Argentina legaliza o aborto

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A legalização do aborto, um projeto do presidente de centro-esquerda Alberto Fernández, já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 11 de dezembro e nesta quarta-feira recebeu os votos favoráveis de 38 senadores, 29 votos contrários e uma abstenção, um resultado mais folgado que o previsto.

Fernández celebrou o resultado no Twitter. “O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Hoje somos uma sociedade melhor que amplia direitos às mulheres e garante a saúde pública”, escreveu o chefe de Estado.

A votação durante a madrugada foi acompanhada por milhares de militantes feministas, que celebraram e choraram de emoção com o resultado, após mais de 12 horas de espera nas proximidades do Congresso. Além das mulheres que estavam na praça diante do Parlamento, muitas saíram às janelas e varandas para comemorar a notícia.

Um projeto para legalizar o aborto havia sido aprovado em 2018 pela Câmara dos Deputados, mas foi rejeitado pelo Senado. A mudança foi possível graças à campanha protagonizada por milhares de jovens e grupos de mulheres, a chamada ‘maré verde’.

Com a aprovação desta quarta-feira, a Argentina, país natal do papa Francisco, se torna a maior nação da América Latina a legalizar a interrupção da gravidez, o que também está permitido no Uruguai, Cuba e Guiana. No México está permitido no estado de Oaxaca e na Cidade do México.