Imprensa sem limites: Bolsonaro descobriu o que é o jornalismo investigativo

A reportagem da Revista Época feita de forma investigativa pelo jornalista, João Paulo Saconi traz como destaque o trabalho de ‘Coach’ feito pela esposa do deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), a psicóloga, Heloísa Bolsonaro.

Durante um mês, o jornalista foi aluno aluno em sessões de coaching on-line da nora do presidente da República e revelou a linha ideológica da psicóloga.

Jair Bolsonaro -mesmo e em recuperação de uma cirurgia no Hospital Albert Einstein- vociferou nas redes sociais dizendo que a ‘imprensa não tem limites’, pois o jornalista não se identificou e trouxe a público a conversa com sua nora.

Bolsonaro descobriu como é feito o jornalismo investigativo. Se Bolsonaro estudar mais uns dias vai descobrir que a Polícia Federal e a Polícia Civil utiliza os mesmos métodos para conseguir informações.

Já que o presidente está com tempo no hospital, sugiro que assista o filme Spotlight, vencedor de dois Oscar’s. O filme conta fala sobre um grupo de jornalistas que investiga o abuso de crianças por padres católicos, acobertados pela Igreja. Eles conseguem reunir documentos que podem provar os crimes cometidos e o envolvimento de líderes religiosos que tentaram ocultar os casos.

Para Bolsonaro, jornalismo precisa ser feito pelo mesmo prisma do juramento dos médicos – que coloca sigilo entre paciente e doutor. O presidente fala de ‘ética’, quando o preceito do jornalismo é a informação.

Talvez ele precise lembrar te tantas vezes que usou o Twitter para expor pessoas com o intuito de “informar” ao seus eleitores o que se passa no Brasil. Provou do próprio veneno.