% para 50% das horas extras;
* fim do adicional de risco de vida para OTMs (Operador de Transporte Metroviário) e ASMs (Agente de Segurança Metroviária);
* redução do adicional noturno de 505 para 20%;
* fim do auxílio-transporte da complementação salarial para afastados por auxílio-doença e acidente de trabalho;
* gratificação de férias que cai para 1/3 do salário.

Por essa razão os trabalhadores iniciam a greve já a meia noite, e buscam negociar com o Governo do Estado e Metrô, o retorno dos direitos retirados e que seja revista a maneira com a qual a companhia vem agindo com seus funcionários.

O Sindicato dos Metroviários chegou a propor um protesto com as catracas livre, ou seja, todos trabalhando normalmente, mas sem cobrança de tarifa, o que não foi aceito.

A SPTrans e CPTM ainda não se pronunciaram sobre alterações na operação com a finalidade de absorver a demanda de passageiros.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás vão operar normalmente, porque apesar de seus trabalhadores também serem representados pelo mesmo sindicato, a convenção salarial é diferente.