Com um prefeito mimado e egocêntrico, São Bernardo do Campo completa 465 anos

Por Samuel Boss

A cidade de São Bernardo do Campo completa 465 anos nesta segunda-feira, 20 de agosto, tendo com maior virtude a grandeza econômica e industrial. Uma cidade grande, que mesmo em sua imensidão quase não comporta o ego do seu atual prefeito, Orlando Morando (PSDB).

São Bernardo foi a rota de imigrantes nordestinos nos anos 60, 70 e 80 que buscavam na cidade uma oportunidade nas indústrias automobilísticas e no setor metalúrgico. A cidade é rica em recursos hídricos, possuindo uma das maiores represas do país; foi palco de conquistas políticas nos 1980 em busca da redemocratização do país, e ainda é rota obrigatória para a grande São Paulo aos que desejam escoar sua produção pelo Porto de Santos.  No entanto essa grandeza toda é todo dia ameaçada pelo egocentrismo do atual prefeito, que se acha maior que a história da cidade.

Orlando Morando se iguala a alguns jogadores de futebol que não se importam muito com a camisa do time, o importante é o seu nome  estampar as manchetes dos jornais o colocando sendo um craque insubstituível. Era assim na Alesp como deputado estadual, e é assim, a frente da prefeitura. Orlando fez fama como “papagaio de pirata” por buscar sempre um ombro tucano poderoso para reclinar sua cabeça e sair nas fotos ou reportagens na TV.

O tucano não se acostumou com o contraditório e por isso faz questão de manter os grandes jornais da região com polposos e generosos anúncios. Prefere pagar as contas de muitos deles ( e receber elogios forçados nas manchetes)  ao invés de convencê-los que  seu trabalho é de fato bom. Então somos obrigados a passar vergonha ao acompanhar de longe as coletivas dele fantasiado de gari; mestre de obras; operador de máquina retro-escavadeira; de quimono e tantas outras. Mas a principal fantasia que ele tem usado ultimamente é a de um homem democrático.

Quando estava em campanha a prefeito, Orlando Morando expulsou de sua coletiva de imprensa uma repórter do jornal ABCD Maior, alegando que a repórter fazia parte de uma mídia “que tinha lado”. Hoje a grande parte da imprensa tem lado, o dele, e ele não acha ruim. Ruim e danoso é só quando um jornal tem lado oposto ao dele. Mimado!

Recentemente trabalhou intensamente nos bastidores para colocar sua esposa, Carla Morando como candidata a deputada estadual. Na coletiva justificou que a candidatura da esposa não era um desejo seu, mas sim,  um pedido dos moradores de São Bernardo, de alguns vereadores da Câmara e de lideranças da cidade. Claro que não era! Orlando além de impor o nome de sua mulher, ainda quis cortar a candidatura de correligionários de cidades vizinhas, ameaçando vereadores, na qual ele tinha ajudado na campanha. Egocêntrico!

No Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, fez o que fez. Levou a todas as forças políticas da região a se voltar contra a entidade, devido o seu modo “o rei sou eu” de ser.

Mas toda esse egocentrismo não é capaz de apagar ou tirar o brilho de São Bernardo do Campo, uma cidade materna que já levou desenvolvimento para famílias de todo canto deste Brasil, em especial o nordeste. Parabéns, São Bernardo do Campo! Um lugar de gente humilde, tirando o prefeito, claro!