Escola Sem Partido é uma bobagem de quem não acredita no cérebro humano

Por Samuel Boss

O Projeto Escola sem Partido é uma das piores bobagens inventadas no século 21, supera de longe os movimentos  separatistas de São

Paulo e Rio Grande do Sul. O projeto é tão ruim, que atesta ao ser humano uma condição igual a de uma “mula” (a mesma que derrubou Caiado), e não de um ser provido de racionalidade.

Segundo o nosso dicionário Aurélio- escrito pelo Aurélio Buarque de Holanda, tio do “petralha” Chico Buarque de Holanda- a palavra inteligência significa:

Conjunto de todas as faculdades intelectuais (memória, imaginação, juízo, raciocínio, abstração e concepção).

Primeiro, o dicionário já seria impedido de ser lido em sala de aula por ter ligações fortíssimas com agentes da esquerda. Segundo, das definições dadas por Aurélio, apenas ‘memória’ seria adotada no projeto Escola Sem Partido, afinal, imaginação, raciocínio, abstração, juízo e concepção seriam ignorados pelos defensores.

Acreditar que uma criança é um ser adestrável sem a percepção própria daquilo que está sendo ensinado, sem o censo crítico de indagar os pontos que lhe é confuso, é coisa de gente defensora do ‘decoreba’. Não estamos no século 19 em que as crianças precisavam ir a bibliotecas para descobrir algo, ou ter em casa uma enciclopédia Barsa para saber se quem descobriu o Brasil foram os portugueses ou os Índios Nativos. Nossas crianças tem Google!

O mais interessante é que os defensores da Escola Sem Partido, são os mesmo que combatem veementemente de que jogos de videogames não tem a capacidade de induzir uma criança ao crime. Ora, se um jogo de videogame com estupro, troca de tiro, roubo, explosões e tiros na cabeça, não têm poder de fazer daquela criança um serial killer, não será um professor de história com camisa do Che Guevara que fará de um menino ou menina um potencial militante das Farc ou um futuro filiado do PT ou PCdoB.

Esqueceram que entre a ideologia do professor (emissor) e o ouvido do aluno (receptor), há um cérebro, que muitas vezes não se é usado por criadores de leis, mas que é eficaz no combate a qualquer pseudo-doutrinação. Karl Marx existiu, Hitler existiu, Maomé existiu, Getúlio Vargas existiu, Jesus Cristo existiu… O amor ou devoção que um educador explicará sobre cada figura não induzirá a um ser provido de um cérebro de se tornar um nazista, um cristão , um judeu, um muçulmano, um ditador ou um esquerdista radical.

Faça o teste, coloque numa sala 30 crianças e passe um mês ensinando tudo sobre o time do Flamengo, conte os títulos, a história, os ídolos, os gols mais bonitos e veja quantas crianças ao final de sua doutrinação se tornarão flamenguistas. A imaginação, o raciocínio,  a abstração, o juízo e a concepção dessa criança está bem definida por aquilo que recebeu de casa. Os corintianos continuarão corintianos, os palmeirenses também e assim, por diante.

O Projeto Escola Sem Partido é o primeiro passo para Escola Sem Professor, afinal qual educador vai querer viver sobre “doutrnas” daquilo que pode ou não pode ser falado em sala de aula?

Quem não consegue conviver com a pluralidade ou diferenças, precisa ir no Aurélio e ver se no fator inteligência lhe falta algum dos atributos listados.

 

Abaixo, a defesa do projeto.