Em nova política habitacional, Mauá enfatiza reintegração de áreas, mas não detalha projeto de construção de moradias populares

Município intensifica ações de reintegração de áreas, combate à ocupações e venda de imóveis irregulares

A prefeita interina de Maua, Alaíde Damo (MDB), apresentou nesta segunda-feira (3) sua nova política de habitação para o município.  A prefeita deu prioridade a reintegração de áreas invadidas, o combate a novas invasões e campanha para combater a venda irregular de imóveis, porém, não detalhou os projetos de  construção de novas moradias populares na cidade.

 

Mauá é uma cidade que historicamente se desenvolveu de forma desordenada. E ainda hoje vivemos o reflexo desse processo, mas para tornar nosso município melhor é preciso planejar, respeitar as leis, respeitar os meio ambiente e a nossa população. Foi por isso que solicitei à Secretaria de Habitação que implantasse essa nova política habitacional”, explicou a prefeita Alaíde Damo.

A Secretaria de Habitação está atuando nas diversas áreas ocupadas de forma irregular sendo públicas, privadas e de preservação permanente. O objetivo é recuperar os espaços, que também poderão ser utilizados para construção de moradias populares, todas planejadas e com acesso a serviços essenciais como Saúde, Educação e Transporte.

“Precisamos qualificar nossa cidade. Recuperar essas áreas significa recuperar o meio ambiente, recuperar espaços que podem servir para novas avenidas, unidades de saúde, escolas e principalmente para moradias populares”, explicou o secretário de Habitação, Marco Ratti.

De acordo com a prefeitura, um plano de construção de moradias populares, com apoio da iniciativa privada, dos governos do Estado e Federal, está em curso, porém, a Secretaria de Comunicação não detalhou o  projeto.

A prefeitura alegou que locais passíveis de novas ocupações estão sendo fiscalizados rotineiramente por agentes da Secretaria de Habitação, com apoio de diversas pastas. Além disso, a Pasta organizou um plantão de dúvidas com especialistas em imóveis para tirar dúvidas de munícipes que estão comprando um imóvel.

“A ideia é deixar claro que o sonho pode se tonar um pesadelo, pois a pessoa pode comprar um imóvel em área ocupada e perder todo o investimento que fez. Essa é apenas uma das situações que podem criar o pesadelo”, detalhou Marco Ratti.