Morando quer institucionalizar o Lobby do Consórcio em Brasília para enfraquecer Manente

0

Por Samuel Boss

Ao assumir a presidência do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB) definiu como estratégia criar uma sede da organização em Brasília. Segundo o tucano, o objetivo é levar o Consórcio para o “Centro do Poder”.

Em entrevista ao DGABC, o secretário executivo do consórcio, Fabio Palacio,  a ideia é alugar um imóvel próximo aos ministérios para facilitar as conversas com o governo federal. “Há muitos ministérios que têm recursos para programas, projetos e obras, que dependem da apresentação de projetos”, explicou Palacio ao jornal. “O fato de termos isso (sede para acompanhamento) in loco vai facilitar a obtenção de recursos disponíveis do governo federal para a nossa região.”

Resumindo para o bom português, o Consórcio quer institucionalizar o Lobby em Brasília para obter recursos para a região. Para isso, mandará para o Distrito Federal um motorista, uma secretaria e um “lobista” que atuará buscando recursos para projetos dentro dos ministérios e no parlamento federal.

O caso seria totalmente criticado pelos prefeitos, se os mesmos não tivessem criado um clube entre amigos. Paulo Serra (PSDB), Kiko Teixeira (PSB), Gabriel Maranhão (PSDB) e Orlando Morando (PSDB), são membros da mesma panelinha, e isso inclui o secretário Executivo, Fabilo Palacio. Com a maioria de votos no consórcio, dificilmente as ações do grupo será contrariada.

Outro objetivo claro de Morando e sua “panelinha” é enfraquecer o deputado federal, Alex Manente (PPS), que seria oficialmente o interlocutor entre a região e Brasília. Porém, a disputa política de Orlando e Manente dificulta qualquer ação conjunta.

O lobby no Brasil ainda é visto como uma ação criminosa, mas, Orlando Morando e sua panelinha preferem assumir o risco da empreitada, ao ter que se submeter ao mandato de Alex.

A grande questão é como um agente sem mandato poderá circular entre os poderes federais sem ser olhado como um lobista profissional? Buscar recursos, sentar na mesa para falar de valores, negociar prazos e apresentar projetos de captação financeira (mesmo que com o objetivo de ajudar a região), jamais será visto pela lei como algo legal.

O pior de tudo, é que toda essa ação politiqueira é financiada com o dinheiro da população.

Lamentável!